quinta-feira, 3 de março de 2011

Roseira Brava

Eu sou silvestre ou roseira brava…Que germinou no bardo de um silvado


Rompi por entre espinhos…Num dia de céu nublado.

Porque a dor contagia tudo em redor…Fere calma e lentamente

A esperança de uma flor…O coração mais reziliente.

Suspiro para aliviar a alma…Da dor que em mim provoco

Espinhos são tormentos…desejo…Das lágrimas que em mim sufoco.

Ai de mim que não sei viver…Agarrada por entre espinhos

Contemplando a beleza desta natureza…

Histórias vou escrevendo…Velhos pergaminhos.

De utopias…fantasias… em dias de sol ou noites frias

Voam com o vento…Com elas o sofrimento

E regressam novos dias.

Nas pétalas das minhas flores…Encontro a harmonia desejada

Ou fantasiada…

No aroma o alento…Fecho os olhos um momento

Embalo a dor…Espanto o sofrimento.

O grito que solto…Sem querer, talvez

Faz eco, atravessa montanhas

Mistura-se com o zumbir do vento

Provoca as notas mais estranhas.

Numa melodia que embala…encanta

Encontro o ombro amigo…desejado

Partilhar é dividir e assim subtrair

Um destino já traçado.

Nestes bardos da vida…Em que germina o sofredor

É constante a despedida…Nesta vida repartida

Entre as silvas e uma flor.

Escrevo duas linhas…Rabisco um roseiral

Guardo-as…são só minhas

Encontro-me nas entrelinhas, sobre um luar celestial.

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