domingo, 4 de outubro de 2026

Beira

Manhã fresca na Beira
Que nos aconchega o coração 
Silêncio que não  tem preço 
Que nem sempre é  solidão. 

Acordar assim neste Céu que me aconchega
Num domingo de caça  pelos campos cor de fogo
Foi forma de vida que escolhi
Porque cada dia se vive a alma do povo.

Somos campo, somos Interior
Somos Alma e coração 
Somos rimas e memória 
Somos vida com paixão. 

Temos tempo, nesta vida com fim
Sabemos apreciar o belo das coisas pequenas e singelas
As maiores para mim
Para a vida as mais belas.

( último dia das trovas em Trancoso, 1° edição)
@municipiodetrancoso

sábado, 3 de outubro de 2026

Cores

Outubro

Outubro  chegou, 
Consigo carregou o verão 
Deixou para traz as férias 
Com ele nova estação. 

Mês  de Maria, 
Da última aparição 
Mês  de angústias
De castanha no chão. 

Trás  consigo as cores quentes
De noites frescas e nascer do sol brilhante
Trás novidades no ventre
Amor para quem sente e saudade de um instante.

Consigo vêm as trovas
Programa sem igual
Trancoso sempre a inovar
Com programa genial.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Instantes

Tarde da noite e esta dor que me abala 
O medo que espanta o sono se instala.
Silêncio  que fere e embala a angústia  cortante.
Nesta minha vida breve, tudo se acelera num instante.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Pêndulo

O relógio de pêndulo marca o compasso
Num silêncio aterrador
No tic tac dos segundos
Morre a vida, germina a dor.
 Os minutos são  tormentos
Na espera, na solidão 
As horas são  vidas, tantas vezes sofridas
De ausências, desilusão.
E o pêndulo  passa por tudo
Sem nunca dar por nada
No tic tac da vida
Sempre alegre, despreocupada.
Dói tanto a solidão  desmedida
É quebrar o velho cristal
Esfinge  que fere a Alma
Do ser humano animal.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Guarda

Se o campo der, guarda com cuidado
Nunca sabes o dia que está para chegar
Aprende com a formiga
Sempre é melhor sobrar que faltar.

Chora o Céu

Nu no corpo e na Alma
Um sentir que traz agonia
Um gesto em tarde calma
Sozinho ou com companhia.

Sonhos mortos
Sentir sem germinar
Sobrevivem os tortos
Os ratos deixam se tombar.

Chora o Céu, que tempestade!!
Limpa o rosto da amargura
Leva as lágrimas da saudade
Nestas gotas de frescura...

Outono


O Outono chegou
Com ele o fresco do vento norte
A vida segue
Só  resiste o mais forte.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Outono

Chegou o Outono
As cores começam a mudar
Para uns será  o fim
Para outros, tempo de recomeçar. 

No Equinócio  de Setembro
O Outono regressa ao coração  do Interior
Lugares únicos
Onde as  paisagens se pintam  de cor

Ao sabor do vento norte
Esvoaçam as folhas teimosas
São  livres, bela sorte
Na sua vida vaidosas.

domingo, 20 de setembro de 2026

Trovas de Trancoso.

Trago comigo na memória 
As lembranças  do antigamente
A feira de Trancoso
Que juntava muita gente

A feira do gado era rainha
Duma festa sem igual
O agricultor do Interior 
Fazia que em Trancoso se realizasse  a melhor feira de Portugal.

Ouvia falar do Bandarra
O Sapateiro avarento
Também do Padre Costa
Bem conhecido naquele tempo.

Do casamento da Rainha Santa
Que Dom Diniz a desposou 
As bodas reais que ficaram
Tanto que foi e que ficou.

Guardo na memória 
Histórias  que minha avó  me contava
De Trancoso Vila Mediaval
Eu menina do campo, retinha, guardava.

Beira

Manhã fresca na Beira Que nos aconchega o coração  Silêncio que não  tem preço  Que nem sempre é  solidão.  Acordar assim neste Céu que me a...