domingo, 1 de março de 2026

Olhando para trás

Nas noites mais lentas, onde a vida passa e a dor se mantém, espreito a janela do tempo.
Sigo uma linha e desfiando algodão  encontro me num emaranhado de mim mesma.
Recondo temporais e monotonias, recordo risos e lágrimas.  Lembro me tão  bem dos olhos vendados, queria enchergar e a cegueira turvava me a lucidez. Eu só  queria ver. Ser luz de mim própria, do caminho que sonhava, da vida que eu queria.
Era dificil não  ser equilíbrio, não  ter um foral e na minha inocência  era impossivel sentir o correto.
Na escuridão  das noites da vida, perdi de mim o muito que podia ser tudo.
Hoje olhando pela janela da vida percebo  muita coisa. Os semafros nem sempre acenderam  na hora certa e eu perdi me de mim mesma.

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