terça-feira, 14 de abril de 2026

Escrevo- te

Hoje escrevo- te minha vida
Porque sinto- te de partida
Sabes- me a saudades
De toda a vida vivida.

Queria -te mais
Sonhei- te sempre preenchida
Vivi-te com dores
Andei tão  perdida.

Escrevo-te sobre ausências 
Das tantas que acabaram por me moldar
Escrevo- te na despedida
Perto da hora de voltar.

Vivi-te sofrida,
Com riso no rosto 
Não  partilhei contida
Todo e qualquer desgosto.

Escrevo-te ...
Vou- te deixando aos poucos
Esta vida onde não  me encaixo
Está vida de loucos.

Deixo- te flores
Violetas talvez
São  símbolo  do adeus
 De um livro que li certa vez.

A tinta está  acabar
Os papéis vou rasgando
A música já não  toca
Já  não  danço  tango.

E partindo vou
Mas deixo de mim e vou  ficando
Ficam as memórias escritas
Folhas rasgadas vou guardando.

Vida valiosa
Que não  soube aproveitar
Perdi me  em pensamento
E dias e dias a trabalhar.

Escrevo te este adeus
Consciente  da minha vulnerabilidade 
Há  lutas que não  venci
Esta é a minha realidade.
A luz da vela faz me lembrar
A ténue imagem do passado
 A nostalgia assola me
Vive comigo lado a lado.

Aromas, cores e cheiros
Foram meu chão, minha razão 
Foram inspiração  para mim
Nas horas de solidão. 

Escrevo- te num Adeus em silêncio 
Preciso arrumar gavetas cheias
 Sinto o palpitar nas entranhas
Sinto sangue nas veias.









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Hoje escrevo- te minha vida Porque sinto- te de partida Sabes- me a saudades De toda a vida vivida. Queria -te mais Sonhei- te sempre preenc...