É domingo, dia de desanuviar, mas um sentimento doloroso estúpido não me dá forças para continuar.
Não quero ser, não quero pensar, não quero abrir os olhos, não quero jardinar.
Preciso, há muito que não tinha este sentimento de impotência, preciso parar, pensar na minha existência.
Serei descartável, substituível talvez, mas nunca por alguém superior, mais oportunista talvez.
As putas das dúvidas, que em horas ímpares me controlam, as traiçoeiras inviezadas
Que em dias maus me assolam.
Sou mais eu, mas estou desgastada, estou triste, cansada.
Sou teimosa, independente e infeliz, mas no regresso dou a volta, disso fala a vida que fiz.
Hoje só quero fechar os olhos, nem as flores vonsigo cuidar, nem o botão da camélia me consegue alegrar.
Entrego me, vou, sou solidão, amanhã o dia amanhece e com ele nova pressão.
Agora caiem duas lágrimas
Tentam limpar a alma
Amanhã tudo melhora
Certamente estarei mais calma.
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