De que forma toco a vida alheira?
domingo, 27 de abril de 2025
Doi, sempre que a noite cai
Sempre que a noite cai, o cansaço me doi até a propria Alma , pergunto a mim mesma se sou coerente, se sou capaz de ser o que me propus ser. Não, Não sou e isso doi me, mata me devagarinho e finjo que não vejo. O que fiz para facilitar a propria vida ? Tabalho, trabalho e trabalho, talvez assim não pareça tão inutil, tão incapaz, tão sem propósitos alcancados. Doi me a Alma, doi me o desassossego, dói-me tantas vezes a cabeça e a ignorancia de quem pouco sabe, de quem se limita a calar para não errar, a fugir para não perceber.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 4 de abril de 2025
Chove
Chove calma e lentamente
Leva mágoas, angustias e solidão
Liberta me para sempre
Acalma meu coração
Preciso ter paz
Nesta vida finda
Procuro a calma
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 3 de abril de 2025
Apenas eu
As vezes preciso dos meus silêncios!
Sair do mundo,
Ficar comigo,
Somente comigo!
As vezes preciso, apenas de mim!
Somente de mim,
De me priorizar,
Ficar num cantinho qualquer..
Apenas silenciar.
As vezes preciso apenas de..
Costurar num tecido leve,
Retalhos de momentos,
Ou emoções que nem sempre sei descrever.
As vezes sinto que não sou do mundo,
O mundo é que insiste em ser meu...Mas eu não lhe pertenço!
Só vou costurando os retalhos da vida,
Em tecidos de suavidade,
Compondo bordados que vou tentando colorir com linhas de pensamentos, de cores degrade.
Porque as cores da minha alma,
Mudam a cada momento!
As vezes só preciso que não precisem de mim.
As vezes só queria... Que o mundo silenciasse!
Abrandasse!
Mas como não é assim..
Abrando eu..
Costurando,
Num recanto qualquer,
Retalhos!
Retalhos de momentos,
Ideias, emoções e pensamentos,
Que um dia talvez,
Sem nenhuma pretensão,
Eu possa ter uma colcha,
De um degrade perfeito,
Onde eu seja apenas essência,
Duma costura perfeita,
Sem remates, pontas soltas,
Sentada num canto qualquer,
A contemplar a imensidão.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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