terça-feira, 4 de agosto de 2026

Solidão

Há lágrimas  na almofada
Saudades no travesseiro
Há  perdões por cumprir 
Velhas memórias  no quarto inteiro.

Há  nuvens no céu  estrelado
Brisa fresca na noite escura
Há  mágoas  sem respostas
 Inocência,Velha candura.

Fechar os olhos

Gostava de fechar os olhos  e descansar na calmaria do cansaço, adormecer e aliviar as dores no auge da indecisão. 
Gostava de sentir o silêncio na brisa do vento de verão 
Sentir o temporal 
Acalmar o coração. 
É  no silêncio  que busco paz, na multidão  tempero
No chilrear  dos passarinhos
Que acalmo o desespero. 
Gostava de fechar os olhos, descansar
Adormecer, talvez acalmar.

Mais um dia

Numa madrugada fresca, sinto o aconchego do lençol....
Acordo lentamente, junto com o nascer do sol.
O dia é  normal, mas em mim há  um fornezim 
A angústia  nestes dias é  companhia
Em horas mortas ou noite fria.
É  um misto
 acreditar e crer
Indecisão 
Não  saber o que fazer...
E é  dia
Com ele a vida segue
E o palpitar me pressegue. 

domingo, 2 de agosto de 2026

indecisão

Não me assusta a morte, não  me assusta o processo  doloroso, assusta me sim a incapacidade permanente, o depender permanente.
Quando tomo uma decisão penso sempre ser a correta, mas nem sempre é. 
 A minha indecisão anterior, que me levou a desistir foi por medo, por não acreditar que talvez fosse o melhor. Têm  sido anos de declínio  a um ritmo assustador e de repente a oportunidade de repensar no assunto. 
Uma nova equipa, um novo acreditar, um fornezim interior a colocar me em alerta. Há  uma esperança  de voltar aos trilhos, a estar de pé  parada mais que 10 m, a ficar direita. É  tentador.
Pode correr mal. Pode, mas há  em mim um acreditar profundo que só  é  abalado quando acompanhada da solidão. 
A solidão das horas mortas martiriza- me, assusta me e corrói me....

sábado, 1 de agosto de 2026

A vida dos outros

Quem somos nós  para avaliar o tormento dos outros.. 
As angústias  que povoam a Alma...
As dúvidas que cada um carrega...
Os meios que consomem?

Quem nos dá  o direito de opinar
De nos mostrar donos de uma existência  de outros
Quem?
Que seres superiores pensamos ser para tão  levianamente falar?

Seria bom pensar
Refletir e duvidar..
Sim, a dúvida de pouco saber engrandece e cria gente nobre. 

Pobre de quem tudo sabe
Ou diz saber
Feliz do ignorante
Que vive a aprender.




sexta-feira, 31 de julho de 2026

Pessoas más

Há  pessoas veneno, pessoas más, pessoas azedas, pessoas do bota a baixo....
Carregam na dor
Na desgraça 
Na indecisão 
São  pessoas infelizes
Ou pura desilusão. 

Há  momentos que precisamos de paz
De sentir que estamos a fazer a coisa certa
Mas depois há  pessoas
Que nos conseguem deixar à  lerta. 

Não  quero gente dessa a meu lado
Quero afastar essa malvadez
Preciso sentir equilíbrio 
Ser maior uma única vez.

Parasitas?
Não  sei
Sei apenas
Que não  gostei.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

30 de julho

O Verão  ia a meio, um julho quente e finalmente chegaste. 
Meu filho, bem precioso da mãe. 
Hoje chegaram os 29, parece que foi ontem, pois contigo a vida é  mais leve, simples e alegre.
Desejo te o melhor do mundo e não  te esqueças de continuar a brilhar.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Dia D, de decisão.

Silêncios no meio da multidão 
Não  consegues decifrar o sentir
Tens tempo, tens angústias
Na hora de decidir.
 Vês  exemplos
Queres acreditar
Tens medo da mudança 
Como é  que vai mudar.
Acreditas...
Queres ser positiva
O processo  não  te assusta
Assim é  a vida.
O medo do depois
É  sem dúvida  a dúvida maior
Ter que reaprender
Quem sabe se para melhor.
Ao todo poderoso
Pedes com preocupação 
Ajuda para ultrapassar
Toda esta indecisão. 
Neste corre corre
Sinto o silêncio  assustador
Sinto o que não  sei
Se angústia, medo ou dor.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Pobre menina velha!!

