O brilho e o temporal
Passo pela vida
Com a minha forma única, sem igual.
Aprendi a viver com pouco
Silenciando na minha quietude
Morrendo devagar
Neste crepúsculo da minha juventude
Embalo me com músicas
Escrevendo versos tão reais
Sonho com palavras, descubro vidas
Nas ruelas, transversais.
E no escuro que me escondo
Encontros as reticências
Perto duma qualquer virgula
Tudo em causa, as aparências.
Depois o sol vem
Espreita na fresta duma janela
As flores florescem
E a estrada deixou de ser ruela.
Dias, caramba!
E tão difíceis de suportar
A solidão aumenta
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