segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

...dor

No fim do dia, no inicio da noite a garra adormece e a realidade aparece.  
Sou simples,
  singela, 
qual toque de aguarela. 
Apenas fragil, 
fraca, 
dorida e adormecida.
Sou tanto,
 num tão  pouco que me encontro, 
na morte simples  da garra que já não  tenho, neste corpo que estranho.
As fragilidades cortantes que me limitam,
 a certeza que o término está  a chegar, 
realidades de instantes, 
um sonho que foi,
 verbo adiar.
E volto eu ao meu mundo real
Ao que fui afinal.
Insatisfeita já  se sabe
Temporal, com toda a certeza.
Lágrima cortante, 
tantas vezes tristeza.
Fui riso fácil com choro no peito
Madrugada dorida, 
tantas vezes perdida 
Cabelos ao vento, 
vida difícil, 
difícil  temperamento.
Olho ao longe, 
e a dor afinca
A marca ficou,
 nunca me abandonou.
Já  não  tenho lágrimas 
não  sei chorar
Sei que não  é  fácil 
Ter que me abandonar. 
As entranhas estão  doentes
Não  há  osso que esteja saudável 
Percebi finalmente 
De nada vale ser amável. 
A revolta é aconchego
Serve de alento, conforto,
Abandono o medo
Neste corpo morto

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