sábado, 24 de janeiro de 2026

Diz me

Diz-me, amor, se te pertenço, 
Conta-me a beleza do teu sonho eleito,
 Aninha-me em tuas palavras, junto ao teu colo.
 Arranca-me suspiros amor…
suavemente junto ao peito. Conta-me…
mostra-me a luz, neste verso embriagado, 
Num arabesco fantástico…presumo
, Em gestos…ao som dum ritmo descompassado
. Encontras-me em mastros sem velas,
 Em brisa leve, ou temporais, 
Em rabisco de aguarelas,
 Num copo, num toque ou num banho de sais. 
Suspiros dum sonho sonhado
, Entregues numas mãos de raça, 
Num enleio onde já não sei quem sou, 
Se vivo, se morro ou o amor que passa.
 Sonha-me em veludo…com lindos laços de cetim, 
Numa tarde de Outono…dois corpos em abandono,
 Pétalas no chão, perfumam o coração…
bálsamo para mim. 
E aquela estrada…miragem…que nos leva ao sabor do vento,
 Pálidas sedas encharcadas, com gotas de suor e saudade… 
.Sensações que são, alento gosto…a liberdade.

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