A haragem da madrugada guarda-as em ti com relíquias cheias de requinte e brilho. São as tuas coisas. São os teus pensamentos. São o teu eu mais secreto. Tudo tão teu, aquilo que não mostras na gargalhada espontânea, na lágrima sofrida ou no copo de vinho tinto partilhado.
São as tuas coisas, as que comandam o teu cerebro, as que te fazem sorrir em silêncios, ou verter lágrimas ao som de uma música.
São muito para ti, são mais que o efémero, pois ficam e não te abandonam, são a tua vida paralela, a que não partilhas e te faz perceber que nesta vida és uma incomoreendida, um ser alienado do comum dos mortais. És humana, mais que imperfeita, mas que te faz sentir viva.
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