sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Temporal

As pedras choram,  vertem lágrimas,
 Assolam o País os temporais 
o mundo está  um caos.

Descontente o universo alerta.
Não  estamos no caminho correto 
A nossa hora está  certa.

Dilúvio, tufões  e tremores de terra 
Neve, chuva  e vendavais
Tudo está  presente, tudo são  sinais.

A fragilidade humana é posta a prova
Mas há  sempre alguns que ousam desafiar
A força  da natureza e com ela brincar.

Somos tão  nada
Somos tão coisa nenhuma
Somos beira de estrada 
Qual raiz de corcuma.

A angustia e dor consome nos
Somos impotentes com o acontecido
Não  há  quem não  tenha
Nesta tempestade um amigo.

 A preocupação  mantém  se
O mau tempo vai continuar
Sabe Deus o que pode acontecer
Só  descansare mos quando terminar .

As pedras choram
Transbordam de angústia gritante
Temos tanto nesta vida
Que podemos perder num instante. 

30 janeiro

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Chove

O Céu  chora
Desfaz se em lágrimas cristalinas  
A intensidade é tanta que nos deixa apreensivos
Lembramos os perigos.
Repensamos a vida, tantas vezes sofrida
E percebemos que somos mortais
Que nada podemos fazer contra a naturesa
Que tantas vezes nos apanha de surpresa.

Hoje a chuva cai
Parece um remoinho
A bravura sobressai 
Na enchente do caminho.

Não  deixa margem para dúvidas 
Os terrenos alagados
O temporal é feio
Os corações  estão  desassussegados. 

Janeiro está  a terminar
Já  nos brindou com um pouco de tudo
Fevereiro  vem a passos largos
Com ele trás  o entrudo. 

Menos dias para versos
Esperemos que o sol espreite
Com ele chegue o cuco
Com o seu canto nos deleita .

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Neve

Os pequenos flocos de neve
Caiem calma e graciosamente
Pincelam tudo ao redor
Fazem lembrar o antigamente

Serras e planícies
Telhados e quintas
Todos branquinhos 
Fazendo a delícia dos animais

Correm ao descobrir
Um manto branco que ficou no chão 
Derrete suavemente
Aconchega o coração 

É a neve na Beira
No Interior de Portugal 
Um bonito olhar
Neste bilhete postal 

Riqueza das riquezas
Deste Portugal profundo
Beleza sem igual
Num cantinho do mundo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

" Todos juntos seremos nós "

'Todos juntos seremos nós' 

Os pedintes, os pobres  pensadores,
Os poetas, amantes e amores.
Juntos numa busca constante 
De um viver viciante,

E .... uma arma cortante....as palavras.

Juntos procuramos rimas, risos, estrofes 
Usamos reticências  em lugar de finais
Mascaramos aparências  à  luz de vitrais

Contamos estrelas à  luz da Lua 
Acedemos  velas vermelhas no lusco fusco da noite escura
Somos silêncio  e temporal 
Guardamos saudades como verdadeira tortura .

"Todos juntos seremos nós "
Poetas

Janeiro

Há  relâmpagos no ar
Já se ouvem os sons das tormentas
O janeiro a terminar
O inicio das merendas. 

Frio sem fim
Nesta Beira abençoada 
A lareira a crepitar
Mais uma jornada.

Somos filhos do vento
Do gelo e da branca neve
Somos suor e saudade 
De quem um filho concebe.

Somos ceifa e cereal 
Palha e bagos no chão 
Vivemos o temporal
Com alegria no coração. 

E o céu  abre se
Num instante aterrador
São  os trovões  de janeiro
Anunciando o Amor.

Chove torrencialmente
Levando as lágrimas e a saudade 
Aconchego na Oração 
Que nos leva a imortalidade.

O granizo veio dar um ar da sua graça 
Caindo e embalado
Queria marcar presença 
Neste janeiro atribulado.

Está  escuro
Mas ainda não  é  a hora marcada 
É  o Céu se fechando
Ao som da trovoada. 

Anoiteceu mais cedo
Para nos mostrar quem manda 
O Deus nosso Senhor 
 A chegar a sua  varanda .

Bom dia

Hoje digo bom dia
Em manhã  de temporal
O josef chegou
Para assolar Portugal

Depois da neve na serra
Agora o vento, chuva e mar revoltado
Parace que  Deus  querer mostrar 
Que está  muito zangado

Terça  feira de Janeiro
Dia escuro e nobelado
Pés  frios, rostos cinzentos 
Chão  muito molhado.

