quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Somos....

Somos o ar que respiramos, os sonhos que temos, os sorrisos que dividimos.
Somos tão somente, simples e singelos seres na imensidão do universo. 
Somos pequenas gotas de orvalho numa madrugada bucólica.
Somos os seres que anseiam por ter e ser, na ânsia de alcancar o perfeito inverso do verbo odiar..
Somos....

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Mulher

Revolta
A minha revolta doi e afoga-me os pensamentos, os meus dilemas transbordam, as mágoas ferem o mais íntimo e profundo do meu ser. Demarco-me de banalidades ofuscas ,e a limpidez da alma dá voz a minha existência. Correiem-me as incertezas, desprezo o indeciso…
Eu gosto de sim ou não!!!
Gosto da luz, tal como o quero ou desprezo. Gosto da chuva tal como as ideias claras que assumem sentimentos. O nevoeiro da incerteza baralha-me os sentidos e nem sempre encontro transversais de sentido inverso.
Desprezo….desprezo muito quem me toma por burra, quando simplesmente, sou apenas observadora de vidas mal vividas, de sentires sem chama, de viagens sem paisagem.
Desprezo…Odeio….Simplesmente porque sim….
Eu sou assim, mulher de palavras, mulher que gosta de certezas nesta vida incerta.
 Mulher simples, mas não burra….

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Dia da escrita à mão

Mágoas

As mágoas são pedras que edificam e constroem o equilíbrio humano. São tempero nas desavenças, são lembranças de que o mundo não é perfeito, as pessoas não são perfeitas, e no tic tac dos conselhos veem sempre em primeiro plano.

 Sabia que, quem se julga perfeito, tem o dom de magoar com requintes de malvadez. 

Sabias que, as mascaras caiem, sempre que o pano desce e a realidade volta.

Sabia que, nem sempre o que parece é, mas nem sempre o que não parece acontece.

Assim germinam as mágoas, os descréditos, se desvalorizam seres que julgávamos especiais.

Pega nas mágoas, embrulha-as na insensatez dos malvados e joga-as ao rio.

Há seres que não merecem, mas acredito que há sempre retorno e quando esse dia chegar será tarde, porque o rio desagua sempre no mar e as gotas não têm conto.

Não magoe, pense no que diz e nem sempre diga o que pensa.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Esvoaçar sem acordar

ESVOAÇAR SEM ACORDAR 

Como eu queria sentir como tu...
Mas tu nunca ouves, as batidas do meu peito que esmagam silêncios e brotam a dor, de não sentir como tu...
E o por-de-sol já se foi, e o passado com ele se foi também, nos desperdícios que as almas gritam, até ao amanhecer.
E nada mais importa, ao não ser o silêncio que me encontro e encontrei, num sopro que só o meu peito conhece e tu, és mais, que todas as tempestades nos meus braços, que gritam por consolo mais uma vez.
E não quero mais acordar e nem voar mais contigo!
Porque será, o queimar de todos os meus sonhos, nas asas que pedem a liberdade para ainda amar.

                            

domingo, 5 de janeiro de 2020

2020

Espero encontrar - te este ano,  porque só vou permitir cruzar-me com quem me faz bem,  privar com quem me ajuda e admira, sentir falta do essencial. 
 A  vida sorri em momentos serenos,  as cores já têm  outros brilhos,  as músicas outras notas.
  Espero encontrar-se te este ano,  mas só se me fizeres bem,  porque o mundo é  azedo de mais.
Prometo.... espero....desejo.... um ano melhor....

... ficamos

...e ficas, e nós  ficamos gravados em páginas preenchidas num livro pintado de vermelho, com palavras de silabas aconchegantes,  nas vírgulas de um caminho reto com sons sonoros nas transversais.  E  seguimos com a luz da lua, o brilho das estrelas  e  o sonho dos cometas e o silêncio da noite.....

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Fim de ano 2019

O ano está a terminar, esta sensação de pouco valer, de falhar em todas as frentes, dói.
Desejo um 2020 de paz interior renovada. 

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Tao eu....

Vagueando nas ruas da alma,
tento encontrar os traços, os meus pedaços,
O que fui, o que sou, ou o que serei...
Perco-me nos buracos que começaram pequenos,
Foram aumentando e por dentro estilhaçando,
O que fui, o que sou, o que não serei...

Portas mal fechadas, fechaduras forçadas,
Espaços vazios e inócuos, fugazes barulhos
Que só eu sei ouvir... das portas que não queria abrir..

Percorro os caminhos descalça de sonhos,
Os olhos turvos e cabisbaixos, desprovida de tudo...
Sento-me no chão e procuro onde deixei o que era,
O que fui, o que sou, o que serei...

No silêncio acutilante ouço o meu eco ressoar..
As lágrimas caem salgadas e sozinhas,
Travei batalhas que não as minhas,
As perguntas amontoadas num canto sem resposta
Lembram-me que é chegada a hora,
De desistir... de me deixar ir...

O que fui? O que sou? O que serei?
Apenas de uma coisa eu sei...
Perdi as cores com as quais um dia me pintei...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Neste momento, penso em ti...




Neste momento, penso em ti e então queria transformar-me em vento para chegar-te como uma brisa fresca e tocar de leve em tua janela...
E se tu me ouvisses e me permitisses entrar, eu enroscaria em ti quase sem te tocar...
Roçaria em teus cabelos... sopraria mansinho em teu ouvido... beijaria tua boca macia... e embalar-te-ia em meu carinho...
Mas eu não sou vento... e agora sou só pensamento e estou pensando em ti... e se abrires a tua janela, eu estou chegando aí, agora... neste momento, em pensamento... no vento…

Sou

Sou silêncio em dias de revolta Angústia em dias de tempestade Sou momentos que perseguem  Sou dor, raiva e  saudade. Na dor do peito sinto ...