domingo, 1 de fevereiro de 2026

Vida

Entre a dor e a esperança 
O brilho e o temporal
Passo pela vida
Com a minha forma única, sem igual.

Aprendi a viver com pouco
Silenciando na minha quietude
Morrendo devagar 
Neste crepúsculo da minha juventude

Embalo me com músicas 
Escrevendo versos tão reais
Sonho com palavras, descubro vidas
Nas ruelas, transversais. 

E no escuro que me escondo
Encontros as reticências 
Perto duma qualquer virgula 
Tudo em causa, as aparências. 

Depois o sol vem
Espreita na fresta duma janela
 As flores florescem
E a estrada deixou de ser ruela.

Dias, caramba!
E tão difíceis de suportar
A solidão aumenta
Já bem eu me consigo aturar

Sem comentários:

Enviar um comentário

...a casa dos avós

...a casa dos avós foi colo, foi dor e é saudade. Foi tanto que guardamos para a vida o chão, as portas e janelas, lembramos os pratos velh...