domingo, 17 de abril de 2011

Entrelinhas


Encontrei-me, na pétala de uma rosa
No nascer de um novo dia
Num espinho que faz sangrar
No rosto de quem sofria.
Perdi-me, num por do sol inebriante
Na água que corre sem parar
No voo de uma gaivota
Que por entre nuvens cruza o mar.
Sozinha, sempre às voltas com as entrelinhas
Desfolho velhas páginas
Descubro pétalas perdidas
Palavras escritas, frases só minhas.
Recordo o voo de um condor
Voa baixo, bem baixinho…
Leva o imaginário ao meio da multidão
Desvanece a solidão…
De um pobre passarinho.
Tenho saudades…ó! Tantas…
Da lágrima que conseguia cair
Da emoção contida
Da névoa a imergir.
E porque hoje não choro?
-Sei lá, sei apenas que já não sinto
Tornei-me em não sei quem
Depois de percorrido determinado labirinto.
Ó vida louca a nossa…
Que nos consegue surpreender
Descobrindo simplesmente
Que a felicidade está no sofrer.
A mágoa dói sem se ver
Transporta-nos para a solidão
Acompanha-nos dia e noite
Como esfinges de vidro fere o coração






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