quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

No campo

 (Fotografia João  Condesso)



Dizem meus olhos,

Que bonito acordar…

Ver os flocos da neve

Felizes a bailar.


A brancura sem igual,

O cheiro da natureza,

A neve cai no jardim

É o encanto da beleza.


São momentos sem igual,

Vividos simplesmente,

Cada um, como nunca mais,

Mais uma entre tanta gente.


O aroma silvestre

Que paira no ar

Só consegue sentir

Quem souber respirar.


Ser Beirão é entender:

O cantar dos passarinhos,

O som da tempestade,

O termos tempo para estarmos sozinhos.


Com os flocos a cair,

Lentamente e sem pressão,

Revemos as imagens,

Que nos fazem bem ao coração.


Gélida a tempestade, convida ao aconchego,

Um sonho, um abraço, uma canção

O crepitar da chama que incendeia

Uma caneca de chá junto a lareira, não e ilusão.


QUANDO EU MORRE

 




Quando eu morrer e deres por falta de mim

Procura-me numa flor de canteiro

Andarei perdida numa manha de nevoeiro


Quando eu morrer

e o meu cheiro desaparecer

Procura me numa folha em branco

Num rabisco de tela ao amanhecer


Estarei saudosa, numa transversal de viela

Invade a minha mente profana

Com óleo num pincel, chama por mim

e deita os sonhos na minha cama.


Chora por mim sem tristeza,

Acalma a angustia profunda

Eu estarei bem na minha morte imunda.


Quando eu morrer serei paz e tormento,

Mas serei sobretudo alento

Quando finalmente eu me for

Termina a dor

Olharei para a morte e em paz seguirei…

Finalmente me abandonei


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Eu, vista por outra pessoa

Maria Clara Falacho Pena Correia.

Nasceu em novembro, já o frio espreitava,
Filha de Luísa e de José, gente que na terra lutava.
Maria Clara, de apelido Pena tem alma de vento,
Cresceu entre o campo e o sonho, em constante movimento.
A escola ficou pesada para a sua pressa de viver,
Entre o irmão que chegava e o tanto que havia para fazer.
No inverno, a agulha tornou-se então o seu destino,
No verão, o ajudar a mãe traçava o seu caminho,
Em cima da albarda, lá ia ela, de cabelos ao vento,
Com um caderno na mão e o mundo no pensamento,
Numa página o vestido, na outra a poesia,
Lendo Amor de Perdição enquanto o sol se punha e nascia.
Aos treze anos, a sua velha máquina de pedal já cantava,
Por vezes o ponto falhava, mas para ajudar as mulheres, ela insistia
No palco com o pai Zé Pena, a arte transbordava,
Pois quem tem o dom na música, tem na alma a alegria.
Casou, foi mãe, deu vida a dois lindos meninos,
nunca deixou que o tempo lhe roubasse os seus miminhos
Pela escrita, pela lente, pela luz da fotografia,
"Maria Clara, a insatisfeita", no silêncio se descobria.
Os filhos cresceram,
Aos estudos, à escola ela decidiu voltar,
Atrás do conhecimento que sempre quis agarrar.
Em 2008, o digital abriu uma nova janela
E no Silêncio da Noite, a blogosfera ficou mais bela.
Colaborou no jornal “Falcão”, no ”Interior” deixou a tinta da sua voz,
provando que o talento e a arte nunca caminham sós.
Dadora de sangue, dadora de tempo, dadora de fé na catequese
Fez do voluntariado a sua mais nobre e singela tese.
Na Liga Contra o Cancro ou na Paróquia a ajudar,
A Clara é o exemplo de quem na vida quer amar.
Soletrando existência e paixão no caminho da natureza
A genuinidade do destino, é, ao nascer, a maior beleza.
"Com pena de saber pouco", confessa com humildade,
Mas quem tanto deu de si, já devia conhecer a verdade,
Seja com a linha, a máquina, ou a caneta na mão,
Maria Clara é a prova de que a arte tem coração.
Das lides do campo ao mundo digital
Maria Clara é mulher triunfal!

Com um beijinho
Ana Fernandes

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Dia mundial da radio

Feliz dia da Rádio 

Nas ondas da Rádio 
Acontece magia
Os sonhos são reais
Transformam o nosso dia.

Seja em onda média ou FM
De forma artesiana
Na radio acontece
Magia para quem ama.

Os sonhos viram magia
As vozes aconchego
Tantas vezes companhia
Em mentes em desassossego.

Trazem nos as noticias
Informação sem igual
Exigência no transmitido 
Na Radio tudo é verdadeiro e real.

