quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Pêndulo

O relógio de pêndulo marca o compasso
Num silêncio aterrador
No tic tac dos segundos
Morre a vida, germina a dor.
 Os minutos são  tormentos
Na espera, na solidão 
As horas são  vidas, tantas vezes sofridas
De ausências, desilusão.
E o pêndulo  passa por tudo
Sem nunca dar por nada
No tic tac da vida
Sempre alegre, despreocupada.
Dói tanto a solidão  desmedida
É quebrar o velho cristal
Esfinge  que fere a Alma
Do ser humano animal.

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