sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Vento do Norte
Com este vento fresco
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Agosto
Agosto teimoso
Mês que nunca gostei
Não sei se por ser quente
Ou por outro motivo, não sei.
Mês das chegas e partidas
Da bolacha baunilha e caramelos
Dos amigos que depois das férias partem
Dos sorrisos, azuis, cinzas e amarelos.
Mês Dos dias do governo
Serões abafados e madrugadas Frias
Mês que anuncia novo ano
Novos rumos, novos dias.
Nunca gostei de Agosto
Mês da Feira e muitas festas
Mês de corte de rotinas
Mês de polimento e limar muitas arestas.
Está frio...
Hoje lembrei de memórias
Lembrei porque não gosto
Do Agosto e das histórias.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 23 de agosto de 2026
Rasgam se os Céus
Rasgam se os Céus
O som é de tempestade
Ao longe os trovões
Trazem me de volta à realidade.
As primeiras gotas caiem
Nas telhas ressequidas pelo verão quente
Rasgam se os Céus
Num cenário envolvente.
Agosto aproxima se do fim
Com ele os dias mais curtos vão chegando
Nas páginas de um livro velho
Saudades, esperanças vou desfolhando.
O Céu brilha
A chuva refresca a temperatura
As rezas à Santa Bárbara
Vão se fazendo na noite escura.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Vida cadela
A vontade de escrever coisas bonitas abandonou-me
Sei o quanto ando amargurada
Reconheço a angústia em mim
Num dia sinto tudo, no outro não sinto nada.
Esta vida que é tão bela
Mas as pessoas complicam tudo
Só era preciso vive- la
Sem precisar de amarras, sem precisar de escudo.
Todos os dias o sol nasce
Mesmo estando nobelado
Todos os dias a lua vem
Caminhando lado a lado.
Só precisava de sentir amparo
Nesta vida que não sei viver
Eu preciso de tão pouco
Para viver sem sofrer...
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Nesta madrugada
Na madrugada escura
Onde o silêncio que impera
Ouço o palpitar do peito
A angústia nervosa desta espera.
Salta, corre e sobressai
O medo que em mim sufoco
Fere, gemo e silencio
A incerteza que sozinha provoco.
Qual animal solitário
Que ousava vencer batalhas
Perdeu o fulgor
A vida mostrou lhe falhas.
Levo te comigo na noite escura
Numa madrugada de Agosto
Já não fujo, já não choro
Não sei se de dor, de alegria ou desgosto.
Neste silêncio sozinha
A mágua ganha mais cor
A solidão companheira
Sobrepõe se ao verbo Amor.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 16 de agosto de 2026
Nunca fui suficiente
Este sentimento alimentado que me transporta para uma nota vaga,
É um sentimento de desilusão
Uma angústia que não acaba.
Entristece me a dor
De nunca ter sido suficiente
Mágoa me a alma
Por não me sentir gente.
ESSA gente imponente
Que julga ser melhor que eu
Esses seres que magoam
Quem já tanto sofreu.
Em tudo sinto a palavra insuficiente
Por muito que me esforçe e tente
Não estou no patamar certo
Não me sinto gente.
Dói tanto
Dói demais, esta dor constante
Ainda assim a desilusão
Num viver constante.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Manhã
Silencia se a manhã
Num gesto nobre e atencioso
Palpitam veias que fazem viver
Num breve pensamento doloroso.
Num trilho breve percorro
Caminhos de esperança
Na forte certeza
De sonhos de criança.
É leve o pensar
É breve a ilusão
É nobre o agradecer
Do fundo do coração.
Vejo o futuro
Nos sonhos que deixei
Acredito que vivi
Em tudo que criei.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
vida....Dia de eclipse
Os dias ainda são normais
Deitar cedo e cedo erguer
Tentar agarrar a vida
Tentar sobreviver.
Hoje é dia de eclipse total
Dia que só se repetirá daqui a 100 anos
Dia de colocar os óculos
Para aos olhos não causar danos.
E a vida segue
Numa espera constante
Por longa é sempre breve
Dias mais curtos daqui por diante.
