terça-feira, 18 de outubro de 2016
Porque me inspiras
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Grita....
……..e quando as lagrimas brotam no silencio, silencia os
pensamentos e transforma as utopias. Grita de raiva, solta as revoltas e
empurra as maldades.
Sim, todos temos momentos maus, todos já tivemos vontade de
desistir certa vez. É nesses momentos que nós julgamos imperfeitos, que
encontramos semente que germina e alimenta as nossas conquistas.
Somos terra fértil, somos ar, estrelas a cintilar, talvez
agua que bate nos rochedos, que molda a passagem, que alimenta os arvoredos de
uma sublime paisagem.
…Também aí há tempestades, gritos de revolta, sons ensurdecedores.
São as lagrimas que escorrem, num rosto lavado percorrem que limpam e alimentam.
….nas margens destes ribeiros proliferam as ervas daninhas.
A maldade que nos acompanha, ou as invejas e cobiças inocentes, mas, e como
toda a impureza é levada com as correntes.
Silencia as utopias e grita o desejo do bem e da paz
interior. Percorre em silêncio as tuas vontades, esquece as maldades e a
felicidade vem.
Neste mundo mais que imperfeito, não te conformes ou
desistas, faz de ti instrumento das tuas vontades, agarra o que te faz bem, o
resto….sim, o resto deixa que a corrente leve.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Mar e Ar...o que eu respiro
A água envolve-te os braços, beija-te o sol brilhante, são
vontades limitadas apenas por um instante.
O mar que te envolve, é sal que te tempera, é magia que
enlouquece, um desejo que impera.
Utopias ou talvez não, que envolvem a fotografia, partilhas
em contra mão de uma luz que erradia.
A brancura do sal aconchega a magia predileta, tempera as
ilusões, as rimas do poeta. Selvagem, ou talvez não, o sonho que enlouquece,
magia ou ilusão, a vontade prevalece.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Apenas a minha imaginação
Esta noite senti-me levitar, adormeci com palavras no ouvido.
Senti o perfume do aconchego.
Sonhei-te...
Fechei os olhos, tive a ousadia de te querer tocar, sentir de volta a toa caricia e não era a sonhar.
Abracei-te em pensamento, aconcheguei-me nos teus braços, adormeci no teu peito sem vontade de acordar.
Senti o perfume do aconchego.
Sonhei-te...
Fechei os olhos, tive a ousadia de te querer tocar, sentir de volta a toa caricia e não era a sonhar.
Abracei-te em pensamento, aconcheguei-me nos teus braços, adormeci no teu peito sem vontade de acordar.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Sonhos
Despida de preconceitos na limpidez dos sonhos, procuras a
magia no espelho da realidade. Tristemente encurralada na limitação, que não te
permite exprimir, adormeces. Voltas ao sonho profundo, onde a magia acontece e
rasgas horizontes. Perdes-te algures numa montanha perfeita. Descobres a nascente
de água límpida e transparente, procuras felicidade nos traços de um rosto já cansado,
mas belo. O vento balança teus cabelos, entoa um som melodioso, rasga
fronteiras com o aroma a jasmim. A garça que passa, transmite liberdade,
inspira-te e és feliz. Sonha-te selvagem….
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Sinais
Como posso ver
sem te sonhar, como posso esquecer sem te ter…?Perguntas, reticencias, sinais
sem sentido neste sentido da vida. Ouso desobedecer á vontade, vislumbro luz…eu
sei que é ofusca e o brilho desapareceu. Não quero, não pretendo contrariar a
razão, porque a verdade diz não. Sou o ser que não aparece, que não deixa
marcas nem vontades, sou noite que não amanhece nem nas tempestades, nem em
realidades.
Escondi-me
de mim, não quero ver quem sou, porque me envergonho…entristeço…sou o ser que
me magoou. Lagrimas deslizam em desalinho num compasso sem retorno alinhado,
marcam páginas do meu pergaminho em ânforas bem guardado.
Como posso
ver sem te sonhar, mato o sonho, risco vontades, escrevo silêncios, aceito realidades?
Diz-me tu como faço….Tranco o ar, abro torneiras, fecho a estrada, arranjo
fronteiras?
Sinais…
Apenas sinais
num simples e velho vidro, não em belos vitrais. Transparência límpida de uma
realidade apenas, um reflexo presente duma saudade persistente e de uma vontade
ausente.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Estou cansada....
Estou cansada… tão cansada, não sei se de viver de
trabalhar, pensar ou sofrer.
Sinto-me vazia, os ecos do desejo, já não os ouço, perdi essa capacidade. A
vontade de subir montanhas e gritar bem alto para ouvir o retorno
desmoronou-se. A magia das cores do acordar perderam os tons, e o anseio de
gotas de água límpidas transformou-se em líquido barrento. Meu Deus! Não quero
morrer comigo, não vislumbro vida num sinal singelo, mas não quero morrer sem
dizer adeus. Partir sem deixar saudades, partir sem que, uma única linha se
identifique comigo. Não. Não tenho tempo. O Tempo foge-me por entre os dedos,
as palavras límpidas e lucidas não correspondem á vontade dos outros.(….) E eu
quero que os outros gostem. Eu não sou ninguém. Ser sem razão, energúmeno sem princípios,
sem vontades sem sonhos. Sim, porque os sonhos morrem quando não os alimentamos
e eu sou uma pedinte. Ser singular, irregular, sem vontade própria, porque só
uma importa….ser feliz. Incompetente, incapaz e ridícula. Nem isso consegui.
