Moram em mim para me trazerem angústia, dor e sobressalto.
Acompanham me na noite escura, nos dias corridos, nas tardes calmas.
Adormecem às vezes quando me distraído, mas acordam ao mais pequeno sobressalto.
Moram em mim, teimam em não me abandonar, são fiéis, teimam em ficar.
Quero tirar lhe a casa, fazer delas sem lar, mas são tão teimosas, não me querem abandonar.
Esta redoma enfeitada é pouso na solidão,
Teimam em ficar, embora eu queira que não.
Moram em mim traiçoeiras, más do pior que há, acompanham me subtilmente, num abraço envolvente em dias de vida má
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