sábado, 26 de março de 2011

Juro...

Juro….

Que as palavras não são vãs,

Que o sentimento é intemporal, juro que o silencio é verdadeiro,

Que as palavras não vêm, que o destino é matreiro. (…)

Juro…

Que o tão pouco é tanto,

Que o tempo tem mais encanto, em horas de monotonia,

Que o temporal vira sol, o nevoeiro nostalgia. (…)

Juro…

Que ainda é um mistério,

Que a vontade de descobrir, tiram-me o sono, é verdade,

Que acordo durante a noite, sinto saudade. (…)

Juro…

Que não sei se é um vicio,

Que quero a utopia, eu sei,

Será bom ou mau…descobrirei. (…)



quinta-feira, 3 de março de 2011

Roseira Brava

Eu sou silvestre ou roseira brava…Que germinou no bardo de um silvado


Rompi por entre espinhos…Num dia de céu nublado.

Porque a dor contagia tudo em redor…Fere calma e lentamente

A esperança de uma flor…O coração mais reziliente.

Suspiro para aliviar a alma…Da dor que em mim provoco

Espinhos são tormentos…desejo…Das lágrimas que em mim sufoco.

Ai de mim que não sei viver…Agarrada por entre espinhos

Contemplando a beleza desta natureza…

Histórias vou escrevendo…Velhos pergaminhos.

De utopias…fantasias… em dias de sol ou noites frias

Voam com o vento…Com elas o sofrimento

E regressam novos dias.

Nas pétalas das minhas flores…Encontro a harmonia desejada

Ou fantasiada…

No aroma o alento…Fecho os olhos um momento

Embalo a dor…Espanto o sofrimento.

O grito que solto…Sem querer, talvez

Faz eco, atravessa montanhas

Mistura-se com o zumbir do vento

Provoca as notas mais estranhas.

Numa melodia que embala…encanta

Encontro o ombro amigo…desejado

Partilhar é dividir e assim subtrair

Um destino já traçado.

Nestes bardos da vida…Em que germina o sofredor

É constante a despedida…Nesta vida repartida

Entre as silvas e uma flor.

Escrevo duas linhas…Rabisco um roseiral

Guardo-as…são só minhas

Encontro-me nas entrelinhas, sobre um luar celestial.

sábado, 18 de dezembro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Instantes...

Os locais por onde passo

Que guardo num recanto, bem lá no fundo,

Deles sinto nostalgia,

Em qualquer parte do mundo.

Cheiro a maresia, com aroma de pinhal,

Uma cadeira baloiçante,

No regaço, um lápis, desenhando o postal.

Ouço a rola, som tão belo.

As ondas que batem na rochedo,

Sentada, ou embalada,

Ao som do arvoredo.

Lugar perfeito, para um perfeito pensador,

Longe de tudo, longe do mundo,

Fecha os olhos sonhador.

A pinha balança, num ramo de pinheiro,

Uma gaivota que passa,

Em terra de marinheiro.

Vento suave, brisa que acalenta,

A dor vai desaparecendo,

Os sonhos envolvendo,

A esperança renascendo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

ADEUS

Adeus


Como é que eu te digo adeus…

Sem antes me abandonar a mim?

Como é que eu te choro…

Sem ter pena da minha tristeza?

(…) Diz-me amor, simplesmente…

O que foi já não é…

A mocidade perdeu-se em tardes e noites de nevoeiro.

O sonho…a quimera…são apenas isso, porque a vida sem eles nada é.

É simplesmente a miragem, duma duna perfeita ou de um oásis ideal.

Como é que eu te digo adeus….

Talvez, nas areias movediças…

No temporal que se desvanece….

Ou tão simplesmente na lágrima que cai (…)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vazio


Lentamente á toa
Olhos insensíveis
Órfãos de juventude
Vagos no captar
Quebram memórias
Esvoaçam por lugares incertos
Vagamente reais.


sábado, 29 de maio de 2010

Diz-me,,,

Diz-me, amor, se te pertenço,

Conta-me a beleza do teu sonho eleito,

Aninha-me em tuas palavras, junto ao teu colo.

Arranca-me suspiros amor…suavemente junto ao peito.


Conta-me…mostra-me a luz, neste verso embriagado,

Num arabesco fantástico…presumo,

Em gestos…ao som dum ritmo descompassado.


Encontras-me em mastros sem velas,

Em brisa leve, ou temporais,

Em rabiscos de aguarelas,

Num copo, num toque ou num banho de sais.


Suspiros dum sonho sonhado,

Entregues numas mãos de raça,

Num enleio onde já não sei quem sou,

Se vivo, se morro ou o amor que passa.


Sonha-me em veludo…com lindos laços de cetim,

Numa tarde de Outono…dois corpos em abandono,

Pétalas no chão, perfumam o coração…bálsamo para mim.


E aquela estrada…miragem…que nos leva ao sabor do vento

Pálidas sedas encharcadas, com gotas de suor e saudade

Sensações que são, alentam…o gosto…a liberdade.

sábado, 15 de maio de 2010

Não sei,,,


A minha voz diz:
Grita perdidamente
Já não sei quem sou
Não sou parecida com gente
-Talvez seja.....
Um sonho que passou,
Uma insónia doente,
Ou, alguém que muito amou
Sou dor perdida
No labirinto da vida
Sou coração doente
Que tenta seguir em frente.
Gosto da preta noite
Tão imensa e triste
Vejo-me abandonada
Para mim nada existe
Sinto que não valho
O chão que me suporta
Mas...encho-me de orgulho
Pois valerei depois de morta
Aí,terei tudo.....
Flores...Lagrimas....Saudades....
Parto, mas sei que fico
Deixo as minhas realidades.

domingo, 9 de maio de 2010

Nascer do sol,,

É bom renascer todos os dias..
O pouco que é tanto..
A magia,,

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Alguem disse:

“Em assuntos do amor são os loucos quem tem mais experiência. Sobre o amor, não perguntes nada aos sensatos: os sensatos amam sensatamente, o que equivale a nunca ter amado”

Trovas de Trancoso.

Trago comigo na memória  As lembranças  do antigamente A feira de Trancoso Que juntava muita gente. A feira do gado era rainha D...