No fim do dia, no inicio da noite a garra adormece e a realidade aparece.
Sou simples,
singela,
qual toque de aguarela.
Apenas fragil,
fraca,
dorida e adormecida.
Sou tanto,
num tão pouco que me encontro,
na morte simples da garra que já não tenho, neste corpo que estranho.
As fragilidades cortantes que me limitam,
a certeza que o término está a chegar,
realidades de instantes,
um sonho que foi,
verbo adiar.
E volto eu ao meu mundo real
Ao que fui afinal.
Insatisfeita já se sabe
Temporal, com toda a certeza.
Lágrima cortante,
tantas vezes tristeza.
Fui riso fácil com choro no peito
Madrugada dorida,
tantas vezes perdida
Cabelos ao vento,
vida difícil,
difícil temperamento.
Olho ao longe,
e a dor afinca
A marca ficou,
nunca me abandonou.
Já não tenho lágrimas
não sei chorar
Sei que não é fácil
Ter que me abandonar.
As entranhas estão doentes
Não há osso que esteja saudável
Percebi finalmente
De nada vale ser amável.
A revolta é aconchego
Serve de alento, conforto,
Abandono o medo
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