terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pomba branca

Sempre que uma pomba branca  levanta voo, percebemos que não  somos da terra, não  viemos para ficar, mas ficamos ao voar. 
Sinto uma ligação  estranha  entre as penas brancas e as penas da dor, da saudade, do verbo partir.
 A paz que me aconchega e o lacremejar sem dor, só  saudade e aconchego num colo que me diz presente, num colo que ao partir fica, num colo que me diz segue. 
Que coisa estranha, que sentir onde o partir e o ficar se cruzar no perfeito verbo amar. 
Sei onde a pomba me leva, sei o que me quer dizer, eu deixei crescer essa verdade em mim, por cobardia ou necessidade, hoje sinto que é  verdade. 
Sempre que alguém  parte fica em nós, nunca nos deixa sós.

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