Não me agrada a pequenez
O vazio do pensamento
A cegueira que tudo vê
E as palavras ocas obesas de parvalheira
Gosto de gente que é gente
Gente que sente
Que coloca os pés cansados no chão
Que grita é chora
Que se zanga, que ignora
Mas que sabe ser gente
Sabe ser simples
Mesmo quando conhece a sua razão, a sua imensidão.
Gosto de gente de mãos vazias
Cheias de tudo para dar
Gente que podem mesmo no momento de odiar, mas depois esquece.
Com o orgulho vestido
Sente e sabe abraçar
Chora e faz chorar
Gente que encanta
Tantas vezes pinta a manta.
Numa procura eterna de encanto
Encontro o pecado
Anda comigo lado a lado
Encontro riso e saudade
Sofrimento e verdade.
Gosto de gente inteira
Sábia, verdadeira
Dona de tudo na sua singela humildade
Dona de pecados , mas que vive bem com a sua verdade.
Na imensidão do ser
Aprendi a viver
Num mundo que é preciso ser mestre para sobreviver.
Porque sim, porque gosto de gente que é gente, gente que para si não mente.
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