Desejo a todos um feliz dia
Colaboradores, seguidores e ouvintes
Não só hoje
Também nos dias seguintes.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

http://wwwnosilenciodanoite.blogspot.com/2009/02/utopia.html

 

UTOPIA


Juntemos as vozes num abraço

Na ânsia de muito mais querer

Andemos, procuremos um espaço

De luz fulgente que irradia a terra do nosso viver


 

Que a harmonia vibre e se manifeste

Que o humano não viva só de ilusão

Numa terra que é tão agreste

Aprendamos com crianças inocentes a abrir o coração


 

Na presença de quem amamos

Em doces lares que construímos

Nesta vida que frequentamos

Vamos fazer dela, o melhor que conseguirmos


 

Numa melodia calma, bela, simplesmente assombrosa

Esculpimos com rigor e perfeição

O esboço duma flor, talvez uma rosa

Com as nossas mãos, o martelo e o formão


 

Porque a perfeição não existe

Neste mundo de procura

Tentemos a aproximação

E comparemos com A ternura.

Caminho

 




Por entre as brumas dos atalhos

Ando...ando...para encontrar

Não sei o quê, mas vai fugindo

Velho percurso continuo a palmear



Eterna sonhadora

Que há de partir também

Dona de horas silenciosa

Desmaia com o fulgor que a luz contém



Ansioso desejo selvagem

Noite mágica de luar

No céu estrelas com imagem

Ao silencio volta para escutar



Pés nus

Por caminhos a florescer

Esfinges olhando

O belo dia a amanhecer.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Filhos de outras mães



Pensar em felicidade
Vem a memoria um botão de rosa
As crianças a correr
Uma noite gostosa


E quando um sorriso ao rosto vem
Demonstra toda a felicidade
É o presente, é o passado
A vida, a simplicidade


A viagem já feita
A pescaria sem nada pescar
O filme já visto
O livro por encontrar


O riso sem termo
A brincadeira enternecida
Um passeio de bicicleta
A queda conhecida


Páginas de vidas
Felizes, perfeitas
Um jardim a florir
Por entre ruas estreitas.



Pobre criança que dorme
No banco daquele jardim
Ai da mãe que o sofreu
E vê o seu filho assim


Mágoa maior não existe
Para a mulher que pare e ama
Ver o seu filho tão triste
Sem lhe poder dar uma cama

Menino de rua
Pobre e doente
És filho do céu
Ou de uma mãe ausente?

Sofres sem te queixares
Aceitas o teu destino
Mas a vida pode ser mais bonita
Principalmente a de um menino

Revoltem-se vozes caladas

 

DROGA

 

Jovem, tu que choras

Sem saber qual a razão

Uma vida que ignoras

Que outros vêm e tu não.


Só encontras desprezo e vives na ilusão,

Ali foste nascer, onde outros vivem e tu não.

Procuraste então a vida, la te espera a morte
Num beco sem saída, a solidão é a tua sorte!


Onde a amizade ficou, por detrás de um alguém,
Um alguém que tu já foste e agora não és ninguém.


Todos choram por ti, mas dominado já tu estás......
Escolheste-a, para tua parceira de nada és capaz.


Sem ela não vives bem,

Choras acordado sem sossego nem paz,

Estás perdido, levanta-te e sorri…

Se ainda fores capaz.


Força já não tens

Deixaste o vicio te dominar

Queres sair, mas já não consegues andar.


Lembra-te que também é para ti,

Que o sol nasce e cai a lua,
Num sentimento de prazer

Desta vida nua e crua.


. Vive não te deixes morrer....

Recorda-te que a vida é viver.


Só tu com o mundo…O medo e tu.
Droga ...porquê droga!
Foge não te deixes agarrar
Nesta vida que te afoga e não te deixa amar

Vem viver, vem sorrir, vem amar…
Num mundo só e real, Não vivas no sonho
O sonho não é viver, esse que vives é doentio e mau
E vi vê-lo é morrer,


Morre-se todos os dias
Com a ilusão da felicidade, procura-se um sonho
Encontra-se o inferno da realida

domingo, 8 de fevereiro de 2026

GUITARRA

 

Hoje, apenas ouço melodias tristes no trinar da velha guitarra…

Neste silêncio doloroso sinto a alma, meu Deus será que eu tenho alma?

Tanta duvida!!!

Tanta vontade de ver uma sombra no escuro, uma luz que nem sempre brilha.

Ó duvidas minhas!!! Ó incertezas verdadeiras!!!

Magia que procuro nesta noite escura, estrelas cintilantes companheiras dos amantes,

Das caricias verdadeiras…vontades traiçoeiras.



Voar

 

Neste lugar magico, onde te encontro e me perco,

Junto o ser e o sentir, em balanças de dividir.

Querer-te tão perto…

Sentir-te tão longe…

Uns metros são barreira, são tormento são fronteiras.

Esgueiro a utopia e magia eu descubro,

No perfeito inverso do verbo odiar…

O ter-te sempre presente dá-me asas para voar…

No campo

 (Fotografia João  Condesso) Dizem meus olhos, Que bonito acordar… Ver os flocos da neve Felizes a bailar. A b...