quinta-feira, 5 de março de 2026

Pergaminhos da vida

Sabes, há  coisas que não  contas a ninguém, são  o teu bem mais precioso, são  as tuas memórias  mais ricas. Tens a sensação  que se as partilhas deixam de ser tuas, passam a ser de quem as conhece. São  coisas tão  simples, mas julgas que ao partilhar elas voam, saiem do teu control e o sublime perde se num qualquer sopro de vento.
A haragem da madrugada guarda-as em ti com relíquias cheias de requinte e brilho. São  as tuas coisas. São  os teus pensamentos. São  o teu eu mais secreto. Tudo tão  teu, aquilo que não  mostras na gargalhada espontânea, na lágrima sofrida ou no copo de vinho tinto partilhado.
 São  as tuas coisas, as que comandam o teu cerebro, as que te fazem sorrir em silêncios, ou verter lágrimas  ao som de uma música. 
São  muito para ti, são  mais que o efémero, pois ficam e não  te abandonam, são  a tua vida paralela, a que não  partilhas e te faz perceber  que nesta vida és  uma incomoreendida, um ser alienado do comum dos mortais. És  humana, mais que imperfeita, mas que te faz sentir viva.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Pergaminhos da vida

Sabes, há  coisas que não  contas a ninguém, são  o teu bem mais precioso, são  as tuas memórias  mais ricas. Tens a sensação  que se as par...