sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Neste momento, penso em ti...




Neste momento, penso em ti e então queria transformar-me em vento para chegar-te como uma brisa fresca e tocar de leve em tua janela...
E se tu me ouvisses e me permitisses entrar, eu enroscaria em ti quase sem te tocar...
Roçaria em teus cabelos... sopraria mansinho em teu ouvido... beijaria tua boca macia... e embalar-te-ia em meu carinho...
Mas eu não sou vento... e agora sou só pensamento e estou pensando em ti... e se abrires a tua janela, eu estou chegando aí, agora... neste momento, em pensamento... no vento…

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Adeus....


Fecho os olhos rasos de água, purificados pela dor que me trespassa.

Ouço as tuas palavras que me alimentam a alma, que me fazem levitar e querer viver mais para te sentir. Sinto o teu abraço, aquele abraço que devia ser meu, que me aconchega e faz sentir em casa, mas, há sempre um mas….

Rapidamente te ouço dizer não, inventas palavras, desculpas como se aquilo que eu estava a sentir fosse o maior dos males. Ouvi-te sem te ouvir, olhei-te e mal te vi. Eu só queria parar o tempo no nosso abraço, só te queria tocar sem reservas, mas não podia. Tu não querias. Doeu. Dói sem reservas, sem aviso ou piedade. Eu não devia sentir-me assim, já não sou jovem e sei lidar com ausências. Sim, as tais que não me alimentam, as tais que me fizeram quem sou hoje, mas eu ousei sentir novamente, ousei fechar os olhos e imaginar-nos a descobrir a essência da Paixão. Aqueles beijos que trocamos na nossa rua escura, que guardei e sempre comparei, foram e serão o meu porto seguro, os que eu quero para me alimentar.

Fui traída pelo destino mais uma vez, porque sim, porque me iludi, porque eu acho que só devemos ser fieis a nós próprios, ás nossas vontades e sentimentos, porque a vida é nossa e as transversais são só nossas, tao nossas como a pele e o ar que respiramos. Mas eu não estou certa pensas, porque as pessoas a vida e os astros não concordam com o que é só meu…..porra, eu só te queria sentir….  

Eu não te queria roubar a vida, eu não me queria matar numa reta sem travões. Só queria olhar para o lado e abraçar te, sentir a tua respiração ofegante junto do meu pescoço e bem devagarinho perder-me em ti e ousar sentir.

Coloquei a chaleira a ferver, fiz o chá que aprecio e sentada neste cadeirão deslizo os dedos pelo teclado enquanto revejo o momento, e lentamente te perco….

Sou nada nesta vida, faço tudo, invento horas, mas o que realmente importa e não consigo ter….

Abraço-te no silencio da noite, num Adeus profundo, porque a vida não nos permite um ate já.  Entrego-te o meu sentir selado com lagrimas salgadas, para guardares no livro da memória, e quando eu já não estiver ca, terás sempre a certeza que eu fui tua sem ser……

terça-feira, 18 de outubro de 2016

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Grita....

……..e quando as lagrimas brotam no silencio, silencia os pensamentos e transforma as utopias. Grita de raiva, solta as revoltas e empurra as maldades.
Sim, todos temos momentos maus, todos já tivemos vontade de desistir certa vez. É nesses momentos que nós julgamos imperfeitos, que encontramos semente que germina e alimenta as nossas conquistas.
Somos terra fértil, somos ar, estrelas a cintilar, talvez agua que bate nos rochedos, que molda a passagem, que alimenta os arvoredos de uma sublime paisagem.
…Também aí há tempestades, gritos de revolta, sons ensurdecedores. São as lagrimas que escorrem, num rosto lavado percorrem que limpam e alimentam.
….nas margens destes ribeiros proliferam as ervas daninhas. A maldade que nos acompanha, ou as invejas e cobiças inocentes, mas, e como toda a impureza é levada com as correntes.
Silencia as utopias e grita o desejo do bem e da paz interior. Percorre em silêncio as tuas vontades, esquece as maldades e a felicidade vem.
Neste mundo mais que imperfeito, não te conformes ou desistas, faz de ti instrumento das tuas vontades, agarra o que te faz bem, o resto….sim, o resto deixa que a corrente leve.
 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Mar e Ar...o que eu respiro


A água envolve-te os braços, beija-te o sol brilhante, são vontades limitadas apenas por um instante.
O mar que te envolve, é sal que te tempera, é magia que enlouquece, um desejo que impera.
Utopias ou talvez não, que envolvem a fotografia, partilhas em contra mão de uma luz que erradia.
A brancura do sal aconchega a magia predileta, tempera as ilusões, as rimas do poeta. Selvagem, ou talvez não, o sonho que enlouquece, magia ou ilusão, a vontade prevalece.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Apenas a minha imaginação

