quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

QUANDO EU MORRE

 




Quando eu morrer e deres por falta de mim

Procura-me numa flor de canteiro

Andarei perdida numa manha de nevoeiro


Quando eu morrer

e o meu cheiro desaparecer

Procura me numa folha em branco

Num rabisco de tela ao amanhecer


Estarei saudosa, numa transversal de viela

Invade a minha mente profana

Com óleo num pincel, chama por mim

e deita os sonhos na minha cama.


Chora por mim sem tristeza,

Acalma a angustia profunda

Eu estarei bem na minha morte imunda.


Quando eu morrer serei paz e tormento,

Mas serei sobretudo alento

Quando finalmente eu me for

Termina a dor

Olharei para a morte e em paz seguirei…

Finalmente me abandonei


Sem comentários:

Enviar um comentário

No campo

 (Fotografia João  Condesso) Dizem meus olhos, Que bonito acordar… Ver os flocos da neve Felizes a bailar. A b...