Não me assusta a morte, não me assusta o processo doloroso, assusta me sim a incapacidade permanente, o depender permanente.
Quando tomo uma decisão penso sempre ser a correta, mas nem sempre é.
A minha indecisão anterior, que me levou a desistir foi por medo, por não acreditar que talvez fosse o melhor. Têm sido anos de declínio a um ritmo assustador e de repente a oportunidade de repensar no assunto.
Uma nova equipa, um novo acreditar, um fornezim interior a colocar me em alerta. Há uma esperança de voltar aos trilhos, a estar de pé parada mais que 10 m, a ficar direita. É tentador.
Pode correr mal. Pode, mas há em mim um acreditar profundo que só é abalado quando acompanhada da solidão.
A solidão das horas mortas martiriza- me, assusta me e corrói me....