Lembro me do meu avo PENA , homem com postura imponente, com ar impecável, uma marrafa devidamente penteada estilo Elvis.
Calcava tamancos com rasto de madeira e com meias solas para não se estragarem, brochos de pregos tal qual as ferraduras dos cavalos.
Este meu olhar de 3 anos ficou para sempre na minha memoria.
Jarra de barro na mao, dirigia se para a adega, que se situava a uns metros de casa do lado oposto do caminho.
Chamava se adega, porque para alem do lagar de pedra frondosa e respetivo pio, tinha também os túneis de madeira com aros de ferro.
Lembro me tao bem!!!
Era criança e guardei para sempre na memoria este meu avo Pena…
Matou se num dia que ia a tribunal, rixas de pastores. O advogado disse lhe que não era culpado, mas o medo falou mais alto, a coragem que o levou a cometer suicídio abandonou o numa cama.
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