quarta-feira, 15 de abril de 2015

Grita....

……..e quando as lagrimas brotam no silencio, silencia os pensamentos e transforma as utopias. Grita de raiva, solta as revoltas e empurra as maldades.
Sim, todos temos momentos maus, todos já tivemos vontade de desistir certa vez. É nesses momentos que nós julgamos imperfeitos, que encontramos semente que germina e alimenta as nossas conquistas.
Somos terra fértil, somos ar, estrelas a cintilar, talvez agua que bate nos rochedos, que molda a passagem, que alimenta os arvoredos de uma sublime paisagem.
…Também aí há tempestades, gritos de revolta, sons ensurdecedores. São as lagrimas que escorrem, num rosto lavado percorrem que limpam e alimentam.
….nas margens destes ribeiros proliferam as ervas daninhas. A maldade que nos acompanha, ou as invejas e cobiças inocentes, mas, e como toda a impureza é levada com as correntes.
Silencia as utopias e grita o desejo do bem e da paz interior. Percorre em silêncio as tuas vontades, esquece as maldades e a felicidade vem.
Neste mundo mais que imperfeito, não te conformes ou desistas, faz de ti instrumento das tuas vontades, agarra o que te faz bem, o resto….sim, o resto deixa que a corrente leve.
 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Mar e Ar...o que eu respiro


A água envolve-te os braços, beija-te o sol brilhante, são vontades limitadas apenas por um instante.
O mar que te envolve, é sal que te tempera, é magia que enlouquece, um desejo que impera.
Utopias ou talvez não, que envolvem a fotografia, partilhas em contra mão de uma luz que erradia.
A brancura do sal aconchega a magia predileta, tempera as ilusões, as rimas do poeta. Selvagem, ou talvez não, o sonho que enlouquece, magia ou ilusão, a vontade prevalece.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Apenas a minha imaginação

Esta noite senti-me levitar, adormeci com palavras no ouvido.
 Senti o perfume do aconchego.
 Sonhei-te...
Fechei os olhos, tive a ousadia de te querer tocar, sentir de volta a toa caricia e não era a sonhar.
Abracei-te em pensamento, aconcheguei-me nos teus braços, adormeci no teu peito sem vontade de acordar.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sonhos


Despida de preconceitos na limpidez dos sonhos, procuras a magia no espelho da realidade. Tristemente encurralada na limitação, que não te permite exprimir, adormeces. Voltas ao sonho profundo, onde a magia acontece e rasgas horizontes. Perdes-te algures numa montanha perfeita. Descobres a nascente de água límpida e transparente, procuras felicidade nos traços de um rosto já cansado, mas belo. O vento balança teus cabelos, entoa um som melodioso, rasga fronteiras com o aroma a jasmim. A garça que passa, transmite liberdade, inspira-te e és feliz. Sonha-te selvagem….  
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sinais

Como posso ver sem te sonhar, como posso esquecer sem te ter…?Perguntas, reticencias, sinais sem sentido neste sentido da vida. Ouso desobedecer á vontade, vislumbro luz…eu sei que é ofusca e o brilho desapareceu. Não quero, não pretendo contrariar a razão, porque a verdade diz não. Sou o ser que não aparece, que não deixa marcas nem vontades, sou noite que não amanhece nem nas tempestades, nem em realidades.
Escondi-me de mim, não quero ver quem sou, porque me envergonho…entristeço…sou o ser que me magoou. Lagrimas deslizam em desalinho num compasso sem retorno alinhado, marcam páginas do meu pergaminho em ânforas bem guardado.
Como posso ver sem te sonhar, mato o sonho, risco vontades, escrevo silêncios, aceito realidades? Diz-me tu como faço….Tranco o ar, abro torneiras, fecho a estrada, arranjo fronteiras?
Sinais…
Apenas sinais num simples e velho vidro, não em belos vitrais. Transparência límpida de uma realidade apenas, um reflexo presente duma saudade persistente e de uma vontade ausente.    

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Estou cansada....


Estou cansada… tão cansada, não sei se de viver de trabalhar, pensar ou sofrer.

