Aprendi, que ir é assustador, esperar é sufocante e a angústia é constante.
Aprendi, que nós não controlamos nada
Nem nós trilhos nem na estrada.
Aprendi que viver é uma aventura
Seja na doença seja na cura.
Aprendi que a solidão mata devaginho
E que tantas vezes a cura é o carinho.
Aprendi que mexer na terra alivia
A dor que asfixia.
Aprendi que há noites longas e silenciosa
Manhãs dolorosas.
Aprendi que pouco somos nesta vida
Quer seja alegre ou sofrida.
Aprendi que muita gente pensa saber tudo
Mas o que verdadeiramente sabe é mudo.
Aprendi a selecionar amizades
As que em silêncio sabem as minhas verdade.
Aprendi que o importante é viver
Mesmo que seja preciso sofrer.
Maria C. Pena
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