Quando eu morrer e deres por falta de mim
Procura me num fado esquecido
Numa flor de canteiro
Andarei perdida numa manhã de nevoeiro
Quando eu morrer e o meu cheiro desaparecer
Procura me numa folha em branco
Num rabisco de tela ao amanhecer
Estarei saudosa , numa transversal de uma viela
Agasalha os meus sonhos com mantas de burel
Com óleo num pincel e chama por mim , invade a minha mente profana e deita os sonhos na minha cama.
Chora por mim sem tristeza, acalma a angústia profunda
Eu estarei bem na minha morte imunda.
Quando eu morrer serei paz e tormento, serei luz e sofrimento, mas serei sobretudo alento.
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