Sinto-me vazia, os ecos do desejo,  já não os ouço, perdi essa capacidade. A vontade de subir montanhas e gritar bem alto para ouvir o retorno desmoronou-se. A magia das cores do acordar perderam os tons, e o anseio de gotas de água límpidas transformou-se em líquido barrento. Meu Deus! Não quero morrer comigo, não vislumbro vida num sinal singelo, mas não quero morrer sem dizer adeus. Partir sem deixar saudades, partir sem que, uma única linha se identifique comigo. Não. Não tenho tempo. O Tempo foge-me por entre os dedos, as palavras límpidas e lucidas não correspondem á vontade dos outros.(….) E eu quero que os outros gostem. Eu não sou ninguém. Ser sem razão, energúmeno sem princípios, sem vontades sem sonhos. Sim, porque os sonhos morrem quando não os alimentamos e eu sou uma pedinte. Ser singular, irregular, sem vontade própria, porque só uma importa….ser feliz. Incompetente, incapaz e ridícula. Nem isso consegui.

Estou tão cansada da solidão, da falta de um sim ou de um não. Cansada de me amparar, porque nunca tive esse privilégio, ser amparada, ouvida, apoiada. Reconheço a minha culpa. A minha independência foi paga a preço de diamante. Desvalorizou, não vale nada. Não valho nada.       

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Revolta


 
Revolta
A minha revolta-me, e afoga-me os pensamentos, os meus dilemas transbordam, as mágoas ferem o mais íntimo e profundo do meu ser. Demarco-me de banalidades ofuscas ,e a limpidez da alma dá voz a minha existência. Correiem-me as incertezas, desprezo o indeciso…
Eu gosto de sim ou não!!!
Gosto da luz, tal como o quero ou desprezo. Gosto da chuva tal como as ideias claras que assumem sentimentos. O nevoeiro da incerteza baralha-me os sentidos e nem sempre encontro transversais de sentido inverso.
Desprezo….desprezo muito quem me toma por burra, quando simplesmente, sou apenas observadora de vidas mal vividas, de sentires sem chama, de viagens sem paisagem.
Desprezo…Odeio….Simplesmente porque sim….
Eu sou assim, mulher de palavras, mulher que gosta de certezas nesta vida incerta.
 Mulher simples, mas não burra….

sábado, 18 de janeiro de 2014

Porque não?


 
Rodeada de muros robustos, encontrei-me no aconchego, encontrei-te protegido, acredito, que mesmo assim perdido. Por entre rochas e arvoredos, senti a tua ausência, no recanto de uma prisão, no mais belo dos locais, onde vive a minha paixão.
Acariciei o pensamento, por teus braços envolvida, reconfortei o alento, em sonhar perdida no tempo da nossa distância de vida.
Confessar-te esta magia, é coragem que me falta podes crer, no abraço que te envolvia, no beijo que pretendia, em meus braços te envolver.
Desnudar a tua timidez, num olhar terno e profundo, abandonar a sensatez, perdermo-nos talvez…esquecer-mos o mundo.
Desejo…desejo muito…descobrir o porquê do teu ”não”, consegues levar-me ao fundo, preciso tanto da tua mão!
Acaricia-me em teu silêncio, aconchega-me com tua ternura, seremos só tu e eu, a viver esta aventura.
Sonha…deixa-te levar…embarca neste comboio que é o meu, ficas na próxima estação, mas antes da viagem terminar, concluirás que valeu…
Tudo e nada te dou, pois não tenho que te ofertar, apenas dois braços, cumplicidade e o perfeito inverso do verbo odiar. Este tão pouco é tanto, para quem nada tem, apenas nos lábios um beijo e um sorriso, que te convidam: Fica comigo…vem!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Uma fase

 Tenho um sorriso na face mas o meu choro interior não cessa... Sinto a minha essência a esvair-se como areia entre os dedos, e mais uma vez tenho de encontrar o caminho de saída. Se já o fiz antes não será agora que me irei perder, mas a força começa a escassear.
 Mas é isso mesmo, uma fase... No meio disto é confortante saber que eventualmente irá acabar e que saberei sempre algo mais sobre mim.
Revejo-me em memórias e sei que estou diferente, e talvez por isso encare este momento como um novo ponto de viragem. Hoje sei dizer um não com assertividade e um sim com confiança... Já não estou dentro de mim como alguém que olha o mundo sem ter uma opinião concisa e mesmo podendo não saber o que quero, sei o que não quero.

Estou zangada com a "vida", pois por estranhos desígnios vejo-me perante um comportamento que infelizmente mais vezes me desilude do que surpreende pela positiva... o comportamento humano...


