domingo, 15 de março de 2026

Sem força

Hoje estou sem força, permiti me descansar, tentar dormir, fechar os olhos e não  existir.
É domingo, dia de desanuviar, mas um sentimento doloroso estupido não  me dá  forças  para continuar.
Não  quero ser, não  quero penssar, não  quero abrir os olhos, não  quero jardinar.
Preciso, há  muito que não  tinha este sentimento de impotência, preciso parar, pensar na minha existência. 
Serei descartável, substituivel talvez, mas nunca por alguem superior, mais oportunista talvez.
As putas das dúvidas, que em horas impares me controlam, as traiçoeiras  inviezadas 
Que em dias maus me assolam.

Sou mais eu, mas estou desgastada, estou triste, cansada.

Sou teimosa, independente e infeliz, mas no regresso dou a volta, disso fala a vida que fiz.

Hoje só  quero fechar os olhos, nem as flores vonsigo cuidar, nem o botão  da camélia  me consegue alegrar.

Entrego me, vou, sou solidão, amanhã  o dia amanhece e com ele nova pressão. 

Agora caiem duas lágrimas 
Tentam limpar a alma
Amanhã  tudo melhora
Certamente estarei mais calma.

sábado, 14 de março de 2026

Um dia vou

Hoje não  me apetece escrever, tão  pouco viver.
Hoje é o dia que se segue  a um dia estranho, se por um lado compensador, gratificante devido ao trabalho, acaba por culminar num dia de sentimentos mistos, revolta, tristeza, angústia, mas sobretudo surpresa. A vida é assim. A vida prega nos partidas, mas nem sempre sabemos como encaixar as novidades trazidas com as vidas vividas. 
Como se absorve?
Como reagir?
Que atitude tomar?
Um balançar  de sentimentos numa vida cansada, numa vida entregue por inteiro, restando pouco para mim.

Para mim....
Eu que devia  ser a primeira pessoa da minha propria existência, que devia saber cuidar de mim, que devia dar um pontapé  e seguir....

Eu....
Eu não  sei fazer isso
Eu não  aprendi a priorizar me 
Eu não  aprendi a não  me preocupar
Eu não  aprendi a não  cumprir 

Sou....
Sou réstia  de uma vida
Sou dor constante
Sou empregada
Sou muito de coisa nenhuma

E perco me...
Perco-me  na vontade de partir
Perco me na ausência  de esperança 
Perco me nas noite longas
Perco me no trabalho

E um dia vou....
Vou e terei paz finalmente
Vou e deixarei saudades em alguém 
Vou e deixarei memórias  escritas
Vou e será  a vontade realizada de alguém 
Vou e lá  longe não  sei se voltarei a ver o que ficou
Vou e na imensidão  do universo os astros estão  alinhados e encontro a paz
Vou e não  volto
Vou, porque a vida é assim
Vou porque não  somos imortais
Vou porque a morte anda comigo.......

sexta-feira, 13 de março de 2026

Sexta -feira

A semana chega ao fim, 
Tudo parece renovado,
Os dias têm  sido cansativos, 
Mas com o sol a brilhar tudo fica mais animado.

Como as plantas aromáticas 
Somos tempero agridoce 
O palato nem sempre é  apurado
Nem sempre sabe bem o arroz doce.

Chega o fim de semana
Os dias são  de animação 
A casa está  sempre cheia
Dá  saúde  e faz bem ao coração. 

São  os tachos e as panelas 
A fugueira e o braseal
As flores e a jardinagem 
Alegria sem igual.

Os passarinhos anunciam a primavera
Com seu alegre chilrear 
As meruges nos ribeiros
E o cuco a cantar.

As túlipas  já  estão  floridas
As camélias  a brotar
Anunciam tempos novos
Só  temos que acreditar.


 

terça-feira, 10 de março de 2026

As cores do meu dia

Perco me no amarelo e no lilás 
Embrulho o pensamento no beringela 
Rasgo o coração  com tintas velhas
Rabiscando uma aguarela.

Sonho me em verde esmeralda
Percorro caminhos em cores castanhas
Envolvo a alma na timidez  do cinza
Rasgo o encarnado das entranhas.

Vivo os dias a preto e branco
Seguro os ponteiros do relógio  a cor de rosa
Ouço  músicas  que trazem o arco íris 
Envolvo trapinhos, restos de linhas em prosa.

Sou cores do meu dia
De muitos nublado
Sou letras e reticências 
Em noite escura ou céu  estrelado.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Doi

Assolam me as dores, as fisicas e as da Alma. Existo sem ser, vivo sem partilha. Apenas Dói. Dói  e nem o sol que esptreita é balsamo, nem o riso que chega é  alimento.
A loucura presente de um ser enesistente  é  real...e Dói, a angústia  vinda das incertezas, a vontade de querer e não  poder mata, corroi as entranhas ja doentes, correi uma vida que podia ser a minha, mas doi, doi e não  preciso dizer, não  preciso expressar, não  preciso partilhar. A dor é só  minha, mata me devagarinho com veneno espalhado nas veias  que pelo corpose espalha.
Dói....

