Onde a força me acompanhava,
Onde o imprevisto era batalha
A ausência existência, bela ramada.
As batalhas eram só minhas
numa luta constante,
numa travessia indomável
a cada metro, a cada instante.
O vento levava sombras e promessas
Partiam com a dor do caminho
Fui chamada de imprudente
Por somente abandonar o ninho.
Deixei o medo
Escutei o coração
Aprendi a ser eu
Em momentos de solidão.
Quando no palco cair o pano
Quero que vejam a verdade
A essência de mim mesma
Ainda que a morte me traga saudade.
Assumo de ombros erguidos
Esta estrada tão dolorosa
Vivi sozinha, acompanhada da luta
E sem palmas me sinto saudosa.
Se perguntarem se valeu cada cicatriz
Apenas respondo:
Fui dona do que fiz.
Caminhei
Sorri, sofri
Fui eu
Desde a hora em que parti.
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