Estou tão cansada da solidão, da falta de um sim ou de um
não. Cansada de me amparar, porque nunca tive esse privilégio, ser amparada,
ouvida, apoiada. Reconheço a minha culpa. A minha independência foi paga a
preço de diamante. Desvalorizou, não vale nada. Não valho nada.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Revolta
Revolta
A minha revolta-me, e afoga-me os pensamentos, os meus
dilemas transbordam, as mágoas ferem o mais íntimo e profundo do meu ser. Demarco-me
de banalidades ofuscas ,e a limpidez da alma dá voz a minha existência. Correiem-me
as incertezas, desprezo o indeciso…
Eu gosto de sim ou não!!!
Gosto da luz, tal como o quero ou desprezo. Gosto da chuva
tal como as ideias claras que assumem sentimentos. O nevoeiro da incerteza
baralha-me os sentidos e nem sempre encontro transversais de sentido inverso.
Desprezo….desprezo muito quem me toma por burra, quando
simplesmente, sou apenas observadora de vidas mal vividas, de sentires sem
chama, de viagens sem paisagem.
Desprezo…Odeio….Simplesmente porque sim….
Eu sou assim, mulher de palavras, mulher que gosta de
certezas nesta vida incerta.
Mulher simples, mas
não burra….
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Porque não?
Rodeada de muros robustos, encontrei-me no aconchego,
encontrei-te protegido, acredito, que mesmo assim perdido. Por entre rochas e
arvoredos, senti a tua ausência, no recanto de uma prisão, no mais belo dos
locais, onde vive a minha paixão.
Acariciei o pensamento, por teus braços envolvida,
reconfortei o alento, em sonhar perdida no tempo da nossa distância de vida.
Confessar-te esta magia, é coragem que me falta podes crer,
no abraço que te envolvia, no beijo que pretendia, em meus braços te envolver.
Desnudar a tua timidez, num olhar terno e profundo,
abandonar a sensatez, perdermo-nos talvez…esquecer-mos o mundo.
Desejo…desejo muito…descobrir o porquê do teu ”não”, consegues
levar-me ao fundo, preciso tanto da tua mão!
Acaricia-me em teu silêncio, aconchega-me com tua ternura,
seremos só tu e eu, a viver esta aventura.
Sonha…deixa-te levar…embarca neste comboio que é o meu,
ficas na próxima estação, mas antes da viagem terminar, concluirás que valeu…
Tudo e nada te dou, pois não tenho que te ofertar, apenas
dois braços, cumplicidade e o perfeito inverso do verbo odiar. Este tão pouco é
tanto, para quem nada tem, apenas nos lábios um beijo e um sorriso, que te
convidam: Fica comigo…vem!
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Uma fase
Tenho
um sorriso na face mas o meu choro interior não cessa... Sinto a minha essência
a esvair-se como areia entre os dedos, e mais uma vez tenho de encontrar o
caminho de saída. Se já o fiz antes não será agora que me irei perder, mas a
força começa a escassear.
Mas é
isso mesmo, uma fase... No meio disto é confortante saber que eventualmente irá
acabar e que saberei sempre algo mais sobre mim.
Revejo-me em memórias e sei que estou diferente, e talvez por isso encare este momento como um novo ponto de viragem. Hoje sei dizer um não com assertividade e um sim com confiança... Já não estou dentro de mim como alguém que olha o mundo sem ter uma opinião concisa e mesmo podendo não saber o que quero, sei o que não quero.
Estou zangada com a "vida", pois por estranhos desígnios vejo-me perante um comportamento que infelizmente mais vezes me desilude do que surpreende pela positiva... o comportamento humano...
Provavelmente sou eu a estranha, mas pelo menos procuro não magoar ninguém pelo caminho. Muitas vezes me pergunto qual será a minha missão, se de facto temos alguma, e concluo que embora muitas vezes os sentimentos me arrastem na direção contrária, sei que já trouxe muitos sorrisos a este mundo, e isso para mim é uma razão inestimável para conseguir viver neste caos. Esses sorrisos são preciosos, porque todos eles, em algum momento, foram e continuam a ser um espelho para mim...
Isto é um desabafo, um grito ouvido pela escrita, um relembrar que tudo o que se quer esquecer não pode ser esquecido...
Até fazer as pazes com a vida
Revejo-me em memórias e sei que estou diferente, e talvez por isso encare este momento como um novo ponto de viragem. Hoje sei dizer um não com assertividade e um sim com confiança... Já não estou dentro de mim como alguém que olha o mundo sem ter uma opinião concisa e mesmo podendo não saber o que quero, sei o que não quero.
Estou zangada com a "vida", pois por estranhos desígnios vejo-me perante um comportamento que infelizmente mais vezes me desilude do que surpreende pela positiva... o comportamento humano...
Provavelmente sou eu a estranha, mas pelo menos procuro não magoar ninguém pelo caminho. Muitas vezes me pergunto qual será a minha missão, se de facto temos alguma, e concluo que embora muitas vezes os sentimentos me arrastem na direção contrária, sei que já trouxe muitos sorrisos a este mundo, e isso para mim é uma razão inestimável para conseguir viver neste caos. Esses sorrisos são preciosos, porque todos eles, em algum momento, foram e continuam a ser um espelho para mim...
Isto é um desabafo, um grito ouvido pela escrita, um relembrar que tudo o que se quer esquecer não pode ser esquecido...
Até fazer as pazes com a vida
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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