quinta-feira, 21 de maio de 2026

Silêncio

O silêncio mais perigoso encontro na multidão, 
na ausência  de partilha, nas horas barulhentas, no copo da mão. 
Sente se o vazio com ruídos à  mistura,
Sente se o risco do venho vinil
A saudade no som mais subtil.
O silêncio, o tal silêncio  que acompanha os poetas
O vazio da existência, das vidas mais secretas.

Ao longe uma miragem
A cor bucólica  do entardecer
O trinar de uma guitarra
Um silêncio ao amanhecer.

...e contigo poeta sou silêncio 
Sou ânsia  e nostalgia
Sou vida e solidão 
Sou letras e magia.

Silêncio....
Companheiro dos fadistas
Cor dos solitários 
Na tela dos artistas.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Utopia ...

Se silenciosa e misteriosamente a minha mão  toca se na tua..
Arderiam poemas na alma...
Sentiriam o colo com que embalo o teu pensamento.
Nasceriam frases feitas de silêncios  mudos..
Cresceriam flores por dentro das palavras...
E no corpo um abraço  de apego!

Se subtil e repentinamente  a minha boca te roubasse  um beijo...
Libertar se iam borboletas no ar...
Sentiriam o fogo que me aquece a alma...
Cresceriam sentimentos lascivos nos olhares demorados...
E nos  corpos a união  de um desejo mimado!

No silencio

A noite vai longa, o céu  está  estrelado
Os grilos cantam, fazem uma melodia harmoniosa.
No silencio da noite
Respiro o perfume de uma rosa.
Aroma que inebria 
Aconchega o pensamento 
Chego mais longe
Mesmo estando só no momento.
Ouço  o que importa
Um leve respirar
Sinto me a mim mesma
Indo, com vontade  de ficar.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Cada dia!

Cada dia, é um novo começo, mesmo que difícil  cabe a nós  transformar  a nova realidade em vida.
Cada dia, um novo sentimento, um apaziguar, uma vontade de seguir, de arranjar forma de adaptar. 
Cada dia que nasce, uma nova certeza, a minha companhia é a mais calma, mais prazerosa, tantas vezes me abstraio da realidade e volto de novo a sonhar, a sentir.
Não  tem sido fácil, reconheço  que não  só  para mim, mas sentir se na primeira pessoa é uma luta constante para tentar parecer diferente.
Vou continuar a voar nas asas de uma borboleta, no bico de uma caneta ou num abarrotar de papel reciclado.
Deixo as linhas retas duma folha de papel timbrado. Gosto mesmo muito mais do amarrotado

domingo, 17 de maio de 2026

Já não gosto

Já  não  gosto de dias longos, dias cansados, doridos, revoltados.
Já  não  gosto de fazer fretes, fazer impossíveis, sorrir e dizer ' está  tudo bem".
Não  gosto, porque esse tempo passou, esse tempo era leve e a paciência  voou. 
Cansam me as vezes que me dizem " estás  torta, endireita te".
Revolta me a impotência, a adaptação o tudo ser diferente.
Já  não  gosto porque, estou  cansada de mim e não  tenho que fazer fretes.
Dias longos....

sábado, 16 de maio de 2026

É Maio

É Maio
Uma dor no peito inunda todo meu ser, sinto uma angústia  que vem do fundo, não  tem explicação. 

É Maio
Mês  das flores, dos campos verdes e das cegonhas, dos passarinhos a chilrear  e os frutos a rebentar.

É Maio
Tempo de repensar, de missas e celebrar. Contradição  no sentir, no estar.

É Maio
O Mês  do sobressalto, das noites curtas, das madrugadas  longas e das noites de trovoadas.

É Maio
Ainda cá  estamos.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

https://youtube.com/@dor-j5m?si=cxBfBZCMzkvFnzWq

Amor

Amor na hora errada não  tem solução 
Fere o corpo, fere a Alma
Faz tremer na solidão. 

Perde se a vontade de viver
Em dias de sol brilhante
Passa se as noites a sofrer
Morre se num instante.

As estrelas não  brilham
O luar ofusca um olhar lengue
O por do sol fere calma e lentamente.

Amor na hora errada é  fado é  nostalgia
É poema guardado
É  trinar de guitarra em noite fria.

É morrer devagarinho
Partir sem permissão 
São  ideias em desalinho
Na mais profunda solidão. 

Amor na hora errada
É um constante esperar
Sentada numa cadeira
É um ir mesmo ficar.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

O que não vivi

O mundo lá fora corre, tem tanto para mostrar
Os sonhos que guardei, terei mesmo que embrulhar.
Queria escrever em cartas, guardar pergaminhos, deixar memórias guardadas, dos meu sonhos, dos meus caminhos.
Perdi- me, e não  mais me encontrei
Deixei passar o tempo e não  mais o alcancei.
Sonhei a vida, nas viagens que imaginei
Guardei retratos nos cliques que não  dei.
Perdi me....
Não vivi o desejado, hoje sinto que é  tarde
Já  não  tenho força, não  tenho vontade
Fica apenas  o querer..
Palavras escritas, sem viver a tal saudade.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Entrego me simplesmente

Estou cansada, cansada da vida de viver, de sofrer.
Cansada da expectativa, do sonhos que busco.
Cansada da lua do sol do lusco fusco. 
Cansada de mim, da arte, de dormir, de acordar.
Apenas cansada, não  consigo evitar.
Fecho os olhos, procuro socorro, encontro turbulências  e a viver morro.

Sou nada, sou ninguém 
Busco alento em quem o não  tem.

Morro em mim
Acordo, vivo acordada
Apenas sei que não  sou nada.

Silêncio

O silêncio mais perigoso encontro na multidão,  na ausência  de partilha, nas horas barulhentas, no copo da mão.  Sente se o vazio com ruído...