terça-feira, 8 de setembro de 2026

Nada

Sou de sonhos, de vida e solidão 
Sou nada no meio de tanta gente
Sou nervo, raiva e saudade
Sou presente na dor, de mim  muitas vezes ausente.

Quero ser pássaro que voa
Voa alto e na tempestade
Necessito sentir o vento
Desbravar a angústia  por dentro
Matar aos poucos a palavra saudade.

Lembro do vento norte
Que trás  vidas de solidão 
Da brisa que aconchega
Que trás  cor e toque de mão. 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Sozinha

Sozinha rodeada de gente
A solidão que me acompanha
No Silêncio da Noite 
Amor ódio  que me entranha.

Odeio me, sinto me ninguém 
Vivo sem viver
Fico a existir 
Nesta vida de sofrer.


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Vento do Norte

Com este vento fresco
Sinto um arrepio a entranhar
Embalo o desconforto
Sinto os dias a passar.

Névoa  do vento norte
Gemidos no chilrear 
No canto dos pássaros 
Nas ondas do mar.

Gotas de orvalho que salpicam
As vestes brancas imaculadas
Sombras que se apoderam 
E trás  a nu memórias  guardadas.

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Agosto

Agosto teimoso
Mês  que nunca gostei
Não  sei se por ser quente
Ou por outro motivo, não  sei.

Mês  das chegas e partidas
Da bolacha baunilha e caramelos
Dos amigos que depois  das férias partem
Dos sorrisos, azuis,  cinzas e amarelos. 

Mês  Dos dias do governo
Serões  abafados  e madrugadas Frias 
Mês  que anuncia novo ano
Novos rumos, novos dias.

Nunca gostei de Agosto
Mês  da Feira e muitas festas
 Mês  de corte de rotinas
Mês  de polimento e limar muitas arestas.

Está  frio...
Hoje lembrei de memórias 
Lembrei porque não  gosto
Do Agosto e das histórias. 

domingo, 23 de agosto de 2026

Rasgam se os Céus

Rasgam se os Céus 
O som é  de tempestade
Ao longe os trovões 
Trazem me de volta à  realidade.

As primeiras gotas caiem 
Nas telhas ressequidas pelo verão  quente
Rasgam se os Céus 
Num cenário  envolvente. 
Agosto aproxima se do fim
Com ele os dias mais curtos vão  chegando
Nas páginas  de um livro velho
Saudades, esperanças  vou desfolhando.

O Céu  brilha
A chuva  refresca a temperatura
As rezas à  Santa Bárbara 
Vão  se fazendo na noite escura.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Vida cadela

A vontade de escrever coisas bonitas abandonou-me
Sei o quanto ando amargurada
Reconheço  a angústia em mim
Num dia sinto tudo, no outro não  sinto nada.

Esta vida que é  tão  bela
Mas as pessoas complicam tudo
Só  era preciso vive- la
Sem precisar de amarras, sem precisar de escudo.

Todos os dias o sol nasce
Mesmo estando nobelado
Todos os dias a lua vem
Caminhando lado a lado.

Só  precisava de sentir amparo
Nesta vida que não  sei viver
 Eu preciso de tão  pouco
Para viver sem sofrer...



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Nesta madrugada

Na madrugada escura
Onde o silêncio que impera
Ouço  o palpitar do peito
A angústia nervosa desta espera.

Salta, corre e sobressai
O medo que em mim sufoco
Fere, gemo e silencio 
A incerteza que sozinha provoco.

Qual animal solitário 
Que ousava vencer batalhas
Perdeu o fulgor
A vida mostrou lhe falhas.

Levo te comigo na noite escura
Numa madrugada  de Agosto
Já  não  fujo, já  não  choro
 Não  sei se de dor, de alegria ou desgosto.

Neste silêncio sozinha
A mágua ganha mais cor
A solidão  companheira
Sobrepõe se ao verbo Amor.

domingo, 16 de agosto de 2026

Nunca fui suficiente

Este sentimento alimentado que me transporta para uma nota vaga,
É  um sentimento de desilusão 
Uma angústia  que não  acaba.

Entristece me a dor
De nunca ter sido suficiente
Mágoa me a alma
Por não  me sentir gente.

ESSA gente imponente
Que julga ser melhor que eu
Esses seres que magoam
Quem já tanto sofreu.

Em tudo sinto a palavra insuficiente 
Por muito que me esforçe e tente
Não  estou no patamar certo
Não  me sinto gente.

Dói tanto
Dói demais, esta dor constante 
Ainda assim a desilusão 
Num viver constante.




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Manhã

Silencia se a manhã 
Num gesto nobre e atencioso
Palpitam veias que fazem viver
Num breve pensamento doloroso.

Num trilho breve percorro
Caminhos de esperança 
Na forte certeza
De sonhos de criança. 

É  leve o pensar
É  breve a ilusão 
É  nobre o agradecer
Do fundo do coração. 

Vejo o futuro
Nos sonhos que deixei
Acredito que vivi
Em tudo que criei.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

vida....Dia de eclipse

Os dias ainda são  normais
Deitar cedo e cedo erguer
Tentar agarrar a vida
Tentar sobreviver.

Hoje é  dia de eclipse  total
Dia que só  se repetirá  daqui a 100 anos
Dia de colocar os óculos 
Para aos olhos não  causar danos.

E a vida segue
 Numa espera  constante
Por longa é  sempre breve
Dias mais curtos daqui por diante.

Há  dias que não  são  fáceis 
Mas também não  têm  que ser
É  a normalidade
De quem tenta se agarrar à vida e viver. 





Nada

Sou de sonhos, de vida e solidão  Sou nada no meio de tanta gente Sou nervo, raiva e saudade Sou presente na dor, de mim  muitas vezes ausen...