sábado, 24 de janeiro de 2026

Tao eu

Tao eu.... 
Vagueando nas ruas da alma, tento encontrar os traços, os meus pedaços, O que fui, o que sou, ou o que serei... Perco-me nos buracos que começaram pequenos, Foram aumentando e por dentro estilhaçando, O que fui, o que sou, o que não serei... Portas mal fechadas, fechaduras forçadas, Espaços vazios e inócuos, fugazes barulhos Que só eu sei ouvir... das portas que não queria abrir... Percorro os caminhos descalça de sonhos, Os olhos turvos e cabisbaixos, desprovida de tudo... Sento-me no chão e procuro onde deixei o que era, O que fui, o que sou, o que serei... No silêncio acutilante ouço o meu eco ressoar. As lágrimas caem salgadas e sozinhas, Travei batalhas que não as minhas, As perguntas amontoadas num canto sem resposta Lembram-me que é chegada a hora, De desistir... de me deixar ir... O que fui? O que sou? O que serei? Apenas de uma coisa eu sei... Perdi as cores com as quais um dia me pintei...

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