No silêncio da noite...
segunda-feira, 11 de maio de 2026
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No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Amor
Amor na hora errada não tem solução
Fere o corpo, fere a Alma
Faz tremer na solidão.
Perde se a vontade de viver
Em dias de sol brilhante
Passa se as noites a sofrer
Morre se num instante.
As estrelas não brilham
O luar ofusca um olhar lengue
O por do sol fere calma e lentamente.
Amor na hora errada é fado é nostalgia
É poema guardado
É trinar de guitarra em noite fria.
É morrer devagarinho
Partir sem permissão
São ideias em desalinho
Na mais profunda solidão.
Amor na hora errada
É um constante esperar
Sentada numa cadeira
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
O que não vivi
O mundo lá fora corre, tem tanto para mostrar
Os sonhos que guardei, terei mesmo que embrulhar.
Queria escrever em cartas, guardar pergaminhos, deixar memórias guardadas, dos meu sonhos, dos meus caminhos.
Perdi- me, e não mais me encontrei
Deixei passar o tempo e não mais o alcancei.
Sonhei a vida, nas viagens que imaginei
Guardei retratos nos cliques que não dei.
Perdi me....
Não vivi o desejado, hoje sinto que é tarde
Já não tenho força, não tenho vontade
Fica apenas o querer..
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Entrego me simplesmente
Estou cansada, cansada da vida de viver, de sofrer.
Cansada da expectativa, do sonhos que busco.
Cansada da lua do sol do lusco fusco.
Cansada de mim, da arte, de dormir, de acordar.
Apenas cansada, não consigo evitar.
Fecho os olhos, procuro socorro, encontro turbulências e a viver morro.
Sou nada, sou ninguém
Busco alento em quem o não tem.
Morro em mim
Acordo, vivo acordada
Apenas sei que não sou nada.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Partir
Sinto uma angústia profunda
Que sai do peito e fere a Alma
Sinto uma tristeza que dói
Em dia de sol e tarde calma.
Doi- me, doi- me a dor que não controlo
Doi- me a tristeza que sinto
A dor que não aguento
Sinto a vida num labirinto.
Angústias que são só minhas
Que me ferem calma e lentamente
Esta dor que me sufoca
Não sou parecida com gente.
Inútil, nesta vida finda
Sentimento que não sei controlar
Perco- me sozinha
Nos dias a trabalhar.
A solidão mata
O aconchego não chega
Eu sigo, deixo me ir
De partir não tenho medo.
O sol não nasce
em dias de primavera
É Maio, as estrelas abandonaram- me
Viver é quimera.
Quero descansar
Desta vida longa
Gostava de partilhar
Mas a solidão me assombra.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 5 de maio de 2026
Ai maio!!!
Chegou maio, o maio que não me agrada
O maio que para mim já foi muito
Hoje não é nada.
Maio cheio de memórias
De vida que me abandonou
Maio das rosas
Do botão que não desabrochar.
Corri em maio
Andei e superei
Fugi de dores
Com dores acordei.
Maio de Fátima
De festas e Mãe
Maio de angústias
De ausências também.
Maio, maio maio...
És o mês que perdi o chão
És maio das meias
Onde deixei o coração.
Muito o vento levou
Numa madrugada fria
Nem a oração rotineira curou
Neste mês de Maria.
Canta o cuco, a rola também
Anunciam primaveras
Com eles novas esperanças
De sonhos e quimeras.
Maio das flores
Dos jardins encantados
Maio da solidão
Com muita gente rodeados.
Ai maio...
podias ser suprimido
Abandonadas o calendário
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
Horas más
Sinto me perdida nos meus pensamentos
Em nada simplifico a minha existência
Valorizo de mais o pouco
Sobram me dores nesta minha impotência.
Só, Só, perdida em mim
Em modo de carapaça
Em modo de burro de carga
Dor que aguento e não passa.
É tarde, os sonhos vão Morrendo
A vida vai passando
Os dias não são leves
Mas a sorrir vou aguentado.
Mato me devagar
Deixo me apenas ir
Aprendi a morrer
Num dia anunciado ela hade vir.
Em chama ardente
Em dias que corrói
A vida levar-me
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 3 de maio de 2026
O pouco é tanto
Em dias assinalados
Os tais que não aprecio
Penso na vida
Nas memória que tenho e nas que eu crio.
Singelas as importantes
Sem valor comercial
Apenas o existir
São as que mais valorizo afinal.
Basta pouco
Para muito sentir
Assim sou eu
Multiplicar para dividir.
Na arte do silêncio
Ter asas para cuidar
No silêncio da noite
Orações para rezar.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Abril
Abril chega ao fim
Novo mês se espera
Mas não podemos esquecer
Este mês de Primavera.
Abril fado
Canções e revolução
Abril dos poetas
Das letras, de paixão.
Abril de lutas
Vitórias, conquistas
Guitarras, serões
Vozes e artistas.
Abril das mulheres
De lutas de Guerreiras
De Vitórias, de cravo na mão
Na fila sempre as primeiras.
Abri de memórias
Que nunca devemos esquecer
Venceu a democracia
Nela queremos continuar a vive.
Abril de conquistas
Fins, recomeços e acreditar
Abril do 25
Que nos lembra de quem continua a lutar.
Abril não foi utopia
Foi luta vencida
Foi cravo na mão
De uma geração oprimida.
Abril termina hoje
Devemos sempre sempre lembrar
Devemos ouvir a voz
De quem o quer honrar.
Abril dos poetas
Para quem foi inspiração
Abril do trinar
Do embalar a canção.
Abril volta para o ano
Será de novo lembrado
Terá serões e saraus
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Temporal
No zumbir do vento
Ouço melodias harmoniosas
Sinto a alma a palpitar
Sinto o perfume das rosas.
Lá longe o céu está nublado
Anuncia a tempestade
Ao cair das primeiras chuvas
Com ela sai a saudade.
A janela continua a bater
Anuncia um tempo instável
A guerra interior acompanha-a
Nesta tarde indomável
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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