Pobre 'menina' velha!!!
 Ficaste na meninice  e voltaste com guerreira. Falharam te os abraços, as palavras doces e o conforto no  silêncio de um Olhar.  Perdeste a inocência nas dores que carregasse. Aprendeste cedo, que respirar é  para os fracos, desistir é  para quem não  sonha.
Pobre menina velha!!!
Levaste a Alma na ilusão, aguentaste firme na solidão. 
Perdeste a meninice na responsabilidade de cuidar, quando precisavas de cuidados. 
Perdeste....
Perdeste tanto dando de mais.
Pobre menina velha!!!@

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Que vida é esta?

Que madrugada é  esta...
Que horas sem fim..
Que angústia me atormenta
Que mora dentro de mim...?

São  os silêncios  companheiros
São  os minutos tão  gigantes
São  murmuros traiçoeiros 
São  vidas, São  instantes.

É  a angústia  de um pensar
É  tormento silencioso 
É a vida a definhar
É o momento doloroso.

Que vida é  esta
Que não  sabemos explicar
Que sentimos correr por entre os dedos
Que  sentimos terminar.

Assim é a existência 
Assim é a vida do pensador
Assim chegámos, partimos
Assim seremos lembrados se deixarmos muito amor.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Dias

Tenho  dias cheios que passam por mim a correr, outros que de  tão  silenciosos são  uma verdadeira tortura. 
O silêncio alimenta, alimenta o que o meu pensamento guarda. 
 Nos dias presentes, em que o cansaço, a dor e as dúvidas me presseguem, difícil é sentir paz.
 O coração  acelera, a angústia  consome me.
 Um misto de esperança  e medo vêm  à  tona e alimentam as minhas horas silenciosas.
Por um  lado a esperança  é leve, um voltar a acreditar, por outro o escuro assustador de um fim possível. 
Assim são  os dias de quem vive no limbo....

segunda-feira, 13 de julho de 2026

É sobre medos

É sobre medos....
Realidades assustadoras 
Não  sobre o processo 
Sim, sobre o fim.
Por um lado uma voz,  uma vontade de acreditar, por outro, o medo do fim da linha.
Tantas incertezas, tanta angústia, tanta dúvida sobre o correto.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Gosto de gente real

Sinto me rica, quando ouço  vozes de pessoas que fizeram parte da minha vida. São  como páginas escritas no livro da nossa existência. 
Partilhas, vidas vividas, momentos guardados, fazem de nós  quem somos. 
Somos o que sentimos, mas também o que partilhamos, o que ouvimos e a nossa vida estende se quando gostamos.
Eu gosto de pessoas, gosto da descoberta de cada vivência, gosto de sentir o riso, o cheiro de vidas tão  diferentes, mas no fundo tão iguais. 
Somos humanos, simples e singelos na existência, depois cada um embeleza à  sua maneira cada canteiro da sua vida.
Gosto de pessoas que se dão, que se entregam no momento, que fazem questão  de dar o que de melhor têm  de si, tempo.
Gosto de sentir gente com os pés  no chão, sem ' redes' ou suportes tropegos.  Gosto. Gosto da partilha, do Olhar, do riso e da confidência. Gosto de sentir a presença  mesmo na ausência, porque só  assim sei que o mundo é para gente como eu.
Gente de pé  descalço  ou salto de 10cm, gente de rosto lavado ou batom  vermelho. Gente que se sabe mostrar  na partilha do sentimento, no abraço  e na lágrima. 
Gosto. Gosto de gente real...
Obrigado.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Nunca é tarde

Não  podemos dizer que é  tarde
Que a idade mata os sonhos e a esperança 
Seremos sempre jovens
Mesmo não  tendo corpo de criança. 

Somos o que sentimos
Numa qualquer tarde de verão 
Somos o sonhamos
Num amanhecer ou serão. 

Saborear o momento vivido
Na esperança da felicidade
Em cada sonho sonhado
Renasce a vida , mora a verdade.