Esta noite senti-me levitar, adormeci com palavras no ouvido.
 Senti o perfume do aconchego.
 Sonhei-te...
Fechei os olhos, tive a ousadia de te querer tocar, sentir de volta a toa caricia e não era a sonhar.
Abracei-te em pensamento, aconcheguei-me nos teus braços, adormeci no teu peito sem vontade de acordar.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sonhos


Despida de preconceitos na limpidez dos sonhos, procuras a magia no espelho da realidade. Tristemente encurralada na limitação, que não te permite exprimir, adormeces. Voltas ao sonho profundo, onde a magia acontece e rasgas horizontes. Perdes-te algures numa montanha perfeita. Descobres a nascente de água límpida e transparente, procuras felicidade nos traços de um rosto já cansado, mas belo. O vento balança teus cabelos, entoa um som melodioso, rasga fronteiras com o aroma a jasmim. A garça que passa, transmite liberdade, inspira-te e és feliz. Sonha-te selvagem….  
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sinais

Como posso ver sem te sonhar, como posso esquecer sem te ter…?Perguntas, reticencias, sinais sem sentido neste sentido da vida. Ouso desobedecer á vontade, vislumbro luz…eu sei que é ofusca e o brilho desapareceu. Não quero, não pretendo contrariar a razão, porque a verdade diz não. Sou o ser que não aparece, que não deixa marcas nem vontades, sou noite que não amanhece nem nas tempestades, nem em realidades.
Escondi-me de mim, não quero ver quem sou, porque me envergonho…entristeço…sou o ser que me magoou. Lagrimas deslizam em desalinho num compasso sem retorno alinhado, marcam páginas do meu pergaminho em ânforas bem guardado.
Como posso ver sem te sonhar, mato o sonho, risco vontades, escrevo silêncios, aceito realidades? Diz-me tu como faço….Tranco o ar, abro torneiras, fecho a estrada, arranjo fronteiras?
Sinais…
Apenas sinais num simples e velho vidro, não em belos vitrais. Transparência límpida de uma realidade apenas, um reflexo presente duma saudade persistente e de uma vontade ausente.    

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Estou cansada....


Estou cansada… tão cansada, não sei se de viver de trabalhar, pensar ou sofrer.

Sinto-me vazia, os ecos do desejo,  já não os ouço, perdi essa capacidade. A vontade de subir montanhas e gritar bem alto para ouvir o retorno desmoronou-se. A magia das cores do acordar perderam os tons, e o anseio de gotas de água límpidas transformou-se em líquido barrento. Meu Deus! Não quero morrer comigo, não vislumbro vida num sinal singelo, mas não quero morrer sem dizer adeus. Partir sem deixar saudades, partir sem que, uma única linha se identifique comigo. Não. Não tenho tempo. O Tempo foge-me por entre os dedos, as palavras límpidas e lucidas não correspondem á vontade dos outros.(….) E eu quero que os outros gostem. Eu não sou ninguém. Ser sem razão, energúmeno sem princípios, sem vontades sem sonhos. Sim, porque os sonhos morrem quando não os alimentamos e eu sou uma pedinte. Ser singular, irregular, sem vontade própria, porque só uma importa….ser feliz. Incompetente, incapaz e ridícula. Nem isso consegui.

Estou tão cansada da solidão, da falta de um sim ou de um não. Cansada de me amparar, porque nunca tive esse privilégio, ser amparada, ouvida, apoiada. Reconheço a minha culpa. A minha independência foi paga a preço de diamante. Desvalorizou, não vale nada. Não valho nada.       

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Revolta


 
Revolta
A minha revolta-me, e afoga-me os pensamentos, os meus dilemas transbordam, as mágoas ferem o mais íntimo e profundo do meu ser. Demarco-me de banalidades ofuscas ,e a limpidez da alma dá voz a minha existência. Correiem-me as incertezas, desprezo o indeciso…
Eu gosto de sim ou não!!!
Gosto da luz, tal como o quero ou desprezo. Gosto da chuva tal como as ideias claras que assumem sentimentos. O nevoeiro da incerteza baralha-me os sentidos e nem sempre encontro transversais de sentido inverso.
Desprezo….desprezo muito quem me toma por burra, quando simplesmente, sou apenas observadora de vidas mal vividas, de sentires sem chama, de viagens sem paisagem.
Desprezo…Odeio….Simplesmente porque sim….
Eu sou assim, mulher de palavras, mulher que gosta de certezas nesta vida incerta.
 Mulher simples, mas não burra….

..essa menina

Quem foi uma menina igual a esta Quem teve o privilégio de ser toque e carícia Terra nos pés descalços, sorriso no rosto Alegria e correri...