segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Nesta madrugada

Na madrugada escura
Onde o silêncio que impera
Ouço  o palpitar do peito
A angústia nervosa desta espera.

Salta, corre e sobressai
O medo que em mim sufoco
Fere, gemo e silencio 
A incerteza que sozinha provoco.

Qual animal solitário 
Que ousava vencer batalhas
Perdeu o fulgor
A vida mostrou lhe falhas.

Levo te comigo na noite escura
Numa madrugada  de Agosto
Já  não  fujo, já  não  choro
 Não  sei se de dor, de alegria ou desgosto.

Neste silêncio sozinha
A mágua ganha mais cor
A solidão  companheira
Sobrepõe se ao verbo Amor.

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