terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Janeiro

Há  relâmpagos no ar
Já se ouvem os sons das tormentas
O janeiro a terminar
O inicio das merendas. 

Frio sem fim
Nesta Beira abençoada 
A lareira a crepitar
Mais uma jornada.

Somos filhos do vento
Do gelo e da branca neve
Somos suor e saudade 
De quem um filho concebe.

Somos ceifa e cereal 
Palha e bagos no chão 
Vivemos o temporal
Com alegria no coração. 

E o céu  abre se
Num instante aterrador
São  os trovões  de janeiro
Anunciando o Amor.

Chove torrencialmente
Levando as lágrimas e a saudade 
Aconchego na Oração 
Que nos leva a imortalidade.

O granizo veio dar um ar da sua graça 
Caindo e embalado
Queria marcar presença 
Neste janeiro atribulado.

Está  escuro
Mas ainda não  é  a hora marcada 
É  o Céu se fechando
Ao som da trovoada. 

Anoiteceu mais cedo
Para nos mostrar quem manda 
O Deus nosso Senhor 
 A chegar a sua  varanda .

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