Provavelmente sou eu a estranha, mas pelo menos procuro não magoar ninguém pelo caminho. Muitas vezes me pergunto qual será a minha missão, se de facto temos alguma, e concluo que embora muitas vezes os sentimentos me arrastem na direção contrária, sei que já trouxe muitos sorrisos a este mundo, e isso para mim é uma razão inestimável para conseguir viver neste caos. Esses sorrisos são preciosos, porque todos eles, em algum momento, foram e continuam a ser um espelho para mim...

Isto é um desabafo, um grito ouvido pela escrita, um relembrar que tudo o que se quer esquecer não pode ser esquecido...

Até fazer as pazes com a vida

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Apenas…

 


 
Apenas queria dar-te uma flor
Acariciar o teu sorriso
Sentir o teu perfume
Fechar os olhos, encontrar o paraíso.
Apenas descobrir no teu olhar a magia
Envolver-te em desejos
Matar a utopia
Saborear os teus beijos.
Apenas ternura partilhada
Num sentimento que é de dois
Numa cumplicidade anunciada
Um adeus para depois.
Apenas um querer
Tão simples quanto isso
Mas nem sempre o querer é poder
E o desejo não é submisso.
 


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

???

Por nos sentimos morrer?
Porque morremos todos os dias, sempre que um sonho morre, uma ideia desfalece, ou a utopia deixou de o ser e nos transporta para uma realidade irónica....
Porque nos sentimos morrer, mesmo a sorrir?
Porque o encenador tem sempre a ultima palavra e no palco não se chora se o texto é de felicidade, porque a plateia tem que viver a peça não o sentimento do artista, porque.....os artistas têm sentimentos mesmo momentâneos e passageiros.....
Precisam ser felizes sempre que o pano cai, nunca para se despedir da plateia, mas para interiorizar o seu eu e na cumplicidade de um anjo voar....
Quando isso não acontece, sentimos-nos morrer....simplesmente!!!!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Há dias assim

 
 
Há dia em que a felicidade não brota, em que a semente não germina, em que a Alma adoece, em que o sonho morre e a desilusão aparece.
Há dias que a morte é anseio, em que as folhas caídas apresentam temporais..O sonho devaneio, do mais comum dos mortais.
Há dias em que a terra árida não deixa morrer a semente, e a ideia de um sonho utópico vive ausente....
Há dias assim....

domingo, 1 de dezembro de 2013

Amiga presente ou ausente ?

Posso estar dias, semanas, meses, anos sem ver pessoas que gosto, mas elas não morrem no meu coração.
 Talvez não seja a amiga presente que essas amizades precisam em determinados momentos, talvez.
 Talvez, porque eu sou humana, mas uma coisa eu sei, gosto de rever, recordar e guardar momentos partilhados, palavras ditas e sonhos utópicos.
 Talvez eu nunca mais veja determinadas amizades, mas outra coisa eu sei, mantenho a fidelidade nas cumplicidade, nos silêncios partilhados, nos desejos inventados.
 Talvez um até logo, seja simplesmente um Adeus, mas nunca duvidem da minha amizade.
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Neste dia que é teu

O sol espreita por entre as frestas de um roseiral, raios que brilham em dias de temporal…A ausência de beleza efémera de luzes que o palco pede, dói. Ho cenas intemporais dum sonho que a vida concebe. (…) Desce o pano, apaga o fulgor, três pancadinhas vida ao redor…Cristais que brilham, Mulher Princesa, Joias raras entregam-te sua beleza. Seres mais que perfeitos, na escarpa do teu percurso, pensamentos diversos de um diadema ofusco.
Hoje, um dia como tantos outros, vêm há memoria vidas vividas, momentos únicos partilhados, os especiais apenas guardados num baú de madeira maciça com segredo Chinês. Ho tradição de bom Português! Sótãos, catacumbas, velhos sobrados, apenas guardados.
Um trinar de uma guitarra, embala a nostalgia, o som do silêncio acolhe, o poema, a melodia… Parabéns a ti Mulher, onde as rugas brotam com vaidade, um sorriso engrandece um ser, que merece eterna felicidade. Apaga a tristeza, rega a paixão, vive a beleza do amor, a imensidão!
Um ser entre muitos, mas apenas tu… acalma os temporais, ou levantas vendavais. Sorris na tristeza, rezas na dor do pobre sofredor. Então é assim que tu és, um ser entre muitos, mas apenas tu…não dizes adeus quando tens que lutar, não enxugas as lágrimas quando te apetece chorar. És diferente, há uma visão e uma chama em ti, a tua jornada é a imortalidade em busca de felicidade. A montanha é alta, o rio longo e fundo, mas tu Mulher, moves montanhas, bracejas águas, chegas ao fim do mundo, não te atreves a desistir, porque o desafio é o teu mundo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Nuvens


