sábado, 24 de janeiro de 2026

Roseira Brava

Eu sou silvestre ou roseira brava
Que germinou no bardo de um silvado
  Rompi por entre espinhos…
Num dia de céu nublado.
 
 Porque a dor contagia tudo em redor…
Fere calma e lentamente 
A esperança de uma flor…
O coração mais resiliente.
 
 Suspiro para aliviar a alma…
Da dor que em mim provoco 
Espinhos são tormentos…desejo…
Das lágrimas que em mim sufoco.
 
 Ai de mim que não sei viver…
Agarrada por entre espinhos 
Contemplando a beleza desta natureza… 
Histórias vou escrevendo…
 
De utopias
 em dias de sol ou noites frias  
Voam com o vento…
Com elas o sofrimento
 E regressam novos dias.
 
 Nas pétalas das minhas flores…
Encontro a harmonia desejada
 Ou fantasiada…
No aroma o alento…
os olhos um momento
 Embalo a dor…
Espanto o sofrimento.
 
 O grito que solto…
Sem querer, talvez Faz eco,
 atravessa montanhas
 Mistura-se com o zumbir do vento…...
Provoca as notas mais estranhas….
 
Numa melodia que embala…
encanta Encontro o ombro amigo…
desejado Partilhar é dividir e assim subtrair 
 Um destino já traçado. 
 
Nestes bardos da vida
Em que germina o sofredor
  É constante a despedida…
Nesta vida repartida
 Entre as silvas e uma flor.
 
 Escrevo duas linhas…
Rabisco um roseiral Guardo-as…
são só minhas
 Encontro-me nas entrelinhas, sobre um luar celestial……………….

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