Há dias que não são fáceis
Mas também não têm que ser
É a normalidade
De quem tenta se agarrar à vida e viver.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
Mais um dia normal
A tarde avança, o calor sufoca
É Agosto, mês dos emigrantes
Dias desconcertantes
Angústia que em mim sufoca.
Sempre gente ao redor
A paciência posta à prova
A vida contínua
Com gente velha e gente nova.
Ouço o ladrar do cão
Companhia sempre presente
Ouço o tic tac da Angústia
Que provoca em mim desassossego.
Os dias já são mais curtos
Anunciam para breve a brisa fria
Com eles a realidade
Dos tormentos do dia a dia.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
..e se?
O dia amanhece, as dúvidas aumentam
A incerteza da decisão certa povoa o pensamento
Sou a réstia do que fui
Sou incerteza, sou sofrimento.
Pergunto me se a decisão será a correta
Pergunto me se valerá a pena arriscar
Por certo não viverei mais
Se o processo não será um abreviar.
É um pau de dois bicos
O risco e o sucesso esperado
Poderá valer a pena
Poderá ser um fim anunciado
São como mar revolto e perigoso
A adrenalina do risco
Poderá não haver volta a dar.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 9 de agosto de 2026
Vidas
É sobre vidas, as paralelas
Enquanto uns pulam e dançam ao ritmo musical
Outros sofrem, gemem
Mas as estrelas brilham, sobre um luar celestial.
Tormentos que a solidão não ameniza
Dores que a mente não controla
Vidas juntas vividas
Uns ricos, outros pedem esmola.
"""E vem à memória uma frase batida, este é o primeiro dia do resto da nossa vida"""
São vidas...as de alguns
Não são todas iguais
Umas bem mais leves
Outras esperam os finais.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Solidão
Há lágrimas na almofada
Saudades no travesseiro
Há perdões por cumprir
Velhas memórias no quarto inteiro.
Há nuvens no céu estrelado
Brisa fresca na noite escura
Há mágoas sem respostas
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Fechar os olhos
Gostava de fechar os olhos e descansar na calmaria do cansaço, adormecer e aliviar as dores no auge da indecisão.
Gostava de sentir o silêncio na brisa do vento de verão
Sentir o temporal
Acalmar o coração.
É no silêncio que busco paz, na multidão tempero
No chilrear dos passarinhos
Que acalmo o desespero.
Gostava de fechar os olhos, descansar
Adormecer, talvez acalmar.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Mais um dia
Numa madrugada fresca, sinto o aconchego do lençol....
Acordo lentamente, junto com o nascer do sol.
O dia é normal, mas em mim há um fornezim
A angústia nestes dias é companhia
Em horas mortas ou noite fria.
É um misto
acreditar e crer
Indecisão
Não saber o que fazer...
E é dia
Com ele a vida segue
E o palpitar me pressegue.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 2 de agosto de 2026
indecisão
Não me assusta a morte, não me assusta o processo doloroso, assusta me sim a incapacidade permanente, o depender permanente.
Quando tomo uma decisão penso sempre ser a correta, mas nem sempre é.
A minha indecisão anterior, que me levou a desistir foi por medo, por não acreditar que talvez fosse o melhor. Têm sido anos de declínio a um ritmo assustador e de repente a oportunidade de repensar no assunto.
Uma nova equipa, um novo acreditar, um fornezim interior a colocar me em alerta. Há uma esperança de voltar aos trilhos, a estar de pé parada mais que 10 m, a ficar direita. É tentador.
Pode correr mal. Pode, mas há em mim um acreditar profundo que só é abalado quando acompanhada da solidão.
A solidão das horas mortas martiriza- me, assusta me e corrói me....
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 1 de agosto de 2026
A vida dos outros
Quem somos nós para avaliar o tormento dos outros..
As angústias que povoam a Alma...
As dúvidas que cada um carrega...
Os meios que consomem?
Quem nos dá o direito de opinar
De nos mostrar donos de uma existência de outros
Quem?
Que seres superiores pensamos ser para tão levianamente falar?
Seria bom pensar
Refletir e duvidar..
Sim, a dúvida de pouco saber engrandece e cria gente nobre.
Pobre de quem tudo sabe
Ou diz saber
Feliz do ignorante
Que vive a aprender.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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