Foi tanto que guardamos para a vida o chão, as portas e janelas, lembramos os pratos velhos de barro riscado, as colheres de lata e as tejelas.
E aquele caldo de grão, com sabor a carne da cabeca e couve ripada?
O bucho do porco na matacina?
Ai a saudade da casa dos avós!!!
Chovia e a velha telha pingava, o alguidar guardava a água para acrescentar a panela do porco, sim, porque a mesma fogueira fazia comer para todos.
O pechorro de barro aquecia o vinho no inverno frio, ajudava a aquecer a alma, a alma e as dores.
Anoitecia e o vento zumbia, la longe na serra o ribeiro de água delineando seus trilhos desaguava no lameiro produtivo.
No escuro Inverno, a luz da candeia apaga se, era o vento vindo do norte anunciando a chegada da madrugada e com ela o cieiro cortante.
Abençoado lenço, era de merino negro, pontas desfiadas com o uso. Era o adorno mais bonito das memórias da avó. Tanta classe ao costurar as combinações de linho, pelas suas mãos fiado, pelas suas mãos bordado.
A casa dos avós foi escola, foi sonho ilusão.
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