Num silêncio aterrador
No tic tac dos segundos
Morre a vida, germina a dor.
Os minutos são tormentos
Na espera, na solidão
As horas são vidas, tantas vezes sofridas
De ausências, desilusão.
E o pêndulo passa por tudo
Sem nunca dar por nada
No tic tac da vida
Sempre alegre, despreocupada.
Dói tanto a solidão desmedida
É quebrar o velho cristal
Esfinge que fere a Alma
Do ser humano animal.
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