Segunda-feira, 5 de Março de 2012

SEM RESPOSTAS

O que diz o teu silencio…
Responde-me na brisa do mar,
No sopro do vento, no aroma das rosas.
Silencia-me no sussurro dos segredos,
Na magia do encanto, num raio que abre os Céus,
Ou no som de um trovão.
O que me diz o teu silencio…
No aroma de um licor, numa estrela que passa,
Tendo como fundo a Lua no brilho dos meus Olhos
Que a lágrima desvanece.
Um silêncio na névoa tardia de uma madrugada de Primavera.
O que me diz o teu Silencio…
Num grão de areia que se escapa por entre meus dedos.
Sinto a dor no silencio…sinais enviados pelo Universo.
Silencio-me em silencio, fechando os Olhos apenas.





Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Estranha forma de ser



No silêncio perdi-me…
Na multidão encontrei-me,
Descobri que afinal existo.
No meio do vazio encontrei companhia,
Nas palavras a magia.
No silêncio perdi-me…
Os meus pensamentos voavam,
Na multidão descobri
O vazio em que até aqui,
Eu sempre me escondi.
No silêncio perdi-me…
Feliz cheguei a ser,
Mas ao me tentar definir
Não me consegui descobrir,
Quero me voltar a perder.

Se ou quando…


Quando eu morrer, não quero lágrimas nem pranto…
Se eu viver, que brilhe o sol ao amanhecer…
Brilhem estrelas ao anoitecer…
Que a Lua me acompanhe…
Faça de mim sua confidente.
Se eu morrer, espalhem minhas cinzas ao alvorecer…
Num belo jardim a florescer…
Para que eu viva nesta morte desejada…
Nesta vida tão sonhada…
No brilho da madrugada

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Reflexos

Reflexos
Na sombra deste Rio, vejo reflexos de um destino…
Estremeço….será que mereço?
A melodia toca em gotas ao deslizar,
As cores têm mais brilho…por merecer partilhar.
São lindos os retratos que a meus olhos vêm
São a minha vida, o meu ponto de partida.
São flores do meu canteiro
Aquelas que eu cuido e rego com carinho,
São a razão do meu viver, por quem aguento sofrer,
São o meu carinho.
Sombras de um rio verdadeiro
Espelho de água, da alma e do coração,
Sem elas eu não vivo, mesmo em momentos de solidão.

Sonhos


Nesta viagem da vida, em que o destino tem trilhos cruzados,
Navegamos por lugares mágicos
Enquanto a noite cai, em tardes frias, em noites nubladas.
Encontramos paraísos perdidos, em recantos corriqueiros
Pedaços de memória tatuados
Em caminhos palmilhados, velhas histórias, velhos mosteiros.!
Suavemente ouço o silencio…
O crepúsculo acompanha-me.
Apenas pergunto: Que força é esta que me leva sem destino
Escrevendo rabiscos, utilizando as letras, preenchendo velhos pergaminhos?
A resposta é simples…trá-la a brisa do ar…
As guerras são para ser vencidas, as vidas vividas
E os sonhos para libertar…

Saudade

SAUDADE
 
Quem diz saber a resposta mente, porque nunca ninguém consegui decifrar;
Aquela palavra mágica que todos desejamos alcançar.
Gosta de andar acompanhada, é sinónimo de vários momentos,
Tantas vezes partilhada, nunca encontrada em tormentos.
Ó duvida a minha!
Aquela que me assola completamente
Como se consegue neste mundo desobediente,
A tal… que é tão envolvente.
Conduz-me as emoções em momentos partilhados,
É lava de vulcões, tristezas e desilusões.
São momentos bem guardados.
Felicidade, palavra bela, a errante, a peregrina.
Soa longe o seu sabor, num coração inocente de menina.

Se eu soubesse




Se eu soubesse quem sou, certamente não estaria aqui…
Ter-me-ía encontrado…caminho jamais desbravado…
Se eu soubesse quem sou…parava no tempo
Não tinha encontrado nas letras o alento.
Mas eu, não sei quem sou,
Nem o que este mundo quer de mim…
Sei apenas que me dou….a quem jamais me abandonou…
Não sei se me quero descobrir e parar este desbravar….
Porque feliz eu sou sem mentir, nesta busca incessante,
Com vontade mirabolante de meu caminho prosseguir.



Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Aqui me confesso...

Nesta rede baloiçante, embalo o pensamento
Lua…companheira…amiga dos pensadores
Alumia o silêncio dos secretos sonhadores.
Vós quente…sorriso tímido…
Sintonia aconchegante
Silêncio valioso
Qual pedra ou diamante.

