quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Mar
A calma que o mar transmite, trava a tempestade dos pensamentos. A todos que aproveitam alguns momentos de sossego merecido, aproveitem muito bem e registem a magia das corres, as notas do mar e a luz do sol. Mistura perfeita de equilíbrio e sintonia.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Outono
E quando chega o Outono, depois de tantos Outonos, percebemos que temos que começar a arrumar gavetas. É uma tarefa difícil, mas necessária, é misturar o agridoce com sal e juntar a pimenta no papel envelhecido e amarelado.
É altura de riscar vírgulas em parágrafos longos e somar antes de subtrair.
Arrumar gavetas num Outono de tantos e seguir numa linha com interrogações e esperar pelas esclamacoes.
As folhas caiem, os zumbidos do vento são velhas melodias sem notas falsas, e a dança das palavras volta numa gaveta desarrumada.
É Outono, altura de arrumar gavetas....
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 23 de agosto de 2025
3 anos 3meses
3 anos e 3 meses.
23 de a Agosto, o Agosto quente de serões nas escadas, de conversas despreocupadas, de adeus para os que partiam em busca de uma vida melhor e eu criança. Serões da Baira, memórias partilhadas que ficam e que fizeram de mim quem sou. Sou quase nada, mas sempre espirito livre ao som de um realejo. O meu pai tinha o dom de me fazer sentir assim. Anedotas, risos e música. Agosto, páginas de um livro cheio e tão partilhado. Nunca me esquecerei.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
Aceite
Um pensamento matinal rápido;
Tudo tem um tempo.
Ninguém é para sempre.
Somos substituíveis.
Muito e bem não faz ninguém.
Deixemos outros fazerem.
A rotina cansa.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
Dor
Se a tua alma chorar,
Deixa a lágrima cair,
Silencia o barulho ,
E em silêncio deixa o rosto sorrir.
Liberta a dor,
Partilha a saudade,
Sonha sorrindo,
Vive a liberdade.
Limpa a angustia,
Destrói a maldade,
Constrói o sublime,
Vive a verdade.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 25 de julho de 2025
Haverá...
Haverá sempre quem não entenda
Haverá sempre quem goste de opinar
Haverá sempre formas de destorcer
Haverá sempre gente boa
Haverá sempre gente má
Haverá sempre bestas e bestiais
Haverá sempre inteligentes e burros
Haverá....
Haverá sempre malvadez
Haverá sempre e magia
Haverá sempre alguém
Haverá sempre insignificância
Haverá sempre dor
Haverá sempre mágua
Haverá sempre angústia
Haverá sempre preocupações
Haverá sempre a noite
Haverá sempre dias de sol
Haverá sempre dias de chuva e temporal
Havera sempre gente a nascer
Haverá sempre gente a morrer
Haverá...
... e morremos
... e sentimos
... e a pressa
... e as gavetas
... e simplesmente não haverá Adeus
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
Há dias
Há dias em que a tristeza vem
Em que a raiva brota e o sorriso não sai.
Há dias em que a angustia consome, a dor atormenta e a magua endoidece.
Há dias que doi porque sim, sem saber a dor pervalece e a pessoa enlouquece.
Que raio é este?
Que vida madrasta...
Em sonhos que perdeste
E a dor que alastra.
Sombras ofuscas
Na estada da vida
Muito em camara lenta
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 10 de julho de 2025
É tanta pancada que a vida nos dá!...Mas vamos aprendendo.Vamos ficando mais resistentes, vamos deixando para trás pessoas, tiramos lixo do bolso, pesos pesados do passado.É tanta mentira, tanta falsidade, tanto ódio destilado, tanto peito sem coração...Mas a gente segue, a gente sente, absorve, desaparece, nas distanciamos para nunca mais nada voltar a ser igual.São os solavancos da vida que nos amadurecem, são as mágoas que dão sabor ao azedo, são as lutas que nos fortalecem e bem devagarinho tornamos as nossas muralhas fortes e o cristal não mais brilha. Tanto tombo, tanta pancada, desilusão que o aprendizado é inevitavel.A paz, a tal utópica, um dia será nossa.( palavras ao vento em tarde quente)
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 8 de junho de 2025
liga das Nações
Liga das nações
Portugal acabou de conquistar
Em duelo com Espanha
Portugal mereceu ganhar
Foi um jogo sempre a sofrer
Mas era de esperar
Tivemos no campo heróis
Colocaram o país a vibrar
Não foi preciso chamar a padeira
Para os ajudar a vencer
Tiveram que ir a penaltis
Até ao fim sofrer sofrer...
" Nem bons ventos
Nem bons casamentos"
De Espanha esperar
Em caso de dúvida é melhor jogar...
Assim vencemos
A liga das Nações
Portugal a cantar
Viva os campeões.
Agora vão de férias
O futebol vai descansar
Para o ano há mais
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 5 de junho de 2025
A passos largos
Chega uma altura da vida e percebemos,
Percebemos, que nada é apenas coisa nenhuma,
Que o tempo passa, que nada se repete e tudo tem tendencia a piorar.
A nossa atitude não muda perante a vida, mas a vida encarrega se de nos mudar.
Corremos, mas escorregamos, percebemos que não faz sentido correr.
O sol tem mais brilho, o silêncio diz mais e o relógio não pára.
O gemido doi e a angústia sufoca, a musica embala e as letras são saboreadas.
Não perdemos tempo, porque o tempo não pára.
As dores aumentam e a solução não aparece, a vontade é doida, tão doida que parece solução.
..e o relógio já não tem pilhas, mas o ponteiro não pára...
O clik esmorece e o sol vai se pondo num adeus familiar...
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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Maria Clara Falacho Pena Correia. Nasceu em novembro, já o frio espreitava, Filha de Luísa e de José, gente que na terra lutava. Maria Cl...
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