quarta-feira, 26 de junho de 2013

Oh desejo meu!!!

No silêncio da noite, as letras ordenadas em palavras, faziam eco no meu pensamento…
Acredito em Anjos, dizias….
Mentira…não há Anjos, não sou Anjo.
Sou apenas o ser que entendeu o teu sentir, que leu nas entrelinhas a mágoa da tua saudade.
A melancolia transparente mostrou de ti um ser especial…ultrapassas-te a vulgaridade do banal e entras-te no sublime dos desejos. Pensamentos.
Vozes que ecoam saudade… momentos abraçados como pele que roça numa caricia de luxuria. Temporal… onde a saudade brota como rosa vermelha cheia de espinhos…suor das tuas entranhas numa dança de paixão.
Feliz…a diva dos teus pensamentos, a dona dos teus desejos, aquela que abraças na solidão do teu quarto, e beijas como gota de orvalho numa manha quente de Primavera.
 Oh desejo!  
Aquele que contagia, aquele que te abraça numa caricia de ternura e te envolve na magia do querer…sim… delícia de momentos únicos em braços que aconchegam.
Sonha e vive o sonho…guarda a saudade no baú da vida, rasga os pergaminhos que te atormentam, e encontra a paixão que alimenta os sonhadores….

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sentir

Sentir…
Quantas vezes, nós passamos pelos minutos a correr
Quantas vezes, sentimos que o tempo passa e tudo está igual
Quantas vezes, experimentamos a sensação do vazio, numa vida tão cheia?
Temos vontade de parar…respirar e sentir….
Hoje senti. Senti, no silêncio do nosso olhar
Na palavra que não saía
No breve roçar de braço…hum.
O tempo parou várias vezes
E a vontade de correr contigo,
Não deixar o tempo parar para os dois, era verdade….
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

O velho estava fraco, cansado e pensava…

 
Velhos tempos que já lá vão
Triste…hoje recordo me de ti
Quando em moço te segurava pela mão….
Sinto tantas saudades como no dia em que parti.!!!
Fui para longe…pobre de mim!
Corri mundo sem parar
Vi a lua companheira
Vi o sol desabrochar.
Acompanhou-me a saudade
Do muito que para traz deixei
Vivi a minha realidade
Mas de te amar não parei.
Hoje o tempo passou…
Recordo-te…moça da minha Aldeia
Que a janela da minha rua enfeitou
Com um sorriso alegre….Teus cabelos ao vento…
O teu olhar que me enfeitiçou.
Há lá vida que se assemelhe
A este encanto que povoa o Céu
Á melodia da tua voz
Ao teu dia que não é meu…?
E assim as palavras viajam, flutuam,
Tropeçam em recordações
Regressa o encanto, a magia,
Dos velhos corações.

Há dias assim....belos, mas frios.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Perfeito Inverso


 
 

Sinto o coração triste

Um sentir que não sei definir….

Uma mágoa profunda que tantas vezes me inunda

Uma sombra sem partir.

Uma lagrima que cai

Um sussurro que transborda

A magia que se vai, um sentimento que acorda.

É a dor, aquela que tento espantar

Aquela que tento diluir…

Ela regressa traiçoeira, em mensagens de subtrair.

O perfeito inverso tornasse presente

Da mágica palavra felicidade…

O sonho vive ausente

Desta estranha realidade.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Nada mais revoltante que uma conclusão inesperada.

 
Idealizamos em pessoas que nos rodeiam, pequenos Cristais, peças raras e valiosas, simples e singelas, mas com um valor inimaginável. Soltamos brados em defesa das nossas esperanças, gritamos ao vento, sim, este ar é bom…!
Meu Deus, quantas vezes nos enganamos, quantas vezes vemos o cristal partir, e somos feridos com uma espécie de esfinges de vidro, que massacram e ferem sem dó nem piedade.
Tentar encontrar peças valiosas que não partam, nem firam quem as rodeia, sem dó nem pensar é um caso raro. A humildade desaparece, quando as luzes ofuscam as almas e engrandecem o orgulho. A esfinge ganha asas e corrói as entranhas de um anjo. Pena, muita pena, pois o sonho esvai-se, a desilusão magoa, a realidade é visível.
E assim se quebram magias, assim nos consciencializamos que o mundo é redondo e ninguém é perfeito. O cristal passa a ser uma peça de Bordalo Pinheiro, tosca, grosseira, mas resistente. Magica com suas curvas e fraquezas no Olhar, mas consciente. Consciente que a magia se vai tal como no filme: E tudo o vento levou…  

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Duvidas...tantas...