Há dias em que o sol não nasce, porque a nevoa impede o seu brilho.
A Alma ofusca a vontade e a tristeza prevalece, num temporal de teimosias e mágoas insistentes.
 Quero paz… procuro em labirintos transversais o encanto, que a tal transmite.
 Ó engano meu!
 Ó ideia desfocada dum óbvio sem precedentes!
Tento enganar-me, tento mudar um rumo que não é certo, tento seguir e esgueirar-me em bardos de roseiras bravas, fugir dos espinhos dolorosos, tentando apenas apanhar a bela pétala perdida de uma beleza sem comparação.
Ai que idílica…! Ai que teimosa… !
Sei lá…..
Sei apenas que o sol não nasce, as nuvens prevalecem e os sentimentos anoitecem.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

E permaneço eu….

Hoje estou perdida… com a angústia, tudo se esvai…
O silêncio é companhia, o que sai do meu pensamento voa, perde-se na brisa…
A mágoa prevalece, o vazio endoidece e eu estou doida…
Eu quero esquecer que te conheci, convencer-me que não te senti, porque assim eu não te perdi.
Não te tive, não te toquei, mas confesso que te desejei…
Já não sei viver assim, gostar de quem não gosta de mim.
Valorizei demais a cumplicidade, convenci-me que eramos iguais, não percebi os sinais.
A realidade acontece, e eu sei que para ti nada sou…
A fantasia desvanece e a angústia aparece.
E estas perguntas loucas, da louca que vive em mim,
Martelam meu pensamento,… porque é que eu sou assim?
-É um sinal do tempo, a idade aparece, a juventude foi-se…
E agora é tarde, a sereia não tem mais brilho.
... E permaneço eu. E não fica nada em mim…
 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Máguas

As mágoas são pedras que edificam e constroem o equilíbrio humano. São tempero nas desavenças, são lembranças de que o mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas, e no tic tac dos conselhos veem sempre em primeiro plano.
 Sabia que, quem se julga perfeito, tem o dom de magoar com requintes de malvadez.
Sabias que, as mascaras caiem, sempre que o pano desce e a realidade volta.
Sabia que, nem sempre o que parece é, mas nem sempre o que não parece acontece.
Assim germinam as mágoas, os descréditos, se desvalorizam seres que julgávamos especiais.
Pega nas mágoas, embrulha-as na insensatez dos malvados e joga-as ao rio.
Há seres que não merecem, mas acredito que há sempre retorno e quando esse dia chegar será tarde, porque o rio desagua sempre no mar e as gotas não têm conto.
Não magoe, pense no que diz e nem sempre diga o que pensa.

 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Oh desejo meu!!!

No silêncio da noite, as letras ordenadas em palavras, faziam eco no meu pensamento…
Acredito em Anjos, dizias….
Mentira…não há Anjos, não sou Anjo.
Sou apenas o ser que entendeu o teu sentir, que leu nas entrelinhas a mágoa da tua saudade.
A melancolia transparente mostrou de ti um ser especial…ultrapassas-te a vulgaridade do banal e entras-te no sublime dos desejos. Pensamentos.
Vozes que ecoam saudade… momentos abraçados como pele que roça numa caricia de luxuria. Temporal… onde a saudade brota como rosa vermelha cheia de espinhos…suor das tuas entranhas numa dança de paixão.
Feliz…a diva dos teus pensamentos, a dona dos teus desejos, aquela que abraças na solidão do teu quarto, e beijas como gota de orvalho numa manha quente de Primavera.
 Oh desejo!  
Aquele que contagia, aquele que te abraça numa caricia de ternura e te envolve na magia do querer…sim… delícia de momentos únicos em braços que aconchegam.
Sonha e vive o sonho…guarda a saudade no baú da vida, rasga os pergaminhos que te atormentam, e encontra a paixão que alimenta os sonhadores….

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sentir

Sentir…
Quantas vezes, nós passamos pelos minutos a correr
Quantas vezes, sentimos que o tempo passa e tudo está igual
Quantas vezes, experimentamos a sensação do vazio, numa vida tão cheia?
Temos vontade de parar…respirar e sentir….
Hoje senti. Senti, no silêncio do nosso olhar
Na palavra que não saía
No breve roçar de braço…hum.
O tempo parou várias vezes
E a vontade de correr contigo,
Não deixar o tempo parar para os dois, era verdade….
 

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