domingo, 31 de maio de 2026

Eu, tão eu.

Não  é  uma questão  de ser boa pessoa, é simplesmente uma dor que trava a bondade, uma vírgula que diz para olhar para o lado.
Sim, a nossa essência  muda com a forma como somos tratadas, ainda assim vacilamos, ainda assim a vontade de fazer diferente é  grande, mas depois vem à  memória a forma como já fomos tratados, a falta de bondade com que fomos confrontados
Não, não  temos que ser bons com quem alguma vez ousou não  nos tratar bem. Há  palavras gravadas, atitudes recalcados e no fundo sentimos que a vida ensina, que a vida nos mostra quem deve merecer o nosso respeito e o nosso carinho.

Se alguma vez não fui o que esperavam, repensem, eu só  reajo as atitudes.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Sonhos

Tenho sonhado, sonhado muito.
Os sonhos são  outra vida, levam me para outra realidade, ou talvez seja a minha verdadeira.
Acordei com a esperança  que a morte não  seja o fim, mas o princípio de um destino diferente, de uma vida diferente.
Os sonhos por norma são  indulores, são  vivências com paz, com magia e felicidade imensa. 
Que tipo de vida é  esta?
Que vivência  paralela nós  temos na noite escura ?
Porque sonhamos e acordamos?
Sei que não  há  sábio que responda, mágico que consiga  fazer tal truque, sei apenas, que o sonho comanda a vida. 
Que nunca deixemos de sonhar, a dormir ou acordados.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Campo

O mês  está  a terminar
Maio fica para trás 
A vida de muitos segue
Amenidades as memórias de certas coisas más. 

Saudades ficam
Esperança  renasce
Maio das maias
Das sementeiras da alface.

Sementes na terra
Sementes a borbotar
A vida também é assim
Temos que seguir, continuar.

Frutos na mão 
Frutos que saciam a Alma
Sabores do campo
Em noite quente e tarde calma.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Lua

Se a Lua ficar ofusca
Procura as estrelas
Encontra o brilho
Nas reluzentes, as mais belas.

Segue o seu fulgor
Adormece com a sua paz contagiante
Saboreia o silêncio  da noite
Vive e brilha tu a cada instante.

É  difícil  quando a lua fica tapada
Mas olha para o teu redor
Vê  outras realidades
E percebe que muito pouco é melhor.



sábado, 23 de maio de 2026

Pai. 4 anos

Hoje o dia tem nome e saudade ' pai'

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Silêncio

O silêncio mais perigoso encontro na multidão, 
na ausência  de partilha, nas horas barulhentas, no copo da mão. 
Sente se o vazio com ruídos à  mistura,
Sente se o risco do venho vinil
A saudade no som mais subtil.
O silêncio, o tal silêncio  que acompanha os poetas
O vazio da existência, das vidas mais secretas.

Ao longe uma miragem
A cor bucólica  do entardecer
O trinar de uma guitarra
Um silêncio ao amanhecer.

...e contigo poeta sou silêncio 
Sou ânsia  e nostalgia
Sou vida e solidão 
Sou letras e magia.

Silêncio....
Companheiro dos fadistas
Cor dos solitários 
Na tela dos artistas.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Utopia ...

Se silenciosa e misteriosamente a minha mão  toca se na tua..
Arderiam poemas na alma...
Sentiriam o colo com que embalo o teu pensamento.
Nasceriam frases feitas de silêncios  mudos..
Cresceriam flores por dentro das palavras...
E no corpo um abraço  de apego!

Se subtil e repentinamente  a minha boca te roubasse  um beijo...
Libertar se iam borboletas no ar...
Sentiriam o fogo que me aquece a alma...
Cresceriam sentimentos lascivos nos olhares demorados...
E nos  corpos a união  de um desejo mimado!

No silencio

A noite vai longa, o céu  está  estrelado
Os grilos cantam, fazem uma melodia harmoniosa.
No silencio da noite
Respiro o perfume de uma rosa.
Aroma que inebria 
Aconchega o pensamento 
Chego mais longe
Mesmo estando só no momento.
Ouço  o que importa
Um leve respirar
Sinto me a mim mesma
Indo, com vontade  de ficar.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Cada dia!

Cada dia, é um novo começo, mesmo que difícil  cabe a nós  transformar  a nova realidade em vida.
Cada dia, um novo sentimento, um apaziguar, uma vontade de seguir, de arranjar forma de adaptar. 
Cada dia que nasce, uma nova certeza, a minha companhia é a mais calma, mais prazerosa, tantas vezes me abstraio da realidade e volto de novo a sonhar, a sentir.
Não  tem sido fácil, reconheço  que não  só  para mim, mas sentir se na primeira pessoa é uma luta constante para tentar parecer diferente.
Vou continuar a voar nas asas de uma borboleta, no bico de uma caneta ou num abarrotar de papel reciclado.
Deixo as linhas retas duma folha de papel timbrado. Gosto mesmo muito mais do amarrotado

domingo, 17 de maio de 2026

Já não gosto

Já  não  gosto de dias longos, dias cansados, doridos, revoltados.
Já  não  gosto de fazer fretes, fazer impossíveis, sorrir e dizer ' está  tudo bem".
Não  gosto, porque esse tempo passou, esse tempo era leve e a paciência  voou. 
Cansam me as vezes que me dizem " estás  torta, endireita te".
Revolta me a impotência, a adaptação o tudo ser diferente.
Já  não  gosto porque, estou  cansada de mim e não  tenho que fazer fretes.
Dias longos....

sábado, 16 de maio de 2026

É Maio

É Maio
Uma dor no peito inunda todo meu ser, sinto uma angústia  que vem do fundo, não  tem explicação. 

