terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

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UTOPIA


Juntemos as vozes num abraço

Na ânsia de muito mais querer

Andemos, procuremos um espaço

De luz fulgente que irradia a terra do nosso viver


 

Que a harmonia vibre e se manifeste

Que o humano não viva só de ilusão

Numa terra que é tão agreste

Aprendamos com crianças inocentes a abrir o coração


 

Na presença de quem amamos

Em doces lares que construímos

Nesta vida que frequentamos

Vamos fazer dela, o melhor que conseguirmos


 

Numa melodia calma, bela, simplesmente assombrosa

Esculpimos com rigor e perfeição

O esboço duma flor, talvez uma rosa

Com as nossas mãos, o martelo e o formão


 

Porque a perfeição não existe

Neste mundo de procura

Tentemos a aproximação

E comparemos com A ternura.

Caminho

 




Por entre as brumas dos atalhos

Ando...ando...para encontrar

Não sei o quê, mas vai fugindo

Velho percurso continuo a palmear



Eterna sonhadora

Que há de partir também

Dona de horas silenciosa

Desmaia com o fulgor que a luz contém



Ansioso desejo selvagem

Noite mágica de luar

No céu estrelas com imagem

Ao silencio volta para escutar



Pés nus

Por caminhos a florescer

Esfinges olhando

O belo dia a amanhecer.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Filhos de outras mães



Pensar em felicidade
Vem a memoria um botão de rosa
As crianças a correr
Uma noite gostosa


E quando um sorriso ao rosto vem
Demonstra toda a felicidade
É o presente, é o passado
A vida, a simplicidade


A viagem já feita
A pescaria sem nada pescar
O filme já visto
O livro por encontrar


O riso sem termo
A brincadeira enternecida
Um passeio de bicicleta
A queda conhecida


Páginas de vidas
Felizes, perfeitas
Um jardim a florir
Por entre ruas estreitas.



Pobre criança que dorme
No banco daquele jardim
Ai da mãe que o sofreu
E vê o seu filho assim


Mágoa maior não existe
Para a mulher que pare e ama
Ver o seu filho tão triste
Sem lhe poder dar uma cama

Menino de rua
Pobre e doente
És filho do céu
Ou de uma mãe ausente?

Sofres sem te queixares
Aceitas o teu destino
Mas a vida pode ser mais bonita
Principalmente a de um menino

Revoltem-se vozes caladas

 

DROGA

 

Jovem, tu que choras

Sem saber qual a razão

Uma vida que ignoras

Que outros vêm e tu não.


Só encontras desprezo e vives na ilusão,

Ali foste nascer, onde outros vivem e tu não.

Procuraste então a vida, la te espera a morte
Num beco sem saída, a solidão é a tua sorte!


Onde a amizade ficou, por detrás de um alguém,
Um alguém que tu já foste e agora não és ninguém.


Todos choram por ti, mas dominado já tu estás......
Escolheste-a, para tua parceira de nada és capaz.


Sem ela não vives bem,

Choras acordado sem sossego nem paz,

Estás perdido, levanta-te e sorri…

Se ainda fores capaz.


Força já não tens

Deixaste o vicio te dominar

Queres sair, mas já não consegues andar.


Lembra-te que também é para ti,

Que o sol nasce e cai a lua,
Num sentimento de prazer

Desta vida nua e crua.


. Vive não te deixes morrer....

Recorda-te que a vida é viver.


Só tu com o mundo…O medo e tu.
Droga ...porquê droga!
Foge não te deixes agarrar
Nesta vida que te afoga e não te deixa amar

Vem viver, vem sorrir, vem amar…
Num mundo só e real, Não vivas no sonho
O sonho não é viver, esse que vives é doentio e mau
E vi vê-lo é morrer,


Morre-se todos os dias
Com a ilusão da felicidade, procura-se um sonho
Encontra-se o inferno da realida

domingo, 8 de fevereiro de 2026

GUITARRA

 

Hoje, apenas ouço melodias tristes no trinar da velha guitarra…

Neste silêncio doloroso sinto a alma, meu Deus será que eu tenho alma?

Tanta duvida!!!

Tanta vontade de ver uma sombra no escuro, uma luz que nem sempre brilha.

Ó duvidas minhas!!! Ó incertezas verdadeiras!!!

Magia que procuro nesta noite escura, estrelas cintilantes companheiras dos amantes,

Das caricias verdadeiras…vontades traiçoeiras.



Voar

 

Neste lugar magico, onde te encontro e me perco,

Junto o ser e o sentir, em balanças de dividir.

Querer-te tão perto…

Sentir-te tão longe…

Uns metros são barreira, são tormento são fronteiras.

Esgueiro a utopia e magia eu descubro,

No perfeito inverso do verbo odiar…

O ter-te sempre presente dá-me asas para voar…

Devaneios

 

Fecho os olhos rasos de água, purificados pela dor que me trespassa.

Ouço as tuas palavras que me alimentam a alma, que me fazem levitar e querer viver mais para te sentir. Sinto o teu abraço, aquele abraço que devia ser meu, que me aconchega e faz sentir em casa, mas, há sempre um mas….

