Neste Outono da vida, onde a rosa teima em sobreviver. Vai perdendo o brilho com o fresco da geada, vai perdendo o fulgor com as madrugadas Frias, vai perdendo o medo de uma morte anunciada. É Outono e Novembro chegou, com ele o morno dos abrigos, o cheiro das chaminés que ao fim da tarde começam a encher o Céu de um branco movediço no Céu cor de fogo.
É Outono e a rosa teima. Teima em manter a beleza até ao fim, teima em morrer lentamente para perlongar a esperança da imortalidade.
....mas o seu fim está para breve, a manta do aconchego não existe para ela, apenas relento e frio cortante neste Outono de Novembro.
Maria Pena
@destacar