No silêncio da noite...
domingo, 5 de julho de 2026
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Gosto de gente real
Sinto me rica, quando ouço vozes de pessoas que fizeram parte da minha vida. São como páginas escritas no livro da nossa existência.
Partilhas, vidas vividas, momentos guardados, fazem de nós quem somos.
Somos o que sentimos, mas também o que partilhamos, o que ouvimos e a nossa vida estende se quando gostamos.
Eu gosto de pessoas, gosto da descoberta de cada vivência, gosto de sentir o riso, o cheiro de vidas tão diferentes, mas no fundo tão iguais.
Somos humanos, simples e singelos na existência, depois cada um embeleza à sua maneira cada canteiro da sua vida.
Gosto de pessoas que se dão, que se entregam no momento, que fazem questão de dar o que de melhor têm de si, tempo.
Gosto de sentir gente com os pés no chão, sem ' redes' ou suportes tropegos. Gosto. Gosto da partilha, do Olhar, do riso e da confidência. Gosto de sentir a presença mesmo na ausência, porque só assim sei que o mundo é paragente como eu.
Gente de pé descalço ou salto de 10cm, gente de rosto lavado ou batom vermelho. Gente que se sabe mostrar na partilha do sentimento, no abraço e na lágrima.
Gosto. Gosto de gente real...
Obrigado.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Nunca é tarde
Não podemos dizer que é tarde
Que a idade mata os sonhos e a esperança
Seremos sempre jovens
Mesmo não tendo corpo de criança.
Somos o que sentimos
Numa qualquer tarde de verão
Somos o sonhamos
Num amanhecer ou serão.
Saborear o momento vivido
Na esperança da felicidade
Em cada sonho sonhado
Renasce a vida , mora a verdade.
Não podemos dizer que é tarde
Porque o presente conta muito mais
Saber viver cada minuto
Numa viagem, num papel ou num banho de sais.
A vida é hoje
Sem expectativa de um amanhã diferente
É saber sentir a presença
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Sou
Sou silêncio em dias de revolta
Angústia em dias de tempestade
Sou momentos que perseguem
Sou dor, raiva e saudade.
Na dor do peito sinto vazio
Na solidão desespero
Na madrugada incertezas
Na esperança O que não quero.
Abstraio me na esperança que passe
O sentimento que me acolheu
No barulho ouço o vazio
Do muito que não é meu.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
terça-feira, 16 de junho de 2026
Bagagem
Carregas bagagem pesada no teu pensamento, não é qualquer sopro que te derruba, és feita de fibra, feita de sonhos, feita de vida.
És carroça velha com madeiras a rugir, és barulho na multidão, pensamento do que hade vir.
És silêncio na tempestade, magua em dias frios, és norte mesmo perdida, és febre alta e arrepios.
Dona da tua vontade, não ousas contrariar, o plano há muito traçado, que começa a findar.
Levas na bagagem muito, tanto que não te endireitas, o peso é grande e insuportável, de trabalho e obras feitas.
Segue, vai e aguenta, leva contigo a coragem, em breve chegarás, o fim é uma miragem.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 14 de junho de 2026
Filho
Amar um filho, é amar alguém mais que a nós mesmos, é sentir que a vida deixa de ser nossa e passa a ser de mais alguém.
Um filho é o nosso tudo e o nosso nada, é o nosso ponto fraco e o nosso ponto forte. Ter um filho é minimizar a solidão, é encontrar forças na dor, é viver sem sair do sítio, é sentir que a vida continua.
Faz hoje 35 anos que tudo mudou em mim, faz hoje 35 anos que o sol tem mais cor e a lua mais fulgor.
Não se explica o sentimento, não se assemelha a nada. Ser mãe é a maior dádiva que uma Mulher pode receber.
35 anos depois, parece que foi ontem.
Meu filho Rui, tanto para escrever de ti, mas sei que não gostas de exposição, não gostas de fotografias, não gostas e eu respeito.
Deixo apenas o registo de um dia como tantos outros, bonito.
Obrigada.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
..morres
Morres por dentro devagarinho, quando a desilusão te assola, quando a dor aumenta e a decepção é constante.
Morres....
Morres, quando te iludes, quando o encanto da vida esmorece...
Morres na luta constante..
No caminhar deselegante..
Morres na expectativa de uma vida mais leve, mas ninguém se apercebe.
Morres na exclusão dos sonhos, na bebida de medronhos...
Morres na ilusão do melhor, do tempo da paz e nada se faz...
Morres de um tudo que é nada, da vida que afaga a morte e Segues...
Segues moribunda, nesta vida que te afunda sem esperança....
Morres, perdes a esperança e os sonhos de criança...
Melancólica entregas te à realidade, com a certeza que não deixarás saudade...
Morres...
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Nuvens
Moram em mim as nuvens, aquelas que me assolam, tapam o sol que teima em romper.
Moram em mim para me trazerem angústia, dor e sobressalto.
Acompanham me na noite escura, nos dias corridos, nas tardes calmas.
Adormecem às vezes quando me distraído, mas acordam ao mais pequeno sobressalto.
Moram em mim, teimam em não me abandonar, são fiéis, teimam em ficar.
Quero tirar lhe a casa, fazer delas sem lar, mas são tão teimosas, não me querem abandonar.
Esta redoma enfeitada é pouso na solidão,
Teimam em ficar, embora eu queira que não.
Moram em mim traiçoeiras, más do pior que há, acompanham me subtilmente, num abraço envolvente em dias de vida má
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
domingo, 31 de maio de 2026
Eu, tão eu.
Não é uma questão de ser boa pessoa, é simplesmente uma dor que trava a bondade, uma vírgula que diz para olhar para o lado.
Sim, a nossa essência muda com a forma como somos tratadas, ainda assim vacilamos, ainda assim a vontade de fazer diferente é grande, mas depois vem à memória a forma como já fomos tratados, a falta de bondade com que fomos confrontados
Não, não temos que ser bons com quem alguma vez ousou não nos tratar bem. Há palavras gravadas, atitudes recalcados e no fundo sentimos que a vida ensina, que a vida nos mostra quem deve merecer o nosso respeito e o nosso carinho.
Se alguma vez não fui o que esperavam, repensem, eu só reajo as atitudes.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Sonhos
Tenho sonhado, sonhado muito.
Os sonhos são outra vida, levam me para outra realidade, ou talvez seja a minha verdadeira.
Acordei com a esperança que a morte não seja o fim, mas o princípio de um destino diferente, de uma vida diferente.
Os sonhos por norma são indulores, são vivências com paz, com magia e felicidade imensa.
Que tipo de vida é esta?
Que vivência paralela nós temos na noite escura ?
Porque sonhamos e acordamos?
Sei que não há sábio que responda, mágico que consiga fazer tal truque, sei apenas, que o sonho comanda a vida.
Que nunca deixemos de sonhar, a dormir ou acordados.
No silencio da noite, em tarde calma ou manha turbulenta, uma caneta e um papel.
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