quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Belo amanhecer da Beira
Roseira Brava Eu sou silvestre ou roseira brava… Que germinou no bardo de um silvado Rompi por entre espinhos… Num dia de céu nublado. Porque a dor contagia tudo em redor… Fere calma e lentamente A esperança de uma flor… O coração mais resiliente. Suspiro para aliviar a alma… Da dor que em mim provoco Espinhos são tormentos…desejo… Das lágrimas que em mim sufoco. Ai de mim que não sei viver… Agarrada por entre espinhos Contemplando a beleza desta natureza… Histórias vou escrevendo… Velhos pergaminhos. De utopias…fantasias… em dias de sol ou noites frias Voam com o vento… Com elas o sofrimento E regressam novos dias. Nas pétalas das minhas flores… Encontro a harmonia desejada Ou fantasiada… No aroma o alento… Fecho os olhos um momento Embalo a dor…Espanto o sofrimento. O grito que solto… Sem querer, talvez Faz eco, atravessa montanhas Mistura-se com o zumbir do vento….. .Provoca as notas mais estranhas…. Numa melodia que embala…encanta Encontro o ombro amigo…desejado Partilhar é dividir e assim subtrair Um destino já traçado. Nestes bardos da vida… Em que germina o sofredor É constante a despedida… Nesta vida repartida Entre as silvas e uma flor. Escrevo duas linhas… Rabisco um roseiral Guardo-as…são só minhas Encontro-me nas entrelinhas, sobre um luar celestial.
TARDE...TÃO TARDE. Quando cheguei finalmente, e te encontrei Numa noite fria com um mágico luar Ouvi o som da tua voz, sem te conhecer Num silêncio que embala o verbo escutar. Encontrei-te, finalmente! Magia de encantar! Percebi num minuto, o que iria acontecer: Sobre a lua que ilumina As estrelas apadrinham, este belo envolver! Beijei os astros…Que loucura Numa procura em vão, velhos tormentos, Pés descalços, olhos vendados Em ramos de rosas, Sentimentos! E há dezenas de anos eu era jovem! E em desespero pergunto ainda: Se eu fiz tudo para te encontrar Porquê só agora, nesta vida finda? Tarde…tão tarde!. Finalmente encontrei-te… Então choro amargamente, esta lágrima envolvente Por não te ter encontrado…velho castigo E nesta busca teres estado sempre presente. Inútil…Alegria feita de tormentos São como flores lançadas ao vento… E a vida é uma busca…tortura Para os poetas um alento ou sofrimento.

Caminho...

Perdemos o norte
Perdemos o tempo. As horas seguem, os dias não param e os silêncios aumentam.
A chuva cai violentamente das caleiras do telhado e com elas um tempo destes tempos esvai se.
Com o cristal parte se a alma, desfazem se a esperança. Somos simples e singelos mortais na imensidão do universo.
....deixa ir, a chuva cai delineando caminho para uma ausência futura.

Em breve o gelo chega....

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

....

Porque não  sorris?
Tão  simples, guardo palavras, atitudes e tudo junto fermentam.
Tornam se mágoas. 
Não  consigo dar a quem nada nunca me deu....
-luta...queres?
Trabalha.

Sempre só  sem chão. 
Sempre só. 

Vida

Quis  o mundo, Deus ou o diabo que eu assim fosse. 
Dificil trato
Ansiedade  constante
Diferente, cheia de sonhos por realizar
Angustias e dores constantes
O pouco é tanto
E o tanto não  chega
Bipolar ou apenas sede de mais?
Atormentam me os silencios no meio da multidão 

Disisto???

Já  não  sei de mim
Estou desanimada
Cansada e sozinha
Sinto me sem chão 
Perco me na solidão 

Belo amanhecer da Beira