No silêncio da noite...
sábado, 23 de maio de 2026
Pai. 4 anos
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Silêncio
O silêncio mais perigoso encontro na multidão,
na ausência de partilha, nas horas barulhentas, no copo da mão.
Sente se o vazio com ruídos à mistura,
Sente se o risco do venho vinil
A saudade no som mais subtil.
O silêncio, o tal silêncio que acompanha os poetas
O vazio da existência, das vidas mais secretas.
Ao longe uma miragem
A cor bucólica do entardecer
O trinar de uma guitarra
Um silêncio ao amanhecer.
...e contigo poeta sou silêncio
Sou ânsia e nostalgia
Sou vida e solidão
Sou letras e magia.
Silêncio....
Companheiro dos fadistas
Cor dos solitários
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Utopia ...
Se silenciosa e misteriosamente a minha mão toca se na tua..
Arderiam poemas na alma...
Sentiriam o colo com que embalo o teu pensamento.
Nasceriam frases feitas de silêncios mudos..
Cresceriam flores por dentro das palavras...
E no corpo um abraço de apego!
Se subtil e repentinamente a minha boca te roubasse um beijo...
Libertar se iam borboletas no ar...
Sentiriam o fogo que me aquece a alma...
Cresceriam sentimentos lascivos nos olhares demorados...
E nos corpos a união de um desejo mimado!
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
No silencio
A noite vai longa, o céu está estrelado
Os grilos cantam, fazem uma melodia harmoniosa.
No silencio da noite
Respiro o perfume de uma rosa.
Aroma que inebria
Aconchega o pensamento
Chego mais longe
Mesmo estando só no momento.
Ouço o que importa
Um leve respirar
Sinto me a mim mesma
Indo, com vontade de ficar.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Cada dia!
Cada dia, é um novo começo, mesmo que difícil cabe a nós transformar a nova realidade em vida.
Cada dia, um novo sentimento, um apaziguar, uma vontade de seguir, de arranjar forma de adaptar.
Cada dia que nasce, uma nova certeza, a minha companhia é a mais calma, mais prazerosa, tantas vezes me abstraio da realidade e volto de novo a sonhar, a sentir.
Não tem sido fácil, reconheço que não só para mim, mas sentir se na primeira pessoa é uma luta constante para tentar parecer diferente.
Vou continuar a voar nas asas de uma borboleta, no bico de uma caneta ou num abarrotar de papel reciclado.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 17 de maio de 2026
Já não gosto
Já não gosto de dias longos, dias cansados, doridos, revoltados.
Já não gosto de fazer fretes, fazer impossíveis, sorrir e dizer ' está tudo bem".
Não gosto, porque esse tempo passou, esse tempo era leve e a paciência voou.
Cansam me as vezes que me dizem " estás torta, endireita te".
Revolta me a impotência, a adaptação o tudo ser diferente.
Já não gosto porque, estou cansada de mim e não tenho que fazer fretes.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sábado, 16 de maio de 2026
É Maio
É Maio
Uma dor no peito inunda todo meu ser, sinto uma angústia que vem do fundo, não tem explicação.
É Maio
Mês das flores, dos campos verdes e das cegonhas, dos passarinhos a chilrear e os frutos a rebentar.
É Maio
Tempo de repensar, de missas e celebrar. Contradição no sentir, no estar.
É Maio
O Mês do sobressalto, das noites curtas, das madrugadas longas e das noites de trovoadas.
É Maio
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
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No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Amor
Amor na hora errada não tem solução
Fere o corpo, fere a Alma
Faz tremer na solidão.
Perde se a vontade de viver
Em dias de sol brilhante
Passa se as noites a sofrer
Morre se num instante.
As estrelas não brilham
O luar ofusca um olhar lengue
O por do sol fere calma e lentamente.
Amor na hora errada é fado é nostalgia
É poema guardado
É trinar de guitarra em noite fria.
É morrer devagarinho
Partir sem permissão
São ideias em desalinho
Na mais profunda solidão.
Amor na hora errada
É um constante esperar
Sentada numa cadeira
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
O que não vivi
O mundo lá fora corre, tem tanto para mostrar
Os sonhos que guardei, terei mesmo que embrulhar.
Queria escrever em cartas, guardar pergaminhos, deixar memórias guardadas, dos meu sonhos, dos meus caminhos.
Perdi- me, e não mais me encontrei
Deixei passar o tempo e não mais o alcancei.
Sonhei a vida, nas viagens que imaginei
Guardei retratos nos cliques que não dei.
Perdi me....
Não vivi o desejado, hoje sinto que é tarde
Já não tenho força, não tenho vontade
Fica apenas o querer..
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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