Não  podemos dizer que é  tarde
Porque o presente conta muito mais
Saber viver cada minuto
Numa viagem, num papel ou num banho de sais.

A vida é hoje
Sem expectativa de um amanhã diferente
É saber sentir a presença 
Mesmo no silêncio  da sua gente.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Sou

Sou silêncio em dias de revolta
Angústia em dias de tempestade
Sou momentos que perseguem 
Sou dor, raiva e  saudade.

Na dor do peito sinto vazio
Na solidão  desespero
Na madrugada incertezas
Na esperança O que não  quero.

Abstraio me na esperança  que passe
O sentimento que me acolheu
No barulho ouço  o vazio
Do muito que não  é meu.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Bagagem

Carregas bagagem pesada no teu pensamento, não  é  qualquer sopro que te derruba, és  feita de fibra, feita de sonhos, feita de vida.
És  carroça  velha com madeiras a rugir, és  barulho na multidão, pensamento do que hade vir.
És  silêncio  na tempestade, magua em dias frios, és  norte mesmo perdida, és  febre alta e arrepios. 
Dona da tua vontade, não  ousas contrariar, o plano há  muito traçado, que começa  a findar.
Levas na bagagem muito, tanto que não  te endireitas, o peso  é  grande e insuportável, de trabalho e obras feitas.
Segue, vai e aguenta, leva contigo a coragem, em breve chegarás, o fim é  uma miragem.

domingo, 14 de junho de 2026

Filho

Amar um filho, é amar alguém  mais que a nós  mesmos, é  sentir que a vida deixa de ser nossa e passa a ser de mais alguém. 
Um filho é o nosso tudo e o nosso nada, é o nosso ponto fraco e o nosso ponto forte. Ter um filho é minimizar a solidão, é encontrar forças  na dor, é viver sem sair do sítio, é sentir que a vida continua.
Faz hoje 35 anos que  tudo mudou em mim, faz hoje 35 anos que o sol tem mais cor e a lua mais fulgor.
Não  se explica o sentimento, não  se assemelha  a nada. Ser mãe  é a maior dádiva  que uma Mulher pode receber.
35 anos depois, parece que foi ontem.
Meu filho Rui, tanto para escrever de ti, mas sei que não  gostas de exposição, não  gostas de fotografias, não  gostas e eu respeito.
Deixo apenas o registo de um dia como tantos outros, bonito.
Obrigada.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

..morres

Morres por dentro devagarinho, quando a desilusão  te assola, quando a dor aumenta e a decepção é  constante.
 Morres....
Morres, quando te iludes, quando o encanto da vida esmorece...
Morres na luta constante..
No caminhar deselegante..
Morres na expectativa de uma vida mais leve, mas ninguém se apercebe.
Morres na exclusão  dos sonhos, na bebida de medronhos...
Morres na ilusão  do melhor, do tempo da paz e nada se faz...
Morres de um tudo que é  nada, da vida que afaga a morte e Segues...
Segues moribunda, nesta vida que te afunda sem esperança....
Morres, perdes a esperança e os sonhos de criança...
Melancólica  entregas te à  realidade, com a certeza que não  deixarás  saudade...
Morres...

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Nuvens

Moram em mim as nuvens, aquelas que me assolam, tapam o sol que teima em romper.
Moram em mim para  me trazerem angústia, dor e sobressalto.
Acompanham me na noite escura, nos dias corridos, nas tardes calmas. 
Adormecem às  vezes quando me distraído, mas acordam ao mais pequeno sobressalto.
Moram em mim, teimam em não  me abandonar, são  fiéis, teimam em ficar.
Quero tirar lhe a casa,  fazer delas sem lar, mas são  tão  teimosas, não  me querem abandonar. 
Esta redoma enfeitada  é  pouso na solidão,
Teimam em ficar, embora eu queira que não. 

Moram em mim traiçoeiras, más  do pior que há, acompanham me subtilmente, num abraço  envolvente em dias de vida má 

Solidão

Há lágrimas  na almofada Saudades no travesseiro Há  perdões por cumprir  Velhas memórias  no quarto inteiro. Há  nuvens no céu  estrelado B...