quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Pêndulo

O relógio de pêndulo marca o compasso
Num silêncio aterrador
No tic tac dos segundos
Morre a vida, germina a dor.
 Os minutos são  tormentos
Na espera, na solidão 
As horas são  vidas, tantas vezes sofridas
De ausências, desilusão.
E o pêndulo  passa por tudo
Sem nunca dar por nada
No tic tac da vida
Sempre alegre, despreocupada.
Dói tanto a solidão  desmedida
É quebrar o velho cristal
Esfinge  que fere a Alma
Do ser humano animal.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Guarda

Se o campo der, guarda com cuidado
Nunca sabes o dia que está para chegar
Aprende com a formiga
Sempre é melhor sobrar que faltar.

Chora o Céu

Nu no corpo e na Alma
Um sentir que traz agonia
Um gesto em tarde calma
Sozinho ou com companhia.

Sonhos mortos
Sentir sem germinar
Sobrevivem os tortos
Os ratos deixam se tombar.

Chora o Céu, que tempestade!!
Limpa o rosto da amargura
Leva as lágrimas da saudade
Nestas gotas de frescura...

Outono


O Outono chegou
Com ele o fresco do vento norte
A vida segue
Só  resiste o mais forte.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Outono

Chegou o Outono
As cores começam a mudar
Para uns será  o fim
Para outros, tempo de recomeçar. 

No Equinócio  de Setembro
O Outono regressa ao coração  do Interior
Lugares únicos
Onde as  paisagens se pintam  de cor

Ao sabor do vento norte
Esvoaçam as folhas teimosas
São  livres, bela sorte
Na sua vida vaidosas.

domingo, 20 de setembro de 2026

Trovas de Trancoso.

Trago comigo na memória 
As lembranças  do antigamente
A feira de Trancoso
Que juntava muita gente

A feira do gado era rainha
Duma festa sem igual
O agricultor do Interior 
Fazia que em Trancoso se realizasse  a melhor feira de Portugal.

Ouvia falar do Bandarra
O Sapateiro avarento
Também do Padre Costa
Bem conhecido naquele tempo.

Do casamento da Rainha Santa
Que Dom Diniz a desposou 
As bodas reais que ficaram
Tanto que foi e que ficou.

Guardo na memória 
Histórias  que minha avó  me contava
De Trancoso Vila Mediaval
Eu menina do campo, retinha, guardava.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Espera

Os dias passam na incerteza do futuro, a espera é  aterradora no silêncio  da noite, na correria dos dias. 
Sei que será  uma nova realidade, nada mais volta a ser igual, que  50% é  uma questão  de sorte ou azar. Estou no limbo, estou angustiada e dói.  Dói a espera, dói a leveza e a normalidade De uma realidade só  minha, só  sentida vivida e guardada no meu interior .
Quero muito mostrar a leveza de quem vai para uma festa, quando o sentir é  pesado, angustiante e dolorido.
Setembro vai a meio, a chegada das cores mais belas do Outono já me rodeiam e a nostalgia fala alto, tão  alto que me perco no silêncio e no zumbir do vento norte.
.....

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Incertezas

Nesta contagem decrescente onde a angústia impera, bate forte o coração  e a incerteza próspera. 

Engulo a saliva e até  dói, um sentir que não  sei decifrar, um embalar que me Adormece, um ir mesmo a ficar.

Mato a noite com punhais sangrentos
Passo as horas, minutos violentos
Sei que sim
Engulo tormentos.

Assim são  as incertezas 
Nesta vida curta e sem ensaio
Neste mundo de tormentos 
Um dia levanto, logo a seguir caio.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Nada

Sou de sonhos, de vida e solidão 
Sou nada no meio de tanta gente
Sou nervo, raiva e saudade
Sou presente na dor, de mim  muitas vezes ausente.

Quero ser pássaro que voa
Voa alto e na tempestade
Necessito sentir o vento
Desbravar a angústia  por dentro
Matar aos poucos a palavra saudade.

Lembro do vento norte
Que trás  vidas de solidão 
Da brisa que aconchega
Que trás  cor e toque de mão. 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Sozinha

Sozinha rodeada de gente
A solidão que me acompanha
No Silêncio da Noite 
Amor ódio  que me entranha.

Odeio me, sinto me ninguém 
Vivo sem viver
Fico a existir 
Nesta vida de sofrer.


Outono

Há  dias bons, há  dias menos bons. O Outono tem destas coisas, as folhas caiem, as madrugadas arrefecem, as dores aumentam, as dúvidas prev...