Há relâmpagos no ar
Já se ouvem os sons das tormentas
O janeiro a terminar
O inicio das merendas.
Frio sem fim
Nesta Beira abençoada
A lareira a crepitar
Mais uma jornada.
Somos filhos do vento
Do gelo e da branca neve
Somos suor e saudade
De quem um filho concebe.
Somos ceifa e cereal
Palha e bagos no chão
Vivemos o temporal
Com alegria no coração.
E o céu abre se
Num instante aterrador
São os trovões de janeiro
Anunciando o Amor.
Chove torrencialmente
Levando as lágrimas e a saudade
Aconchego na Oração
Que nos leva a imortalidade.
O granizo veio dar um ar da sua graça
Caindo e embalado
Queria marcar presença
Neste janeiro atribulado.
Está escuro
Mas ainda não é a hora marcada
É o Céu se fechando
Ao som da trovoada.
Anoiteceu mais cedo
Para nos mostrar quem manda
O Deus nosso Senhor
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