Quando eu morrer e deres por falta de mim
Procura-me numa flor de canteiro
Andarei perdida numa manha de nevoeiro
e o meu cheiro desaparecer
Procura me numa folha em branco
Num rabisco de tela ao amanhecer
Estarei saudosa, numa transversal de viela
Com óleo num pincel, chama por mim
e deita os sonhos na minha cama.
Acalma a angustia profunda
Eu estarei bem na minha morte imunda.
Quando eu morrer serei paz e tormento,
Mas serei sobretudo alento
Termina a dor
Olharei para a morte e em paz seguirei…
Finalmente me abandonei
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