quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

TARDE...TÃO TARDE. Quando cheguei finalmente, e te encontrei Numa noite fria com um mágico luar Ouvi o som da tua voz, sem te conhecer Num silêncio que embala o verbo escutar. Encontrei-te, finalmente! Magia de encantar! Percebi num minuto, o que iria acontecer: Sobre a lua que ilumina As estrelas apadrinham, este belo envolver! Beijei os astros…Que loucura Numa procura em vão, velhos tormentos, Pés descalços, olhos vendados Em ramos de rosas, Sentimentos! E há dezenas de anos eu era jovem! E em desespero pergunto ainda: Se eu fiz tudo para te encontrar Porquê só agora, nesta vida finda? Tarde…tão tarde!. Finalmente encontrei-te… Então choro amargamente, esta lágrima envolvente Por não te ter encontrado…velho castigo E nesta busca teres estado sempre presente. Inútil…Alegria feita de tormentos São como flores lançadas ao vento… E a vida é uma busca…tortura Para os poetas um alento ou sofrimento.

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Belo amanhecer da Beira