É Maio
Mês  das flores, dos campos verdes e das cegonhas, dos passarinhos a chilrear  e os frutos a rebentar.

É Maio
Tempo de repensar, de missas e celebrar. Contradição  no sentir, no estar.

É Maio
O Mês  do sobressalto, das noites curtas, das madrugadas  longas e das noites de trovoadas.

É Maio
Ainda cá  estamos.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

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Amor

Amor na hora errada não  tem solução 
Fere o corpo, fere a Alma
Faz tremer na solidão. 

Perde se a vontade de viver
Em dias de sol brilhante
Passa se as noites a sofrer
Morre se num instante.

As estrelas não  brilham
O luar ofusca um olhar lengue
O por do sol fere calma e lentamente.

Amor na hora errada é  fado é  nostalgia
É poema guardado
É  trinar de guitarra em noite fria.

É morrer devagarinho
Partir sem permissão 
São  ideias em desalinho
Na mais profunda solidão. 

Amor na hora errada
É um constante esperar
Sentada numa cadeira
É um ir mesmo ficar.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

O que não vivi

O mundo lá fora corre, tem tanto para mostrar
Os sonhos que guardei, terei mesmo que embrulhar.
Queria escrever em cartas, guardar pergaminhos, deixar memórias guardadas, dos meu sonhos, dos meus caminhos.
Perdi- me, e não  mais me encontrei
Deixei passar o tempo e não  mais o alcancei.
Sonhei a vida, nas viagens que imaginei
Guardei retratos nos cliques que não  dei.
Perdi me....
Não vivi o desejado, hoje sinto que é  tarde
Já  não  tenho força, não  tenho vontade
Fica apenas  o querer..
Palavras escritas, sem viver a tal saudade.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Entrego me simplesmente

Estou cansada, cansada da vida de viver, de sofrer.
Cansada da expectativa, do sonhos que busco.
Cansada da lua do sol do lusco fusco. 
Cansada de mim, da arte, de dormir, de acordar.
Apenas cansada, não  consigo evitar.
Fecho os olhos, procuro socorro, encontro turbulências  e a viver morro.

Sou nada, sou ninguém 
Busco alento em quem o não  tem.

Morro em mim
Acordo, vivo acordada
Apenas sei que não  sou nada.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Partir

Sinto uma angústia profunda
Que sai do peito e fere a Alma
Sinto uma tristeza que dói
Em dia de sol e tarde calma.

Doi- me, doi- me a dor que não  controlo
Doi- me a tristeza que sinto
A dor que não  aguento 
Sinto a vida num labirinto.

Angústias que são  só  minhas
Que me ferem calma e lentamente
Esta dor que me sufoca
Não  sou parecida com gente.

Inútil, nesta vida finda
Sentimento que não  sei controlar
Perco- me sozinha
Nos dias a trabalhar.

A solidão  mata
O aconchego não  chega
Eu sigo, deixo me ir
De partir não  tenho medo.

O sol não  nasce 
em dias de primavera
É  Maio, as estrelas abandonaram- me
Viver é quimera.

Quero descansar
Desta vida longa
Gostava de partilhar
Mas a solidão  me assombra.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Ai maio!!!

Chegou maio, o maio que não  me agrada
O maio que para mim já foi muito
Hoje não  é  nada.
Maio cheio de memórias 
De vida que me abandonou
Maio das rosas
Do botão  que não  desabrochar.
Corri em maio
Andei e superei
Fugi de dores
Com dores acordei.
Maio de Fátima 
De festas e Mãe 
Maio de angústias 
De ausências também. 
Maio, maio maio...
És  o mês  que perdi o chão 
És  maio das meias
Onde deixei o coração. 
Muito o vento levou
Numa madrugada fria
Nem a oração  rotineira curou
Neste mês  de Maria.
Canta o cuco, a rola também 
Anunciam primaveras
Com eles novas esperanças 
De sonhos e quimeras.
Maio das flores
Dos jardins encantados
Maio da solidão 
Com muita gente rodeados.

Ai maio...
podias ser suprimido 
Abandonadas o calendário 
 Voltavas mais amigo.





Horas más

Sinto me perdida nos meus pensamentos
Em nada simplifico a minha existência 
Valorizo de mais o pouco
Sobram me dores nesta minha impotência. 

Só,  Só, perdida em mim
Em modo de carapaça 
Em modo de burro de carga
Dor que aguento e não  passa.

É tarde, os sonhos vão  Morrendo
A vida vai passando
Os dias não são  leves 
Mas a sorrir vou aguentado.

Mato me devagar
Deixo me apenas ir
Aprendi a morrer
Num dia anunciado ela hade vir.

Em chama ardente 
Em dias que corrói
A vida levar-me 
A vida me destrói.

domingo, 3 de maio de 2026

O pouco é tanto

Em dias assinalados
Os tais que não  aprecio
Penso na vida
Nas memória  que tenho e nas que eu crio.

Singelas as importantes
Sem valor comercial
Apenas o existir 
São  as que mais valorizo afinal.

Basta pouco
Para muito sentir
Assim sou eu
Multiplicar  para dividir.

Na arte do silêncio 
Ter asas para cuidar
No silêncio da noite
Orações  para rezar.


Bagagem

Carregas bagagem pesada no teu pensamento, não  é  qualquer sopro que te derruba, és  feita de fibra, feita de sonhos, feita de vida. És  ca...