sábado, 24 de janeiro de 2026
Ausencia
Fecho os olhos rasos de água, purificados pela dor que me trespassa.
Ouço as tuas palavras que me alimentam a alma, que me fazem levitar e querer viver mais para te sentir.
Sinto o teu abraço, aquele abraço que devia ser meu, que me aconchega e faz sentir em casa, mas, há sempre um mas….
Rapidamente te ouço dizer não, inventas palavras, desculpas como se aquilo que eu estava a sentir fosse o maior dos males.
Ouvi-te sem te ouvir, olhei-te e mal te vi. Eu só queria parar o tempo no nosso abraço, só te queria tocar sem reservas, mas não podia.
Tu não querias.
Doeu.
Dói sem reservas, sem aviso ou piedade.
Eu não devia sentir-me assim, já não sou jovem e sei lidar com ausências.
Sim, as tais que não me alimentam, as tais que me fizeram quem sou hoje, mas eu ousei sentir novamente, ousei fechar os olhos e imaginar-nos a descobrir a essência da Paixão.
Aqueles beijos que trocamos na nossa rua escura, que guardei e sempre comparei, foram e serão o meu porto seguro, os que eu quero para me alimentar.
Fui traída pelo destino mais uma vez, porque sim, porque me iludi, porque eu acho que só devemos ser fiéis a nós próprios, às nossas vontades e sentimentos, porque a vida é nossa e as transversais são só nossas, tao nossas como a pele e o ar que respiramos.
Mas eu não estou certa pensas, porque as pessoas a vida e os astros não concordam com o que é só meu…porra, eu só te queria sentir….
Eu não te queria roubar a vida, eu não me queria matar numa reta sem travões.
Só queria olhar para o lado e abraçar te, sentir a tua respiração ofegante junto do meu pescoço e bem devagarinho perder-me em ti e ousar sentir.
Coloquei a chaleira a ferver, fiz o chá que aprecio e sentada neste cadeirão deslizo os dedos pelo teclado enquanto revejo o momento, e lentamente te perco….
Sou nada nesta vida, faço tudo, invento horas, mas o que realmente importa e não consigo ter….
Abraço-te no silencio da noite, num Adeus profundo, porque a vida não nos permite um até já.
Entrego-te o meu sentir selado com lágrimas salgadas, para guardares no livro da memória, e quando eu já não estiver cá, terás sempre a certeza de que eu fui tua sem ser……
………
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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