quarta-feira, 6 de maio de 2026

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Sinto uma angústia profunda
Que sai do peito e fere a Alma
Sinto uma tristeza que dói
Em dia de sol e tarde calma.

Doi- me, doi- me a dor que não  controlo
Doi- me a tristeza que sinto
A dor que não  aguento 
Sinto a vida num labirinto.

Angústias que são  só  minhas
Que me ferem calma e lentamente
Esta dor que me sufoca
Não  sou parecida com gente.

Inútil, nesta vida finda
Sentimento que não  sei controlar
Perco- me sozinha
Nos dias a trabalhar.

A solidão  mata
O aconchego não  chega
Eu sigo, deixo me ir
De partir não  tenho medo.

O sol não  nasce 
em dias de primavera
É  Maio, as estrelas abandonaram- me
Viver é quimera.

Quero descansar
Desta vida longa
Gostava de partilhar
Mas a solidão  me assombra.

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