Sempre que uma pomba branca levanta voo, percebemos que não somos da terra, não viemos para ficar, mas ficamos ao voar.
Sinto uma ligação estranha entre as penas brancas e as penas da dor, da saudade, do verbo partir.
A paz que me aconchega e o lacremejar sem dor, só saudade e aconchego num colo que me diz presente, num colo que ao partir fica, num colo que me diz segue.
Que coisa estranha, que sentir onde o partir e o ficar se cruzar no perfeito verbo amar.
Sei onde a pomba me leva, sei o que me quer dizer, eu deixei crescer essa verdade em mim, por cobardia ou necessidade, hoje sinto que é verdade.
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