Sou sombra num entardecer,
Aquela que acalma teu olhar!
Sou apenas eu….
Um ser entre muitos…
Aquela que traz nos olhos a alma,
o temporal em tarde calma,
A tortura do anoitecer,
em sombra bucólica e íngreme…
Um ser, apenas eu…
Uma alma que se alimenta de metáforas
,
Ao sabor do vento, grande distância!
Sou eu a sombra, o beijo dos sonhos…
A bebida de medronhos que embriaga a nostalgia…
Apenas aquela….
Som da tua distância,
rabisco de uma infância, ou página em branco…
Imagem de um caminho que te alimenta na escarpa do delírio.
Ó nostalgia!
Ó mágoa em noite fria…
que despe teus desejos…
Adormece e morre sem teus beijos…
Apenas eu…
com a tortura de um pensar
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