sábado, 7 de março de 2026

Dor

Trago na Alma a raiva que não  sei controlar
A angústia que me mata
A dor que me provaca
O amor que não  sei amar.
Trago mágoas  que inventei
Virgens  que não  fiz
Sonhos que não  sonhei
Tornei me num ser infeliz.
Cruzei montanhas
Fiz trilhos e transversais
Guardei saudades nas entranhas
Sorri gritando em vendavais.
Sou mestre em diagonais
Perita em reticências
Sábia  em pontos finais
Marca registada em ausências. 
Trago a Alma dorida
Sem cura, isso é  verdade
Neste mundo ando perdida
Sofro, porque sozinha já  não  sei ser saudade

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