Rapidamente te ouço dizer não, inventas palavras, desculpas como se aquilo que eu estava a sentir fosse o maior dos males. Ouvi-te sem te ouvir, olhei-te e mal te vi. Eu só queria parar o tempo no nosso abraço, só te queria tocar sem reservas, mas não podia. Tu não querias. Doeu. Dói sem reservas, sem aviso ou piedade. Eu não devia sentir-me assim, já não sou jovem e sei lidar com ausências. Sim, as tais que não me alimentam, as tais que me fizeram quem sou hoje, mas eu ousei sentir novamente, ousei fechar os olhos e imaginar-nos a descobrir a essência da Paixão. Aqueles beijos que trocamos na nossa rua escura, que guardei e sempre comparei, foram e serão o meu porto seguro, os que eu quero para me alimentar.

Fui traída pelo destino mais uma vez, porque sim, porque me iludi, porque eu acho que só devemos ser fiéis a nós próprios, às nossas vontades e sentimentos, porque a vida é nossa e as transversais são só nossas, tao nossas como a pele e o ar que respiramos. Mas eu não estou certa pensas, porque as pessoas a vida e os astros não concordam com o que é só meu…porra, eu só te queria sentir….

Eu não te queria roubar a vida, eu não me queria matar numa reta sem travões. Só queria olhar para o lado e abraçar te, sentir a tua respiração ofegante junto do meu pescoço e bem devagarinho perder-me em ti e ousar sentir.

Coloquei a chaleira a ferver, fiz o chá que aprecio e sentada neste cadeirão deslizo os dedos pelo teclado enquanto revejo o momento, e lentamente te perco….

Sou nada nesta vida, faço tudo, invento horas, mas o que realmente importa e não consigo ter….

Abraço-te no silencio da noite, num Adeus profundo, porque a vida não nos permite um até já. Entrego-te o meu sentir selado com lágrimas salgadas, para guardares no livro da memória, e quando eu já não estiver cá, terás sempre a certeza de que eu fui tua sem ser……

………

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Temporais

Os Deuses andam zangados
Querem dizer nos uma coisa qualquer 
Com tragédias mais tragédias 
Só não percebe quem não quer.

Este é o nosso fado
O da dor, da saudade e da tristeza
Neste pais a beira mar plantado
Onde existe tanta beleza.

Somos humanos
Nem sempre perfeitos , nem justos
Cometemos erros
Os mais injustos.

O vento sopa
É assustador
Só vemos desgraças nos ecrãs 
Com elas tanta dor.

Mas eu queria salvar o mundo
Dizer, que o ser humano vai mudar
Que deixa para trás a malvadez
E vai descobrir o verbo amar. 

O tão simples tornou se complicado 
Já não existe união
Vai cada um para seu lado
Saboreando a sua solidão. 

E no verbos principais
Passou a existir a maldade
Não se prioriza o amor
Nem a arte da verdade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pomba branca

Sempre que uma pomba branca  levanta voo, percebemos que não  somos da terra, não  viemos para ficar, mas ficamos ao voar. 
Sinto uma ligação  estranha  entre as penas brancas e as penas da dor, da saudade, do verbo partir.
 A paz que me aconchega e o lacremejar sem dor, só  saudade e aconchego num colo que me diz presente, num colo que ao partir fica, num colo que me diz segue. 
Que coisa estranha, que sentir onde o partir e o ficar se cruzar no perfeito verbo amar. 
Sei onde a pomba me leva, sei o que me quer dizer, eu deixei crescer essa verdade em mim, por cobardia ou necessidade, hoje sinto que é  verdade. 
Sempre que alguém  parte fica em nós, nunca nos deixa sós.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

...a casa dos avós

...a casa dos avós foi colo, foi dor e é saudade.
Foi tanto que guardamos para a vida o chão, as portas e janelas, lembramos os pratos velhos de barro riscado, as colheres de lata e as tejelas.
E aquele caldo de grão, com sabor a carne da cabeca e couve ripada?
O bucho do porco na matacina?
Ai a saudade da casa dos avós!!!
Chovia e a velha telha pingava, o alguidar guardava a água para acrescentar a panela do porco, sim, porque a mesma fogueira fazia comer para todos.
O pechorro de barro aquecia o vinho no inverno frio, ajudava a aquecer a alma, a alma e as dores. 
Anoitecia e o vento zumbia, la longe na serra o ribeiro de água delineando seus trilhos desaguava no lameiro produtivo.
No escuro Inverno, a luz da candeia apaga se, era o vento vindo do norte anunciando a chegada da madrugada e com ela o cieiro cortante. 
Abençoado lenço, era de merino negro, pontas desfiadas com o uso. Era o adorno mais bonito das memórias da avó. Tanta classe ao costurar as combinações de linho, pelas suas mãos fiado, pelas suas mãos bordado.
 A casa dos avós foi escola, foi sonho ilusão. 
No vazio, no silêncio construí castelos, desenhei rabiscos e aprendi o significado da palavra saudade e colo.

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  UTOPIA Juntemos as vozes num abraço Na ânsia de muito mais querer Andemos, procuremos um espaço De luz fulgente...