sexta-feira, 17 de abril de 2009

VELHO PIANO


Velhos toques como rosas a desabrochar
A melodia campestre.
Dedos que palmilham com rigor, jeito e delicadeza.
Velhas plantas, paisagem agreste.
Ouvindo calmamente notas belas inigualáveis,
Transportam o sonho para longínquas paragens.
Cada uma é uma história, vivida com ternura.
Dedos delicados, sons com doçura.
Perfume sentido da rosa lado a lado.
A musica que sai do piano degradado.
Arco-íris companheiro, de notas rebatidas,
Com horas sempre contadas
Nem sempre aproveitadas ou bem vividas.
Melodia que prende, pelo som e muito mais.
Uma lágrima que escorre, rosto abaixo e logo cai.



quinta-feira, 16 de abril de 2009

Cristais


Há coisas que nos parecem únicas, intocáveis,
Mas o cristal também parte
E a deceção toma conta de nós.
Cacos espalhados,
A lágrima em desalinho
Faz-nos acreditar
Que talvez fosse outro o nosso caminho.

sábado, 11 de abril de 2009

PARTILHA


Quando a profundidade do que sentes

Não te sai pela boca

ESCREVE.....

Saboreia....

Acredita no que é teu

Sonha...partilha

Escreve o que te vai na alma

Depois entenderás..

O sabor agridoce que é só teu,

O ser maior que qualquer

Tu és....eu sei que és

Sonha....

Partilha.

Amigas


Amigas....

Como eu vos sinto assim

Sei que estais perto

Mesmo tão longe de mim

Acompanhais meus passos

Ledes os meus pensamentos

Viveis tão longe....

Estais comigo a cada momento

Não preciso dizer

Tudo o que penso

Vocês sabem, eu sei

O nosso universo é imenso

Dão-me força se preciso

Ouvem-me quando eu chamo

São uns seres imensos....

Umas amigas sempre presentes

Não é preciso estar sempre junto

Meu coração não mente

Deus vos guarde

Honestas e verdadeiras

Serão sempre para mim

As minhas amigas primeiras

Já eleitas pela voz do coração

Serão sempre guardadas

Embora pensem que não.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

FELIZES


São ricos os mendigos

Pois não tem morada certa

Vivem dentro deles

Tem o céu como coberta

Pois não tem palácios

Mas vendem alegria

São estrelas no palco da vida

Mesmo em qualquer manha fria

Calam-lhes a voz

Nunca os pensamentos

Vivem felizes

Com os seus tormentos.


 

terça-feira, 7 de abril de 2009

Tudo tem fim


Resolvi apagar o rasto
De caminhos percorridos.
Curvas…contra curvas,
Adrenalina e muitos perigos.
Caminharei apenas, com cálculos e medidas,
Apenas por sendas direitas,
Por estradas planeadas,
Trilhas já feitas.
A dor cansa.
O retorno não compensa.
Ficam as cicatrizes,
Nesta pequena existência.
O tudo ou nada não é tudo.
O muito é uma estrada com dois sentidos,
Encontrar nela as diferenças,
Dos passos percorridos.
Quando não tem saída e continuamos a caminhar,
Sabemos que será para o fim,
Pois não há como voltar.
Ficam as pegadas numa terra movediça,
Com elas o sofrimento,
Apagam-se com o sol ou gatas de água,
Ou simplesmente com o tempo.
 

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Lirios


Como os Lírios plantados no jardim
Que voltam sempre na Primavera
A mocidade foi...
O passado é a Quimera
E lá longe...
Tão longe...
Revivo cada dia
Cada frase nãoO ser humano é grande quando as suas atitudes o engrandecem.
Um ser humano superior não precisa de um Dr. a traz porque o seu comportamento, o seu desempenho nesta sociedade é a grande prova de vida que qualquer um pode dar a si e aos outros. 
O grande triunfador é aquele que atua sem ninguém saber, nunca o que diz que faz, ou vê fazer aos outros em prol do bem comum.dita
Cada encontro não Tido
E os Lírios voltam sempre na Primavera
A vida passa
O sonho esvai-se
São cores...
São pétalas...
Roxas, Amarelas
Umas caiem, outras sobrevivem
Como os lírios plantados no jardim
Que voltam sempre na Primavera..



domingo, 5 de abril de 2009

TU


Tu...

Foste chuva

Do céu caíram pétalas

Cegas-me....Confundes-me

Tu...

Inspiras-me, sufocas-me

Arrastas-me com o perfume das rosas

Odeio-me porque existo

Anseio por ar

Para viver desapareço

Tu...

Pétalas de livro

Páginas em branco

Tudo e nada...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

UTOPIA


Vagueio por sitio nenhum

Entregue á utopia

Atravesso, não embarco

Conquisto tormentas

Cruzo montes e vales

Desbravo com caneta e papel

Com olhos que não vêem

Com pincel que não tenho.

A minha vontade cobarde

De sonhar, velha quimera

Passo pelo querer

Existo sem ser

terça-feira, 31 de março de 2009

UMA TELA

Quando a saudade aparece
E não consegues lidar com ela
Pega numa caneta, num papel
Talvez num pincel, pinta uma tela
Vive a lembrança se é feliz
Esbate-a se for amarga
Mas se a pintares, pesa menos como carga
Lembranças como esfinges
Perfeitas mas perigosas
Tempero que não amarga
Tão diferentes, tão gustosas
Saudades do não vivido
Ou da vida que já lá vai
De uma juventude cheia
Da memoria nunca sai
Pinta um abstracto
Talvez dê para decifrar
Avida completa de quem nunca deixou de sonhar

..essa menina

Quem foi uma menina igual a esta Quem teve o privilégio de ser toque e carícia Terra nos pés descalços, sorriso no rosto Alegria e correri...