O ar fesco no rosto te lembrará que a paz é mais importante e você merece.
segunda-feira, 28 de outubro de 2024
tente
Se o dia for mau, tire um café, respire fundo, solte um grito, lave a cara e tente novamente. Se mesmo assim continuar mau, desligue-se da corrente, saia e deixe o vento te guiar.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 26 de outubro de 2024
Neblina
Neblina.
Na estranha névoa do amanhecer
Envolvida em pensamentos tenebrosos, quero perder-me….
Sim….
Perder-me em labirintos sem retorno, em silvados sem saída e perder-me…
Sim….
A luz não aparece, o dia não amanhece e eu quero perder-me….
Sim…
Morrer simplesmente, sem nada para pensar, quero perder-me
Sim…
Nesta névoa envolvente a ela me entregar, quero perder-me
Sim…
Não sou deste mundo, sou apenas vagabundo, não quero mais chorar, quero perder-me
Sim…
Desistir de tudo e de nada, nesta nobre madrugada, quero perder-me
Porque não?
Se eu me entrego de corpo e alma e esta dor não acalma
Porque não?
Se apenas não sei viver, evitando este sofrer, quero apenas morrer
Porque não?
Seria a entrega total, ninguém me faria mal
Talvez sim… me perca….porque não sei viver….
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 25 de outubro de 2024
Roseira brava
ROSEIRA BRAVA.....
Eu sou silvestre ou roseira brava…Que germinou no bardo de um silvado
Rompi por entre espinhos…Num dia de céu nublado.
Porque a dor contagia tudo em redor…Fere calma e lentamente
A esperança de uma flor…O coração mais resiliente.
Suspiro para aliviar a alma…Da dor que em mim provoco
Espinhos são tormentos…desejo…Das lágrimas que em mim sufoco.
Ai de mim que não sei viver…Agarrada por entre espinhos
Contemplando a beleza desta natureza…
Histórias vou escrevendo…Velhos pergaminhos.
De utopias…fantasias… em dias de sol ou noites frias
Voam com o vento…Com elas o sofrimento
E regressam novos dias.
Nas pétalas das minhas flores…Encontro a harmonia desejada
Ou fantasiada…
No aroma o alento…Fecho os olhos um momento
Embalo a dor…Espanto o sofrimento.
O grito que solto…Sem querer, talvez
Faz eco, atravessa montanhas
Mistura-se com o zumbir do vento
Provoca as notas mais estranhas.
Numa melodia que embala…encanta
Encontro o ombro amigo…desejado
Partilhar é dividir e assim subtrair
Um destino já traçado.
Nestes bardos da vida…Em que germina o sofredor
É constante a despedida…Nesta vida repartida
Entre as silvas e uma flor.
Escrevo duas linhas…Rabisco um roseiral
Guardo-as…são só minhas
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Especial
*****
Sonhar-te especial nesta vulgaridade de vida,
Apenas um começo determina em tanta hora perdida.
Jasmim…Aroma campestre que confunde a minha fantasia…
Tudo o belo é agreste, dia e noite…noite e dia..
Ser a estrela cadente que contigo conversa ao Luar,
Ser magia resiliente, num sonho ao acordar.
E porque no sonho me és…lembro a saudade,
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Boa tarde
Que tenhas
Aconchego para o vento
Telha para a chuva
Bebida quentinha junto à lareira
Sonhos, risos
Paixão e amor...
Perto de ti quem amas
E Muito mais que possas desejar.
Eu hoje desejo-vos uma boa tarde de sexta feira
Tarde de Outubro, de Outono, de fim de semana.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Somos especiais
*****
Sonhar-te especial nesta vulgaridade de vida,
Apenas um começo determina em tanta hora perdida.
Jasmim…Aroma campestre que confunde a minha fantasia…
Tudo o belo é agreste, dia e noite…noite e dia..
Ser a estrela cadente que contigo conversa ao Luar,
Ser magia resiliente, num sonho ao acordar.
E porque no sonho me és…lembro a saudade,
Num dia de sol brilhante, em noite de tempestade.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
Somos
🌸❤️🌸🦋💐
Somos como um caderno e um lápis, depende de quem nos usa.
Somos enciclopédia com varias historias para alguns.
Para alguns somos poesia, versos de amor.
Para outros somos papel rasgado de correspondencia nunca enviada.
Somos mistério, que muitos pensam ter decifrado.
Somos água cristalina quando nos damos e entregamos.
Na verdade somos caderno e lapis com uma historia por escrever
Com reticencias e pontos de interrogação
Somos nós, veneno, paixao, liberdade, desilusao.
Somos somente singelos na imensidão do mundo.
A borracha perdeu se e o fim está por escrever
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
Dores
Às vezes, acontece assim: começa a doer-nos um dedo da mão ou talvez a canela da perna e damos pela presença de uma pequena farpa de madeira encravada no dedo ou pelo desenho vivo de um arranhão na perna. Não sabemos como aconteceu, porque na altura não doeu. Há muita coisa de que não nos apercebemos até doer. Depois, já que a dor é uma consequência, tentamos encontrar a sua causa. Recuamos no tempo e fazemos um esforço de memória para nos lembrarmos daquilo que nos passou ao lado e acabou por nos ferir, um dia depois, às vezes vários dias depois.
Não é só com as pequenas farpas de madeira ou com os arranhões que isto acontece. Às vezes, há outras feridas que só abrem mais tarde. Quando abrem, vêm lembrar-nos daquilo de que não demos conta no momento ou não quisemos dar. Feridas que surgiram por não darmos importância, no momento em que deveríamos tê-lo feito, a coisas que eram tudo menos inofensivas. Percebemos isso só depois, quando começa a doer. Então, recuamos no tempo e percebemos que nenhum esforço de memória custa mais do que o esforço que fazemos para seguir em frente com essa dor atrás.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 22 de outubro de 2024
Dificil viver
Dificil é ser sal e açúcar
É ser tempero e sabor
Dificil...
Sim, é dificil perceber qual é a medida certa.
Ausência ou solidão
Presença ou aconchego
Dificil...
Sim, é difícil seres tu e agradares
Ou mais ainda, dificil é agradares sem seres tu.
Dificil é mesmo o contrário de facil
Numa conta de mais subtrair...
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 19 de outubro de 2024
Vazio
A vida dilui se na imensidão da beleza.
E o tempo passa...
A vida passa...
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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