A loucura faz parte de mim…
Sinto uma estranha sensação de sentimentos descontrolados,
Devaneio que me fazem estremecer, proibições que me fazem sentir…
Sentir louca…
Um ser incompreendido…Meu Deus!!!
Que faço eu da vida, quem julgo eu que sou?
Louca.
Talvez…liberal…intemporal…
Acredito que, perdida em dias que não são meus,
Em momentos desejados…sonhos controlados de sentimentos descontrolados.
Namoro a beleza das letras, caso com as palavras e perco-me num livro sonhado.

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Louca?

Qual é o limite ente a loucura e a sanidade mental, pergunto-me com frequência. A existência da nossa vida trama-nos, coloca-nos em labirintos em que o retorno é quase uma tarefa impossível. Por vezes tenho dias que coagi-to a minha própria existência, em que o meu viver não faz sentido, em que o som da minha voz já não entoa, porque se perde na falta de capacidade de resiliência. Sou tudo e sou nada. Sou sonho intemporal, que se perda na realidade da vida. Sou mãe, filha, esposa, mas nada faz sentido, o meu desígnio não é comprido, a minha vontade não passa de utopia. As minhas ideias e Ideais não passam de loucuras aos olhos dos outros, e os meus medos assolam-me. Não quero este sentir, não quero este viver, mas é tarde, tão tarde, e eu não tenho força. Os sonhos perdem-se, as ideias desvanecem e o meu eu deixou de existir em toca de um mundo perfeito. Já não ganho batalhas, as guerras já não são um fim, simplesmente um acomodar. Vivo. Vivo uma vida que não sonhei, porque os meus ideais perdi-os. As minhas vontades não são prioridades, os meus sonhos vão sendo apagados. Já não tenho capacidade. Já não sei quem sou, nem sequer porque vivo. A ideia dita cobarde por alguns, voltou, e vai me acompanhando cada vez que me sinto mais inútil e imprestável…. Há uma linha que separa a loucura da sanidade mental, mas não a consigo ver……sinal que estou louca.      

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O teu abraço


Fechei os olhos, no silêncio da noite saboreei o teu abraço.
Como sinto o teu cheiro e respiro a nossa ternura!
Como te quero sem dizer…
Perder-me nesta aventura.
Saber que não te posso ter, é martírio.
Sinto sem querer, que não me queres…
Tento apenas preencher esta vontade de te abraçar,
Esta loucura de contigo partilhar…um momento saborear.
O teu bom dia é balsamo…é tempero… é esperança…
Neste dia que em ti penso, e me iludo mesmo sem acreditar,
Que os momentos que idealizo contigo, são apenas desta louca, a sonhar.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um ser talvez...

           
Sou sombra num entardecer,
Aquela que acalma teu olhar!
Sou apenas eu…Um ser entre muitos…
Aquela que traz nos olhos a alma, o temporal em tarde calma,
A tortura do anoitecer, em sombra bucólica e íngreme…
Um ser, apenas eu…
Uma alma que se alimenta de metáforas,
Ao sabor do vento, grande distância!
Sou eu a sombra, o beijo dos sonhos…
A bebida de medronhos que embriaga a nostalgia…
Apenas aquela….
 Som da tua distância, rabiscos de uma infância, ou página em branco…
Imagem de um caminho que te alimenta na escarpa do delírio.
Ó nostalgia!
 Ó mágoa em noite fria…que despe teus desejos…
Adormece e morre sem teus beijos…
Apenas eu…com a tortura de um pensar.

Cores