domingo, 8 de março de 2026

8 de Marco 2026

Dizem que é o dia da Mulher, aquele em que infelizmente muitas ainda usam como desculpa para fazer algo fora da caixa.  Não  concordo nada com a forma inviezada em que este dia se transformou. Começou por ser um dia de luta, de liberdade, mostrar que merecemos respeito, que a igualdade é um direito, que podemos e devemos ser livres todos os dias. Infelizmente  a forma de festejo camuflado  ainda mostra que muito está mal, que ainda há  mulheres que apenas neste dia ousam ter coragem, apenas neste dia sente e se lembram que a vida é  delas. 
De facto não  é, de facto ainda há muita coisa mal nesta sociedade hipócrita, nesta sociedade que tem sempre o dedo apontado para a Mulher. Infelizmente a maior critica vem das próprias  mulheres, das tristes, das aziadas e até  das que realmente não  ousam desafiar o homem, o parceiro e se tornam frustradas. A sociedade atual esqueceu que a luta começou  cedo com Mulheres de garra, de valor e lutavam por algo que valia a pena, a luta não  se perdia na festa efémera  ou no postal de frazes feitas" feliz dia da Mulher". Mas que raio, dio eu, que sabemos nós  destes dias?  Acredito que 60% das mulheres que ousam sair para a farra este dia não  sabem a singular importância, mas nem por isso menos valiosa da causa. Tenho pena. Tenho pena que precisemos deste dia para ir.....
Tenho pena que num mundo em constante mudança  ainda seja preciso lembrar a importância  do que realmente importa. Tenho pena que as Mulheres que lutaram em fábricas pelos seu direitos pouco deixaram da mensagem, ou melhor, neste momento pouca Mulheres percebem a mensagem.
Por todas as que lutaram e lutam,  as sofreram e sofrem  por este mundo fora eu não  faço  festa, eu não  comemoro o dia de forma festiva.  
Às  Mãe  da guerra, as crianças mutiladas, as operárias  fabris, às  crianças que trabalham nas fábricas  da China, a todas que sofrem de violência doméstica, às  que por culpa das suas culturas são  obrigadas a vidas horrendas, a todas que de uma forma ou de outra esperam mais de nós.  Esperam denúncias  ativas, esperam que sejamos a voz delas, não  esperam que festejemos.

( e como diz o ditado" quem está  no convento é que sabe o que vai la dentro" Acredito que algo anda muito mal nesta sociedade de bem parecer. 

Se tiverem  coragem, sejam felizes.
Esta é a minha mensagem de 8 de Março  de 2026

Maria Clara Pena.

sábado, 7 de março de 2026

Dor

Trago na Alma a raiva que não  sei controlar
A angústia que me mata
A dor que me provaca
O amor que não  sei amar.
Trago mágoas  que inventei
Virgens  que não  fiz
Sonhos que não  sonhei
Tornei me num ser infeliz.
Cruzei montanhas
Fiz trilhos e transversais
Guardei saudades nas entranhas
Sorri gritando em vendavais.
Sou mestre em diagonais
Perita em reticências
Sábia  em pontos finais
Marca registada em ausências. 
Trago a Alma dorida
Sem cura, isso é  verdade
Neste mundo ando perdida
Sofro, porque sozinha já  não  sei ser saudade

sexta-feira, 6 de março de 2026

Mimosas

O aroma a campo chega devagarinho
É o perfume silvestre da mimosa
O cantar dos passarinhos anunciam
A época mais formosa.
Cheira a amarelo
A cor do acordar
A orvalhada vem dizer
Bom dia Portugal.
Somos o campo
As vilas e cidades
Somos somente vontades e vaidades.
Somos vaidosos
Gostamos do que é nosso
Ar puro e natuzeza
O que há  de mais valioso.
Chegaram as mimosas
Embelezam as colinas e montanhas
Dão  cor ao Interior
Sai nos vontade de viver das entranhas.


quinta-feira, 5 de março de 2026

Pergaminhos da vida

Sabes, há  coisas que não  contas a ninguém, são  o teu bem mais precioso, são  as tuas memórias  mais ricas. Tens a sensação  que se as partilhas deixam de ser tuas, passam a ser de quem as conhece. São  coisas tão  simples, mas julgas que ao partilhar elas voam, saiem do teu control e o sublime perde se num qualquer sopro de vento.
A aragem da madrugada guarda-as em ti com relíquias cheias de requinte e brilho. São  as tuas coisas. São  os teus pensamentos. São  o teu eu mais secreto. Tudo tão  teu, aquilo que não  mostras na gargalhada espontânea, na lágrima sofrida ou no copo de vinho tinto partilhado.
 São  as tuas coisas, as que comandam o teu cerebro, as que te fazem sorrir em silêncios, ou verter lágrimas  ao som de uma música. 
São  muito para ti, são  mais que o efémero, pois ficam e não  te abandonam, são  a tua vida paralela, a que não  partilhas e te faz perceber  que nesta vida és  uma incompreendida, um ser alienado do comum dos mortais. És  humana, mais que imperfeita, mas que te faz sentir viva.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Chegou Março

Ja é Março...
Emnbreve chega a primavera, estamos ávidos  de sol, tempo bom e muita paz.
O inverno foi tramado, trouxe  tudo de mau, vidas destruidas, prejuizos e muita revolta. Precisamos voltar a acreditar, deixar os jardins florir e os passaros chilrear. 
Eu preciso....preciso muito sentir primavera, um novo recomeço, um voltar a acreditar que o fim não  está  próximo.
Hoje o sol brilha, os calos cantam e os passarinhos dizem alegremente " olá ". 

Olá  vida, dá me força, deixa me sentir viva e mostra me que ainda há  esperança nesta vida rude, mas bela.

Sem força

Hoje estou sem força, permiti me descansar, tentar dormir, fechar os olhos e não  existir. É domingo, dia de desanuviar, mas um sentimento d...