quarta-feira, 4 de março de 2026

Chegou Março

Ja é Março...
Emnbreve chega a primavera, estamos ávidos  de sol, tempo bom e muita paz.
O inverno foi tramado, trouxe  tudo de mau, vidas destruidas, prejuizos e muita revolta. Precisamos voltar a acreditar, deixar os jardins florir e os passaros chilrear. 
Eu preciso....preciso muito sentir primavera, um novo recomeço, um voltar a acreditar que o fim não  está  próximo.
Hoje o sol brilha, os calos cantam e os passarinhos dizem alegremente " olá ". 

Olá  vida, dá me força, deixa me sentir viva e mostra me que ainda há  esperança nesta vida rude, mas bela.

terça-feira, 3 de março de 2026

Parti

Eu atravessei desertos impossíveis,
 Onde a força  me acompanhava, 
Onde o imprevisto era batalha
 A ausência  existência, bela ramada.

As batalhas eram só  minhas 
numa luta constante, 
numa travessia indomável 
a cada metro, a cada instante.
O vento levava sombras e promessas
Partiam com a dor do caminho
Fui chamada de imprudente
 Por somente abandonar o ninho.
Deixei o medo
Escutei o coração 
Aprendi a ser eu
Em momentos de solidão. 
Quando no palco cair o pano
Quero que vejam a verdade
A essência  de mim mesma
Ainda que a morte me traga saudade.
Assumo de ombros erguidos
Esta estrada tão  dolorosa
Vivi sozinha, acompanhada da luta
E sem palmas me sinto saudosa.
Se perguntarem se valeu cada cicatriz 
Apenas respondo:
Fui dona do que fiz.
Caminhei
Sorri, sofri
Fui eu
Desde a hora em que parti.

domingo, 1 de março de 2026

Olhando para trás

Nas noites mais lentas, onde a vida passa e a dor se mantém, espreito a janela do tempo.
Sigo uma linha e desfiando algodão  encontro me num emaranhado de mim mesma.
Recondo temporais e monotonias, recordo risos e lágrimas.  Lembro me tão  bem dos olhos vendados, queria enchergar e a cegueira turvava me a lucidez. Eu só  queria ver. Ser luz de mim própria, do caminho que sonhava, da vida que eu queria.
Era dificil não  ser equilíbrio, não  ter um foral e na minha inocência  era impossivel sentir o correto.
Na escuridão  das noites da vida, perdi de mim o muito que podia ser tudo.
Hoje olhando pela janela da vida percebo  muita coisa. Os semafros nem sempre acenderam  na hora certa e eu perdi me de mim mesma.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Vejo te assim

Não me tentes entender
Não sou um ser incrível
Mas certamente serei
 Muito mais que o visivel.
Serei tudo e nada
Num mundo de ilusão 
Dou tudo de mim
A quem me der o coração. 
Sou silvestre, ou roseira brava
Tempestade e temporal
Sou saudade e nostalgia
Quem me conhece não leva a mal.
Sou sede, por do sol
Noite escura, amanhecer
Sou silencio e poesia
Sou verbo envolver.
 Sou ganga e traje fino
Cor rubra ou melancolia
Sou varias personagens 
Em noite escura e em pleno dia.
Sou eu apenas
Um ser mais que imperfeito
Num trajeto ingreme
Com coração dentro do peito.
Um ser, que muito ama
Que dá muito de si
Que a todos tenta entender
Mas que se esconde, mesmo quando ri.

....
Escrevi na 1° pessoa
Mas acho que és tu.
Bijus

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

...dor

No fim do dia, no inicio da noite a garra adormece e a realidade aparece.  
Sou simples,
  singela, 
qual toque de aguarela. 
Apenas fragil, 
fraca, 
dorida e adormecida.
Sou tanto,
 num tão  pouco que me encontro, 
na morte simples  da garra que já não  tenho, neste corpo que estranho.
As fragilidades cortantes que me limitam,
 a certeza que o término está  a chegar, 
realidades de instantes, 
um sonho que foi,
 verbo adiar.
E volto eu ao meu mundo real
Ao que fui afinal.
Insatisfeita já  se sabe
Temporal, com toda a certeza.
Lágrima cortante, 
tantas vezes tristeza.
Fui riso fácil com choro no peito
Madrugada dorida, 
tantas vezes perdida 
Cabelos ao vento, 
vida difícil, 
difícil  temperamento.
Olho ao longe, 
e a dor afinca
A marca ficou,
 nunca me abandonou.
Já  não  tenho lágrimas 
não  sei chorar
Sei que não  é  fácil 
Ter que me abandonar. 
As entranhas estão  doentes
Não  há  osso que esteja saudável 
Percebi finalmente 
De nada vale ser amável. 
A revolta é aconchego
Serve de alento, conforto,
Abandono o medo
Neste corpo morto

