Sou nada no meio de tanta gente
Sou nervo, raiva e saudade
Sou presente na dor, de mim muitas vezes ausente.
Quero ser pássaro que voa
Voa alto e na tempestade
Necessito sentir o vento
Desbravar a angústia por dentro
Matar aos poucos a palavra saudade.
Lembro do vento norte
Que trás vidas de solidão
Da brisa que aconchega
Que trás cor e toque de mão.