sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Há pessoas...

Há  pessoas que são  luz, a forma como nos sorriem abracam nos por dentro.
O tom, a voz e a alma falam sem dizer nada, aconchegam às  nossas angustias e libertam o nosso medo.
Há  pessoas que vale a pena preservar, outras nem deviamos conhecer.

domingo, 9 de novembro de 2025

Novembro

O poema é arte! - e novembro o mês que me corre nas veias,
O nevoeiro foi subtraído e o sol reinou, brilhou, veio para me acalmar.
A brisa quente com cheiro a castanha, aroma de palavras subtis com prenúncio de vontades...

..e é novembro, o mês dos bosques, das cores e dos marmelos
É cor quente com por do sol de paixão, é novembro é ilusão...

É poema em rascunho, sussurro ....
Sílabas, reticências ...
É gelo cortante, lágrima que cai
É lembranças, saudades
Esperança que retrai

É penúltimo, fado dos fados
Sílabas sem rimas
Aromas, fumo das chaminés 
É novembro, fim do mês e é advento

  É inicio e fim
... querer, desejar e desistir
É novembro, queda da folha
Hora de chegar e de partir.

O poema é arte
Aquela, A das entrelinhas ...
A que expressa sempre a verdade 
No trinar de uma guitarra
No fado das transversais estreitinhas 

M.C.

9.11.25

sábado, 8 de novembro de 2025

Cansada

O dia chega ao fim
O cansaço toma conta de ti
Suspiras, choras duas lágrimas 
Mas a dor não passa
Envolves te nos teus braços 
Sentes o aconchego da tua pele
Fechas os olhos e esfinges de vidro Trespassam 
 te a alma.
...mas tu não tens alma
Tu não tens lágrimas 
....não tens luz
... não tens sol
Cansada fechas os olhos e deixas o dia ir. ..

Medos...

Sobre um Céu tão negro
Sentes o desespero
Sofres em silêncio 
Afastas o medo

Rói em ti uma vontade altruísta 
Aquela que te acalma
Sentes uma vontade tremenda
Precisas libertar a Alma

Sofres, sofres e voltas a sofrer
Porque há sofrimentos que ninguém vê 
Orientas o teu caminho
Perguntas tanta vez - Porquê? 

Armas ao destino
Tentando encurtar a estrada 
Percorres trilhos, caminhos 
Tentando adiar a chegada

Um dia é tarde
É fácil assobiar para o lado
Passas despercebido 
Numa trepadeira espinhosa enliado 

Descansa, pensa duas vezes
Arranja uma balança 
Calça uns sapatos
Deixa ir a Esperança

Assim segues 
Sobre a luz das estrelas e da lua
Num flutuar constante 
Na existência que será a tua.

M.C.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

fica....

Fica onde o silêncio existe
Onde a Alma fala e o Céu é mais azul
Fica onde o sabor é mais doce...
Num café de máquina simples
Numa torrada de pão atrasado, mas com sabor a casa...
Fica no teu silêncio, onde a essência sobressai em gotas de mel selvagem e aromas de querer mais...
Fica....o silêncio é o teu mundo e nessa imensidão és grande mesmo só.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Há músicas

Há musicas …
Há músicas do caraças, daquelas que nos deixam sonhar, que nos inspiram de tal forma, que a adrenalina transborda e segue muito além ….
Há musicas….
Musicas que nos recordam o primeiro beijo e ate o que não demos, daquelas que nos aconchegam e adormecem, e aquelas que nos mostram que a vida vai muito além delas, das músicas. Pois, as notas que nos encantam e partilhamos, e também aquelas que jamais ousamos partilhar de tao nossas que são.
Lembras a tal música?
Aquela que te lembra alguém, que identificas nas primeiras notas do acorde?
Todos lembramos, todos temos nos ouvidos as notas sublimes que fazem a banda sonora da nossa vida.
…Porque há musicas, que nos acompanham quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão a nossa Alma. Sim, até para a solidão há uma música.

sábado, 1 de novembro de 2025

Poeta louco

POETA LOUCO 

Pobre do poeta louco
Ciente da sua loucura
Sofre o sonhador sem saber
O que nesta vida procura.

A dor é tormento
Pois não consegue entender
O porquê de tantos porquês
Que não o deixam esquecer.

A vida, o tal mistério
Que sábios, filósofos ou sonhadores
Não conseguem decifrar
Na sua grandeza de senhores.

Será feliz o rico
Ou o senhor do saber
Será louco o poeta
Ou não sabe apenas viver.

Consomem-no as dúvidas
As incertezas são constantes
Procura encontrar na escrita
O brilho dos diamantes.

Luz que ofusca
A mente brilhante
Do pobre poeta louco
Na sua procura incessante.

Maria Clara Pena

Folha em branco

Serei apenas uma folha em branco de uma história que não  escrevi... Serei apenas simples e singela pena no zumbir do vento... Serei apenas ...