Eterno

 


Vivemos com pouca coisa

Um instante cheio de intensidade

Um pouco do muito

E de repente transformamos a nossa vida

Unidos somos a junção

Carne e Alma

Não há medos

Perfeito

Eterno

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Camélias brancas

Camélia brancas

O pêndulo do relógio de parede ouve se ao longe ao cair do crepúsculo.
Chegaste, trazias na mão um ramo de camélias brancas, símbolo da pureza.
O teu olhar puro e meigo mostrava o amor que sentias .
O brilho trazia intensidade na carícia das flores.
E era tu o sonho. 
Sabes, o brilho do teu encanto, da tua presença já me dava tanto!!
...e o pêndulo sonoriza o momento.
Envolves me nos braços, subtilmente coloco as flores numa jarra de cristal antigo.
Não te peço nada, apenas camélias brancas nos Fevereiros da vida.
O teu abraço que envolve a lucidez de quem quer sentir.
As camélias são as minhas flores preferidas.
Com elas vêm as manhãs rubras.
As tardes de cores quentes, num silêncio só quebrado pelo pêndulo do velho relógio.

Não chores

Não  fiques triste se a lágrima rola rosto a baixo.
É  humano sentir saudade, viver é suportar a dor, viver é solidão. 
Não  esperes nada, nem um toque, uma mensagem que nunca ha- de chegar.
Quando o sol voltar espreita a luz, aprecia o nascer e o por luminoso, as cores que acalentam.
Uma garça  que passa observa te, é Deus que te aconchega.
Lembra te, às  vezes até  Deus se sente só  e vem ver te. 
As andorinhas passam em bando, migram para lugar nenhum, ficam no aconchego do beiral  e tu choras.
As águas  do riacho correm, fazem melodias ao bater na rocha, e a lágrima cai...
Tudo ao redor quaduna e tu és  humano.
Choras...
Gritas de solidão, na alma que fica em ti e tu partes riacho a baixo com a lágrima que partiu.
O toque da torre da Igreja ressoa ao longe, a solidão  que sente é companhia de quem liberta a solidão  nas lágrimas  que seguem.
Não  chores...

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Desistes

Há dias que desistes
Desiste de ti e de tudo
Desistes do que te faz mal e não te leva a lado nenhum
Sais do mundo real, aquele que fere, marca e faz doer 
Desistes de querer continuar a resolver, a justificar, a te preocupar
Segues, ergues a cabeça e abstrais te não interessa, do que magoa
Segues, não olhas para trás, não vês nem queres ver.
O mundo não é mau, as pessoas sim, a malvadez instalou se nas entradas dos seres maleficos, aziados e mal formados.
..e tu desistes...
Desistes de todo e qualquer contacto com o que não te acrescenta.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Vá, mas não se perca de si
Não mude a sua essência, para agradar a outras pessoas.
Vá, mas viva, capte a cor, o cheiro e o sabor.
Siga com os pés no chão, com a verdade na Alma e a vontade de partilhar.
Vá, seja luz, presença e riso. 
Siga em frente, sem deixar de olhar para trás. 
Seja sempre o seu ' eu' mais verdadeiro e deixe os silêncios partilhar momentos consigo, os sons serem as bandas sonoras da sua existência.
Siga mesmo que não parta, deixe de si mesmo indo embora.

Maria Clara Pena 

wwwnosilenciodanoite.blogspot.com

Chegou Março

Ja é Março... Emnbreve chega a primavera, estamos ávidos  de sol, tempo bom e muita paz. O inverno foi tramado, trouxe  tudo de mau, vidas d...