terça-feira, 5 de janeiro de 2021
ficas
...e ficas, e nós ficamos gravados em páginas preenchidas num livro pintado de vermelho, com palavras de silabas aconchegantes, nas vírgulas de um caminho reto com sons sonoros nas transversais. E seguimos com a luz da lua, o brilho das estrelas e o sonho dos cometas e o silêncio da noite.....
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 3 de janeiro de 2021
luz
Eu queria ser a tua luz, o teu espelho que seduz. Alma poeta, sonho guardado, vida intensa, o teu pecado….
Olhar para ti, ver te feliz e descobrir a flor de lis. Somos os dois o azul escuro num por do sol firme e seguro.
Quero guardar te no aconchego em noite escura, ser dela teu medo, só tu e eu na utopia de um sonho a dois, que é fantasia.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Somos
Somos o ar que respiramos, os sonhos que temos, os sorrisos que dividimos e as montanhas que subimos. Somos tão somente simples e singelos seres na imensidão do universo. Pequenas gostas de orvalho numa madrugada bucólica e íngreme.
Somos…os seres que anseiam por ter e ser na ânsia de alcançar o perfeito inverso do verbo odiar.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
palavras
Vamos trabalhar as palavras como se fossem pessoas…
Vamos lá acariciar no beijo e tocar no encontro.
Sim, somos lânguidos no expressar, por isso vamos abraçar, sentir, renovar, tocar e apalpar.
Trabalhemos as palavras e demos uso a linguarejar.
Beijemos com delicadeza e sorrisos ao separar. Vamos dar trabalho as palavras.
Ouçamos o som da fonética, acariciemos o desejo. Demos sons as palavras com a língua que dá um beijo.
Maria Clara
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Para ti Mulher
PARA TI MULHR...
O sol espreita por entre as frestas de um roseiral, raios que brilham em dias de temporal…A ausência de beleza efémera de luzes que o palco pede, dói. Oh cenas intemporais dum sonho que a vida concebe. (…) Desce o pano, apaga o fulgor, três pancadinhas vida ao redor…Cristais que brilham, Mulher Princesa, Joias raras entregam-te sua beleza. Seres mais que perfeitos, na escarpa do teu percurso, pensamentos diversos de um diadema ofusco.
Hoje, um dia como tantos outros, vêm há memoria vidas vividas, momentos únicos partilhados, os especiais apenas guardados num baú de madeira maciça com segredo Chinês. Oh tradição de bom Português! Sótãos, catacumbas, velhos sobrados, apenas guardados.
Um trinar de uma guitarra, embala a nostalgia, o som do silêncio acolhe, o poema, a melodia… Parabéns a ti Mulher, onde as rugas brotam com vaidade, um sorriso engrandece um ser, que merece eterna felicidade. Apaga a tristeza, rega a paixão, vive a beleza do amor, a imensidão!
Um ser entre muitos, mas apenas tu… acalma os temporais, ou levantas vendavais. Sorris na tristeza, rezas na dor do pobre sofredor. Então é assim que tu és, um ser entre muitos, mas apenas tu…não dizes adeus quando tens que lutar, não enxugas as lágrimas quando te apetece chorar. És diferente, há uma visão e uma chama em ti, a tua jornada é a imortalidade em busca de felicidade. A montanha é alta, o rio longo e fundo, mas tu Mulher, moves montanhas, bracejas águas, chegas ao fim do mundo, não te atreves a desistir, porque o desafio é o teu mundo.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
Não gosto desta época, destapam-se as amabilidades, os gestos simpáticos, as fantasias de natal são levadas tão a sério, que muitas vezes julgamos serem verdadeiras.
Desculpem o desabafo, mas o verdadeiro Espírito é tão mais grandioso que me retrai as amabilidades de momento.
Sejamos tudo todo ano, todos os dias e aí sim o mundo seria diferente.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
haverá
Haverá sempre pessoas que guardamos.
Haverá...
Sou grata por fazer parte da vida de pessoas que no silencio do nosso existir têm um valor imensurável....
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
Outono
E quando chega o Outono, depois de tantos Outonos, percebemos que temos que começar a arrumar gavetas. É uma tarefa difícil, mas necessária, é misturar o agridoce com sal e juntar a pimenta no papel envelhecido e amarelado.
É altura de riscar vírgulas em parágrafos longos e somar antes de subtrair.
Arrumar gavetas num Outono de tantos e seguir numa linha com interrogações e esperar pelas esclamacoes.
As folhas caiem, os zumbidos do vento são velhas melodias sem notas falsas, e a dança das palavras volta numa gaveta desarrumada.
É Outono, altura de arrumar gavetas....
Maria Clara.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Utopia
Podia ser eu...
Queria que fosse eu.
Era mágico.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 6 de dezembro de 2020
Há dias assim
Há dia em que a felicidade não brota, em que a semente não germina, em que a Alma adoece, em que o sonho morre e a desilusão aparece.
Há dias que a morte é anseio, em que as folhas caídas apresentam temporais..O sonho devaneio, do mais comum dos mortais.
Há dias em que a terra árida não deixa morrer a semente, e a ideia de um sonho utópico vive ausente....
Há dias assim....
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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