Amanhã  é  outro dia
É de esperança  renovada
Aguardemos calmamente
Pela nova madrugada.

Vamos a Radio Limite 
Criar estórias, viver momentos
Conhecer a prof. Celeste Almeida.
Mostrar os nossos sentimentos.

Falaremos de poesia
Arte e a nossa vida
Mostrar um pouco de nós 
Tantas vezes sofrida.

Entre nervos e expectativas
Vamos escrevendo o livro das vivências 
A nossa vida enche as páginas
De esperança, sonhos e experiências. 

No regresso faço  um verso
Envolvendo os companheiros de aventura
Partilho convosco
Da forma mais pura.





segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

....a companhia

A companhia que me abraça 
Nestes dias de temporal
O papel e uma caneta
A leitura de um jornal

A máquina  para registar
Num clik bem guardado
As imagens fi ficam
Num quadro pendurado

Vivências de quem do campo é
Aconchego que sinto ao tê-las 
Rotinas que se tornam presença 
Feliz de quem consegue vive-las


domingo, 25 de janeiro de 2026

Mulher maria


O sol espreita por entre as frestas de um roseiral, 
raios que brilham em dias de temporal…
A ausência de beleza efémera de luzes que o palco pede, 
dói.
  Cenas intemporais dum sonho que a vida concebe. 
(…) Desce o pano, apaga o fulgor, três pescadinha vida ao redor…
Cristais que brilham, Mulher Princesa,
 Joias raras entregam-te sua beleza.
 Seres mais que perfeitos,
 na escarpa do teu percurso,
 pensamentos diversos de um diadema ofusco.
 Hoje, um dia como tantos outros,
 vêm há memoria vidas vividas
 momentos únicos partilhados,
 os especiais apenas guardados num baú de madeira maciça com segredo Chinês.
 O tradição de bom Português!
 Sótãos, catacumbas, velhos sobrados,
 apenas guardados.
 Um trinar de uma guitarra, 
embala a nostalgia,
 o som do silêncio acolhe,
 o poema, a melodia…
 Parabéns a ti Mulher
 onde as rugas brotam com vaidade,
 um sorriso engrandece um ser,
 que merece eterna felicidade.
 Apaga a tristeza, rega a paixão,
 vive a beleza do amor, a imensidão!
 Um ser entre muitos
 mas apenas tu…
 acalma os temporais
 ou levantas vendavais
. Sorris na tristeza
 rezas na dor do pobre sofredor.
 Então é assim que tu és
 um ser entre muitos,
 mas apenas tu…
não dizes adeus quando tens que lutar,
 não enxugas as lágrimas quando te apetece chorar.
 És diferente, há uma visão e uma chama em ti,
 a tua jornada é a imortalidade em busca de felicidade.
 A montanha é alta,
 o rio longo e fundo,
 mas tu Mulher,
 moves montanhas,
 bracejas águas,
 chegas ao fim do mundo,
 não te atreves a desistir,
 porque o desafio é o teu mundo.


OUTONO

 




Folhas de outono que caiem lenta e melodiosa-mente belas

lembram-nos, que a estação e de repensar, de deixar para traz muito daquilo que não nos serve.

Outono, tempo de mudanças, de escolhas, de melodias terrestres.

Cores quente, de aconchego, de arte e de poesia.

Lembramos os verdes anos, com a chegada da aurora.

Damos connosco a pensar que a hora certa e hoje.

Hora de desprender, de voar, de partir sem destino com um único objetivo….Viver.

Viver muito, neste outono da vida, no outono do ano.










Mais um dia




Seguem me me os fantasmas de uma vivencia conturbada.

Não me sinto uma boa pessoa.

Ferem me como esfinges de vidro cenários que deviam ser ultrapassadas, magoam me com requinte de malvadez.

Vivo rodeada de gente numa solidão tremenda.

Este lugar onde não sou eu, onde não partilho, me dou ou me entrego e o inferno dos dias de calmarias.

A ansiedade mata cada instante que devia ser feliz.

Destrói me tanta certeza, tanta verdade, que mal sei que existo.

Morro todos os dias com o embalar de uma musica, com a estrela que se apaga em cada madrugada e perco me num sol incandescente num dia de inverno.


Solidão

Há lágrimas  na almofada Saudades no travesseiro Há  perdões por cumprir  Velhas memórias  no quarto inteiro. Há  nuvens no céu  estrelado B...