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

O olhar


Ergue os olhos, contempla o suspenso…
Luz das flores a resplandecer,
O sentimento em movimento
Um dia a amanhecer.
Sorri com o teu Olhar,
Contempla ao teu redor,
Envolve-te num rodopiar,
Aprecia a arte…o seu sabor!
Velho registo…ai a saudade!
Do que foi e não ficou,
O tempo passa, a dor repassa,
Um pouco do ontem hoje sou.
A selva permanece…velha verdade!
Um turbilhão de revolta
Um Olhar engrandece
Um espinho á solta.
Ao falar já não brilham
Já não transparecem felicidade
Uma batalha perde-se, outra batalha perde-se
E perder a guerra já é uma realidade.

LUA

Este banho de luar na escuridão
Presença amiga e confidente…
Lua resplandecente…sorriso envolvente
Que volta sempre para me abraçar.
Sinal de ti no horizonte
Fulgor divino…vem de mansinho
Roça o hálito como carícia
Na magia dos sonhos…delicia!
Sorriso reconfortante…brisa ao Luar
Perdida…velha errante
Num sonho utópico….velho sonhar!
Quisera eu perder-me para sempre
Em transversais do meu caminhar…
Ter a Lua sempre presente
Sua carícia envolvente e eu perdida ao Luar!



Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Vazio

Vazio
Tenho saudades do sonho
De ter nele um alimento
Saudades da lágrima que caía
Do riso em triste dia…de mim que sofria.
Saudades das intempéries,
Dos nevoeiros e vendavais
Dum querer sem saber
Do sonho dos imortais.
Ai de mim perdida…!
Magoada…arrependida…
Vergada a quase nada, nesta vida sofrida.
Porque não sonho, não sei
Sei apenas que não me alimento
Neste mar tormento,
Sofro de mágoa insistente
Ferida perdida….
Pobre coração reziliente.

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Um ser talvez

Sou sombra num entardecer,
Aquela que acalma teu olhar!
Sou apenas eu…Um ser entre muitos…
Aquela que traz nos olhos a alma, o temporal em tarde calma,
A tortura do anoitecer, em sombra bucólica e íngreme…
Um ser, apenas eu…
Uma alma que se alimenta de metáforas,
Ao sabor do vento, grande distância!
Sou eu a sombra, o beijo dos sonhos…
A bebida de medronhos que embriaga a nostalgia…
Apenas aquela….
 Som da tua distância, rabiscos de uma infância, ou página em branco…
Imagem de um caminho que te alimenta na escarpa do delírio.
Ó nostalgia!
 Ó mágoa em noite fria…que despe teus desejos…
Adormece e morre sem teus beijos…
Apenas eu…com a tortura de um pensar.



Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

Sentimento

Conversando com a Lua, velha companheira,
Descobri uma lúcida verdade…sentimento!
A Imensa que desconhecia,
Aquela que de mim fugia…que tormento!
Procurei as estrelas cintilantes…
Á pura e límpida que no rio corre,
Fugi de verdades…vivi de saudades…
Mas ela é forte nunca morre.
A verdade, a tal que persigo…ó vida!
Encontro-a num abrigo,
Numa conversa com o vento…velho tormento!
Ou num ombro companheiro…amigo.
Sentimento que dorme ao relento,
Encontra nos meus versos a pureza,
É cinza ao vento…velho tormento!
Na alma pura e singela sua beleza.
Este velho, altivo e bravo
Procura rumo a norte
Nas nuvens da Beira se esguia,
Com altivez…sorriso forte.

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011

Sonho

Fechei os olhos…sonhei acordada…
Não era difícil…estava inebriada…
Hum…Sinto o teu cheiro…
Devagarinho vou-me aproximando…
Olho teus olhos…passo a passo vou andando.
Paro perto de ti…olho-te com timidez…
Sinto um arrepio na pele…é a primeira vez!
Perdi-me em teus olhos
Um silencio que dizia tanto!
Aproximei-me como que por magia ou encanto.
-Toquei-te…sem luxúria…
Queria apenas saborear
Um arrepio na pele
A vontade de te abraçar.
Segui o instinto…o desejo alcançado…
Encontrei-me em teus braços…hum.
Vontade de saborear o pecado.
Rocei meus lábios em tua pele
Encontrei o desejo partilhado…
Senti o teu suspiro
E o beijo desejado.
Perdi-me na química da partilha,
Encontrei-me em desejo incontrolado
Em teus braços envolvida
Num momento desejado.

Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011

Momentos


Hora sublime de um entardecer,
De um verão belo com cheiro a jasmim,
São notas de musica as palavras…
Aquelas que por nós entrelaçadas, são poemas para mim.
 
São feitiço forte e verdadeiro…
Magia ou pura ilusão…
São horas sentidas em silencio…
São batidas de um coração.
 
É a hora do dia em que o relógio funciona
As horas viram minutos, minutos que nem segundos são
Os segundos não aparecem
Em momentos de sedução.
Não sei se chove ou é apenas calor
Hum…o aroma a terra molhada…
Nesta tarde inebriada
A vida tem mais cor.










Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

Feitiço

Feitiço
A timidez das tuas palavras
Inebriam o meu pensamento…
Ó que loucura! Sentir-te tão perto…
Como o sol, as estrelas, ou a brisa do vento.
Chegas-te de mansinho, com rimas num olá,
Descobri-te devagarinho…
Admirei-te tão sozinho…
Mudas-te algo de lá para cá.
És verbo no presente,
Pecado em qualquer tempo…
Magia ou feitiço…
Sinónimo bom de tormento.
Abracei a tua timidez com arte …hum.
Na névoa de um amanhecer,
Desapareceram as nuvens por toda a parte,
Resplandeceu o sol ao nascer.
O perfeito inverso do verbo odiar
Tomou conta deste momento
Será feitiço, será magia…?
Descobriremos com o tempo.

Quinta-feira, 14 de Julho de 2011

Morte

Morte lenta de quem vive
Que passa pelo belo, sem dar por nada…
Ó triste!
Na vida este mundo existe
O céu, o mar, as estrelas a brilhar
Tu tens a porta fechada.
Moribundo… sempre andando,
Sem o cheiro apreciar
Ó aroma Silvestre! Ó como é belo!
Mas em nada o vai encontrar.
Morrer de pé andando,
Caminhos palmilhando
Ó cansaço matreiro…inimigo traiçoeiro …
Teimoso de mansinho
Colocas tudo em desalinho.
A névoa ronda…
Ó morte disfarçada…
Insiste em envolver este velho sofrer,
Ou  vida amargurada…

Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

Caminho


CAMINHO

O prefeito inverso de felicidade, torna-se presente
Que loucura…
São assim ecos, bem rudes os meus versos
Com rimas perdidas, vendavais dispersos.
São punhados de lúcidas verdades,
De caminhos selvagens e de loucuras,
Triste…dilacero o coração
Por no meio de ruídos, encontrar a solidão.
Sou cinza que se desfez, em chamas de endoidar,
Sonhos de uma certa vez…
Foram-se para além do mar.
A lua disse-me:
-Encontra o caminho.
Sem resposta parei de andar.
Escrevi velhos pergaminhos, em horas mortas e a soluçar.

Domingo, 19 de Junho de 2011

Levei a tua Flor....nunca deixarei de o fazer.

Hoje fui ao cemitério

Reencontrei amizades
Vi rostos cúmplices...amigos!!!
Lembrei do passado com saudades.
.....
Amizades sempre presentes.( mesmo ausentes!)
Perdidas aos vinte anos...que idade!!!
Companhias de aventuras
De voz guardo a verdade..
....
Aquela verdadeira...sincera,
Que não engana nunca ninguém
Poucas que passam por nós na vida...
Nesta falsa e fingida...muito amarga e sofrida.
.....
A lágrima que choro
Alimenta a tua Rosa..
A névoa vem...o sol põem-se
Nesta vida dolorosa.
.....
Esta saudade que não morreu
No dia em que partis-te
Guardo-a só para mim
Tudo o que era NOSSO existe.
......


Sábado, 18 de Junho de 2011

Tempo para parar


A vida é cheia de coisas boas e coisas más...
Eu quero paz....
Quero dormir sem acordar....
Viver sem sonhar....
.......
Pergunto-me:
Porque sou assim?
Porque quero sempre algo mais?
Porquê esta insatisfação?
.......
Talvez não preste...
Talvez seja um ser que não vale nada...
Talvez uma pessoa inacabada....
Talvez não tenha mais nada...
Talvez seja para morrer assim...
..........
Eu sei que não presto....
Na vida me detesto...
Morro aos poucos talvez...
Dou aso á altivez....
Para esquecer a minha pequenês....
....................
Hoje apenas digo sim...
Quero morrer....
De que vale a pena sofrer....
Sentir a alma doer....

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