sábado, 30 de abril de 2011
Dia da mãe..
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Neblina.
Na estranha névoa do amanhecer
Envolvida em pensamentos tenebrosos, quero perder-me….
Sim….
Perder-me em labirintos sem retorno, em silvados sem saída e perder-me…
Sim….
A luz não aparece, o dia não amanhece e eu quero perder-me….
Sim…
Morrer simplesmente, sem nada para pensar, quero perder-me
Sim…
Nesta névoa envolvente a ela me entregar, quero perder-me
Sim…
Não sou deste mundo, sou apenas vagabundo, não quero mais chorar, quero perder-me
Sim…
Desistir de tudo e de nada, nesta nobre madrugada, quero perder-me
Porque não?
Se eu me entrego de corpo e alma e esta dor não acalma
Porque não?
Se apenas não sei viver, evitando este sofrer, quero apenas morrer
Porque não?
Seria a entrega total, ninguém me faria mal
Talvez sim… me perca….porque não sei viver….
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 17 de abril de 2011
Triste
De querer e não saber
Tenho uma dor profunda
Que por vezes me inunda
E me faz enlouquecer
Dói-me a ignorância
De não conseguir transpor
Em frases bonitas
Toda a minha dor
Velhas mágoas de infância
E as marcas que guardei
Uma página em branco
Um livro que não fechei
Apesar de tudo...
Choro... Chorarei...
Por pena de só saber
O tão pouco que sei.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Entrelinhas
Encontrei-me, na pétala de uma rosa
No nascer de um novo dia
Num espinho que faz sangrar
No rosto de quem sofria.
Perdi-me, num por do sol inebriante
Na água que corre sem parar
No voo de uma gaivota
Que por entre nuvens cruza o mar.
Sozinha, sempre às voltas com as entrelinhas
Desfolho velhas páginas
Descubro pétalas perdidas
Palavras escritas, frases só minhas.
Recordo o voo de um condor
Voa baixo, bem baixinho…
Leva o imaginário ao meio da multidão
Desvanece a solidão…
De um pobre passarinho.
Tenho saudades…ó! Tantas…
Da lágrima que conseguia cair
Da emoção contida
Da névoa a imergir.
E porque hoje não choro?
-Sei lá, sei apenas que já não sinto
Tornei-me em não sei quem
Depois de percorrido determinado labirinto.
Ó vida louca a nossa…
Que nos consegue surpreender
Descobrindo simplesmente
Que a felicidade está no sofrer.
A mágoa dói sem se ver
Transporta-nos para a solidão
Acompanha-nos dia e noite
Como esfinges de vidro fere o coração
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 26 de março de 2011
Juro...
Juro….
Que as palavras não são vãs,
Que o sentimento é intemporal, juro que o silencio é verdadeiro,
Que as palavras não vêm, que o destino é matreiro. (…)
Juro…
Que o tão pouco é tanto,
Que o tempo tem mais encanto, em horas de monotonia,
Que o temporal vira sol, o nevoeiro nostalgia. (…)
Juro…
Que ainda é um mistério,
Que a vontade de descobrir, tiram-me o sono, é verdade,
Que acordo durante a noite, sinto saudade. (…)
Juro…
Que não sei se é um vicio,
Que quero a utopia, eu sei,
Será bom ou mau…descobrirei. (…)
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Roseira Brava
Eu sou silvestre ou roseira brava…Que germinou no bardo de um silvado
Rompi por entre espinhos…Num dia de céu nublado.
Porque a dor contagia tudo em redor…Fere calma e lentamente
A esperança de uma flor…O coração mais reziliente.
Suspiro para aliviar a alma…Da dor que em mim provoco
Espinhos são tormentos…desejo…Das lágrimas que em mim sufoco.
Ai de mim que não sei viver…Agarrada por entre espinhos
Contemplando a beleza desta natureza…
Histórias vou escrevendo…Velhos pergaminhos.
De utopias…fantasias… em dias de sol ou noites frias
Voam com o vento…Com elas o sofrimento
E regressam novos dias.
Nas pétalas das minhas flores…Encontro a harmonia desejada
Ou fantasiada…
No aroma o alento…Fecho os olhos um momento
Embalo a dor…Espanto o sofrimento.
O grito que solto…Sem querer, talvez
Faz eco, atravessa montanhas
Mistura-se com o zumbir do vento
Provoca as notas mais estranhas.
Numa melodia que embala…encanta
Encontro o ombro amigo…desejado
Partilhar é dividir e assim subtrair
Um destino já traçado.
Nestes bardos da vida…Em que germina o sofredor
É constante a despedida…Nesta vida repartida
Entre as silvas e uma flor.
Escrevo duas linhas…Rabisco um roseiral
Guardo-as…são só minhas
Encontro-me nas entrelinhas, sobre um luar celestial.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 18 de dezembro de 2010
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Instantes...
Os locais por onde passo
Que guardo num recanto, bem lá no fundo,
Deles sinto nostalgia,
Em qualquer parte do mundo.
Cheiro a maresia, com aroma de pinhal,
Uma cadeira baloiçante,
No regaço, um lápis, desenhando o postal.
Ouço a rola, som tão belo.
As ondas que batem na rochedo,
Sentada, ou embalada,
Ao som do arvoredo.
Lugar perfeito, para um perfeito pensador,
Longe de tudo, longe do mundo,
Fecha os olhos sonhador.
A pinha balança, num ramo de pinheiro,
Uma gaivota que passa,
Em terra de marinheiro.
Vento suave, brisa que acalenta,
A dor vai desaparecendo,
Os sonhos envolvendo,
A esperança renascendo.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 27 de julho de 2010
ADEUS
Adeus
Como é que eu te digo adeus…
Sem antes me abandonar a mim?
Como é que eu te choro…
Sem ter pena da minha tristeza?
(…) Diz-me amor, simplesmente…
O que foi já não é…
A mocidade perdeu-se em tardes e noites de nevoeiro.
O sonho…a quimera…são apenas isso, porque a vida sem eles nada é.
É simplesmente a miragem, duma duna perfeita ou de um oásis ideal.
Como é que eu te digo adeus….
Talvez, nas areias movediças…
No temporal que se desvanece….
Ou tão simplesmente na lágrima que cai (…)
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Vazio
Lentamente á toa
Olhos insensíveis
Órfãos de juventude
Vagos no captar
Quebram memórias
Esvoaçam por lugares incertos
Vagamente reais.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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