Onde o silêncio que impera
Ouço o palpitar do peito
A angústia nervosa desta espera.
Salta, corre e sobressai
O medo que em mim sufoco
Fere, gemo e silencio
A incerteza que sozinha provoco.
Qual animal solitário
Que ousava vencer batalhas
Perdeu o fulgor
A vida mostrou lhe falhas.
Levo te comigo na noite escura
Numa madrugada de Agosto
Já não fujo, já não choro
Não sei se de dor, de alegria ou desgosto.
Neste silêncio sozinha
A mágua ganha mais cor
A solidão companheira
Sobrepõe se ao verbo Amor.
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