O maio que para mim já foi muito
Hoje não é nada.
Maio cheio de memórias
De vida que me abandonou
Maio das rosas
Do botão que não desabrochar.
Corri em maio
Andei e superei
Fugi de dores
Com dores acordei.
Maio de Fátima
De festas e Mãe
Maio de angústias
De ausências também.
Maio, maio maio...
És o mês que perdi o chão
És maio das meias
Onde deixei o coração.
Muito o vento levou
Numa madrugada fria
Nem a oração rotineira curou
Neste mês de Maria.
Canta o cuco, a rola também
Anunciam primaveras
Com eles novas esperanças
De sonhos e quimeras.
Maio das flores
Dos jardins encantados
Maio da solidão
Com muita gente rodeados.
Ai maio...
podias ser suprimido
Abandonadas o calendário
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