quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sonho

Fechei os olhos…sonhei acordada…
Não era difícil…estava inebriada…
Hum…Sinto o teu cheiro…
Devagarinho vou-me aproximando…
Olho teus olhos…passo a passo vou andando.
Paro perto de ti…olho-te com timidez…
Sinto um arrepio na pele…é a primeira vez!
Perdi-me em teus olhos
Um silencio que dizia tanto!
Aproximei-me como que por magia ou encanto.
-Toquei-te…sem luxúria…
Queria apenas saborear
Um arrepio na pele
A vontade de te abraçar.
Segui o instinto…o desejo alcançado…
Encontrei-me em teus braços…hum.
Vontade de saborear o pecado.
Rocei meus lábios em tua pele
Encontrei o desejo partilhado…
Senti o teu suspiro
E o beijo desejado.
Perdi-me na química da partilha,
Encontrei-me em desejo incontrolado
Em teus braços envolvida
Num momento desejado.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Momentos


Hora sublime de um entardecer,
De um verão belo com cheiro a jasmim,
São notas de musica as palavras…
Aquelas que por nós entrelaçadas, são poemas para mim.
 
São feitiço forte e verdadeiro…
Magia ou pura ilusão…
São horas sentidas em silencio…
São batidas de um coração.
 
É a hora do dia em que o relógio funciona
As horas viram minutos, minutos que nem segundos são
Os segundos não aparecem
Em momentos de sedução.
Não sei se chove ou é apenas calor
Hum…o aroma a terra molhada…
Nesta tarde inebriada
A vida tem mais cor.










terça-feira, 2 de agosto de 2011

Feitiço

Feitiço
A timidez das tuas palavras
Inebriam o meu pensamento…
Ó que loucura! Sentir-te tão perto…
Como o sol, as estrelas, ou a brisa do vento.
Chegas-te de mansinho, com rimas num olá,
Descobri-te devagarinho…
Admirei-te tão sozinho…
Mudas-te algo de lá para cá.
És verbo no presente,
Pecado em qualquer tempo…
Magia ou feitiço…
Sinónimo bom de tormento.
Abracei a tua timidez com arte …hum.
Na névoa de um amanhecer,
Desapareceram as nuvens por toda a parte,
Resplandeceu o sol ao nascer.
O perfeito inverso do verbo odiar
Tomou conta deste momento
Será feitiço, será magia…?
Descobriremos com o tempo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Morte

Morte lenta de quem vive
Que passa pelo belo, sem dar por nada…
Ó triste!
Na vida este mundo existe
O céu, o mar, as estrelas a brilhar
Tu tens a porta fechada.
Moribundo… sempre andando,
Sem o cheiro apreciar
Ó aroma Silvestre! Ó como é belo!
Mas em nada o vai encontrar.
Morrer de pé andando,
Caminhos palmilhando
Ó cansaço matreiro…inimigo traiçoeiro …
Teimoso de mansinho
Colocas tudo em desalinho.
A névoa ronda…
Ó morte disfarçada…
Insiste em envolver este velho sofrer,
Ou  vida amargurada…

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Caminho


CAMINHO

O prefeito inverso de felicidade, torna-se presente
Que loucura…
São assim ecos, bem rudes os meus versos
Com rimas perdidas, vendavais dispersos.
São punhados de lúcidas verdades,
De caminhos selvagens e de loucuras,
Triste…dilacero o coração
Por no meio de ruídos, encontrar a solidão.
Sou cinza que se desfez, em chamas de endoidar,
Sonhos de uma certa vez…
Foram-se para além do mar.
A lua disse-me:
-Encontra o caminho.
Sem resposta parei de andar.
Escrevi velhos pergaminhos, em horas mortas e a soluçar.

domingo, 19 de junho de 2011

Levei a tua Flor....nunca deixarei de o fazer.

Hoje fui ao cemitério

Reencontrei amizades
Vi rostos cúmplices...amigos!!!
Lembrei do passado com saudades.
.....
Amizades sempre presentes.( mesmo ausentes!)
Perdidas aos vinte anos...que idade!!!
Companhias de aventuras
De voz guardo a verdade..
....
Aquela verdadeira...sincera,
Que não engana nunca ninguém
Poucas que passam por nós na vida...
Nesta falsa e fingida...muito amarga e sofrida.
.....
A lágrima que choro
Alimenta a tua Rosa..
A névoa vem...o sol põem-se
Nesta vida dolorosa.
.....
Esta saudade que não morreu
No dia em que partis-te
Guardo-a só para mim
Tudo o que era NOSSO existe.
......


