domingo, 2 de agosto de 2026

indecisão

Não me assusta a morte, não  me assusta o processo  doloroso, assusta me sim a incapacidade permanente, o depender permanente.
Quando tomo uma decisão penso sempre ser a correta, mas nem sempre é. 
 A minha indecisão anterior, que me levou a desistir foi por medo, por não acreditar que talvez fosse o melhor. Têm  sido anos de declínio  a um ritmo assustador e de repente a oportunidade de repensar no assunto. 
Uma nova equipa, um novo acreditar, um fornezim interior a colocar me em alerta. Há  uma esperança  de voltar aos trilhos, a estar de pé  parada mais que 10 m, a ficar direita. É  tentador.
Pode correr mal. Pode, mas há  em mim um acreditar profundo que só  é  abalado quando acompanhada da solidão. 
A solidão das horas mortas martiriza- me, assusta me e corrói me....

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