sábado, 18 de junho de 2011

Tempo para parar


A vida é cheia de coisas boas e coisas más...
Eu quero paz....
Quero dormir sem acordar....
Viver sem sonhar....
.......
Pergunto-me:
Porque sou assim?
Porque quero sempre algo mais?
Porquê esta insatisfação?
.......
Talvez não preste...
Talvez seja um ser que não vale nada...
Talvez uma pessoa inacabada....
Talvez não tenha mais nada...
Talvez seja para morrer assim...
..........
Eu sei que não presto....
Na vida me detesto...
Morro aos poucos talvez...
Dou aso á altivez....
Para esquecer a minha pequenês....
....................
Hoje apenas digo sim...
Quero morrer....
De que vale a pena sofrer....
Sentir a alma doer....

terça-feira, 14 de junho de 2011

Utopia



Embalada com a musica das tuas palavras,
Com o som do bater do coração,
Fechei os olhos,
 Perdi-me em ritmos de paixão…

Voltei a traz no tempo…saboreei a vontade de desejar…
Sonhei que te tinha….Dormi…Voltei a acordar…
Ser a tua LUA em noite escura…
Ser dona do sonho que dois alimenta…
Querer-te, tão longe e tão perto, que loucura!!!

Um abraço longo, um suspiro, um estremecer…
Um olhar cor de mel que murmura sem falar…
Uma carícia, envolta em desejo…
Uma música que passa e nos ajuda a saborear.

Sonhei ter-te…envolver-te…
Em carícias desejadas, quando á noite debruçada
Á lua confidenciava, o quanto te queria…
O quanto te desejava!

Foste página preenchida num livro da minha vida…
Guardei-te com carinho, junto a uma pétala de rosa,
A saudade verdadeira, por vezes traiçoeira,
Regressava… teimosa.

Desejava ter-te ,em carícias desejadas…
Ser um pouco de ti…saber-te dentro de mim.
em noites acordadas…

Ser da tua alma suspiro…
Os lábios que te arrancam um gemido…
Ser tremor na tua voz…
Um segredo ao ouvido.

Quero com desejo
Devorar-te o pensamento…
Ler em ti cada palavra, cada verso, cada tormento.

Em teus lábios quero sentir o consolo…
Em meus seios o desejo contido…
A luxúria de dois corpos envolvidos
Numa química de um amor proibido.





sexta-feira, 13 de maio de 2011

Teimosa….



A rosa solidão desabrocha numa manha fresca de nevoeiro,
Orvalhada a pétala envolve o botão
Como braços que aconchegam a tristeza…a solidão…
Teu aroma suave, como pele envolvente,
Aconchego predilecto,
Um sussurro…um afecto….
Sonhas com a Primavera, na frescura, na solidão,
Num raio de sol, num canto de rouxinol,
Nas horas, nos minutos, na imensidão.
E a nuvem diz-te sem rodeios:
-Não esperes…
Os espinhos são teus anseios.
E tu doida insistes em desabrochar,
Ver apenas a luz do sol,
No horizonte o teu farol,
Na esperança de te aconchegar.


Emoções


Um dia encontrei-te simplesmente por acaso…
Descobri-te aos bocadinhos…deliciada deixei-me levar,
Simplesmente enamorar…
Quando dei conta estava embalada, pela musica que tocava,
Que contigo partilhava.
 Ao som do trinar de uma guitarra
Suspirávamos pelo primeiro beijo…
Um encontro desejado, talvez para saciar o desejo.
Queria tão pouco, contigo partilhar,
Fazer o que ainda não foi feito
Que me deixava sonhar.
É pedir de mais ao universo, talvez mais uma utopia,
Porque dois não fazem o que um sonha
Realidade nesta magia.
Imaginei ser um pouco tua,
Mesmo longe queria ter-te…
Deixei minha alma nua, mas preferi perder-te.
Por entre carícias imaginarias,
Ao som da tua música deliciosa
Preenchi horas solitárias, numa balada harmoniosa.
Esta página tão perfeita, acabou por ficar em branco,
Qual velho pergaminho, encontrado em desalinho,
Mas belo com o seu encanto.
Palavras por escrever, que sempre virão á memoria,
Saudades traiçoeiras, sempre verdadeiras,
Rasgam a história.
Uma história que não existe,
Por não chegar-mos a partilhar,
Simplesmente ficção, nesta minha solidão,
Neste meu embalar…ao dormir…ao acordar…ao deitar.

Trovas de Trancoso.

Trago comigo na memória  As lembranças  do antigamente A feira de Trancoso Que juntava muita gente. A feira do gado era rainha D...